Surpresas, fim dos tempos e tempo do Espírito Santo

No registo de Deus o tempo pascal desde há dois mil anos é outro fim dos tempos permanente. Para Jesus Cristo o fim da sua vida humana, dada e tirada, o fim do seu tempo humano, deu-se na Sexta-feira Santa.

Em cinco meses o coronavírus trouxe surpresas registadas em miríades de artigos e entrevistas de cientistas e escritores. Vêm das ciências e do campo religioso. Estamos no fim dos tempos ou no fim do mundo? Muitas incertezas, medos, polémicas…Será o colapso e decadência desta civilização anti-cristã e orgulhosa, insiste-se, ou são apenas avisos deixados a cada pessoa? Afinal, o inicio e fim para cada um dá-se em todos os tempos, desde as boas vindas aos nenés a quem não tiram a vida antes de nascerem, como tiram, (grande surpresa!), a 50 milhões por ano; e com os dinheiros da OMS e de ONGs (“Planned Parenthood…” ) que vendem os seus membros para fabricar produtos de beleza e rejuvenescimento e obtém lucros de morte. Falar destes pecados no Dia da Criança é triste! Menos “cruel” é o covid-19 a dar o fim dos tempos a cerca de 400 mil.  

No registo de Deus o tempo pascal desde há dois mil anos é outro fim dos tempos permanente. Para Jesus Cristo o fim da sua vida humana, dada e tirada, o fim do seu tempo humano, deu-se na Sexta-feira Santa; e na ressurreição, o início do pós fim dos tempos, de novos céus e nova terra. Ao anunciá-lo, perguntaram se ia iniciar o seu Reino e Ele respondeu que só o Pai sabia. Mas declarou ainda que ia partir, mas ficaria com os apóstolos até ao fim dos tempos. Não os deixaria ficar órfãos. Ia pedir ao Pai para lhes enviar um Defensor, o Espírito Santo. Foram 60 dias de surpresas até ao Pentecostes. Aclamado no Domingo de Ramos com hosanas, Sexta-Feira Santa Jerusalém assistiu ao inesperado: “solta Barrabás; crucifica Jesus!”. A morte na cruz foi uma triste surpresa para alguns, o fim de tudo. O medo levou ao confinamento, de portas bem trancadas, como já a grande pedra fechou o sepulcro novo. Aberto? Foste tu? Onde pusestes o corpo? Exclamou a Madalena. E Pedro e João, espantados, nem queriam acreditar. Correram; e surpresa: está vazio! E agora? Mais medo e duas surpresas maravilhosas: sopro do espírito e perdoar pecados, como Deus; dizer este é o meu corpo, como Cristo, e comer o Corpo de Cristo na celebração da Santa Missa. As maiores surpresas da terra: homens a fazer atos de Deus! Foi assim: «Na tarde daquele dia, (…) estando trancadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, entrou Jesus»: «A paz esteja convosco». (…) «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos (Jo 20 19-21). A outra surpresa, foi a dos dois de Emaús: és o único que não sabes o que se passou? E ao partir do Pão exclamam: ah, é Ele!  

E agora Jesus depois de dar a sua Mãe, repete que o Espirito Santo vai lembrar tudo o que Ele ensinou, toda a verdade que irão precisar e agora não aguentam. E os dos dois mil anos aguentaram? Sim, muitos milhares de mártires e missionários foram por todo o mundo anunciar o Evangelho, batizar, dar identidade trinitária de filhos de Deus aos cristãos. Sim, uma fé monoteísta mas trinitária, a grande distância do judaísmo e do islamismo. Não nivelemos com “religião monoteísta” É um erro crasso. O turbilhão interativo do Amor uno e difusivo de três pessoas divinas não tem comparação, é singular. Não pode nem precisa de mudar para se difundir por tudo o que de finito cria amando desde que é. Diferente de tudo o que vai surpreendendo os cientistas desde as ciências primordiais às de hoje. Alguns pensam que a ciência é um saber recente. Já os trogloditas e o bebé são inteligentes e “sabem” e usam causas para obter efeitos. E os vírus são inteligentes?

O Pentecostes, que surpresas! Outra vez fechados (?). Se era por causa do vento, não adiantou muito. Tiveram a experiência de uma forte rajada de vento que escancarou tudo e encheu a casa abanando portas e janelas. Fora a multidão espantou-se e correu; e logo, línguas de fogo, de calor sem queimar, dá talentos de palavra. Dividiam e uniam. Os tímidos e medrosos a falar a sua língua e todos unidos, a entender cada um na sua. O contrário da torre de Babel, tantas línguas e ninguém se entendia. Como hoje? E Deus a dispersá-los como castigo pelo orgulho megalómano de escravizar. O coronavírus também “castiga” o progresso de “torres” destruidoras do planeta da história de Deus; e da torre da vinha do Senhor? (Mc 12, 1-12) É espantoso que os humanos não se surpreendam com dois mil anos de história da fé cristã a crescer em homens unidos no Pai, Filho e Espírito Santo apesar dos ataques do mundo mundano, dividido e corrupto por ódios  anti-cristãos soprados pelo Grande Satanás. Triste! Tantos humanos a revelar e tantos a ocultar e mentir sobre a história maravilhosa de Deus com os homens. E agora admiram-se que o vírus «sem cérebro mas parece ser inteligente. Não tem corpo próprio, mas vive do corpo dos outros. Oportunista, é microscópico e, apesar da ínfima dimensão, é capaz de parar o mundo, de tirar o sono e, pior, muito pior, de matar. Mais poderoso do que o homem, mais poderoso do planeta, há vários meses que não se fala de outra coisa. O SARS CoV-2 é um desafio» (Chistiana Martins, in Expresso coronavírus 26.05.20). Mas será só isso se o Espirito do Senhor encheu a terra toda e tantas crianças o recebem logo no batismo?

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