Seminário abre portas para dar início à Semana de Oração pelos Seminários

No dia 4 de novembro, o Seminário Diocesano de Leiria abriu as portas aos jovens para dar início à Semana de Oração pelos Seminários, num encontro ao qual se deu o nome Seminário Open Door’23.
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No dia 4 de novembro, o Seminário Diocesano de Leiria abriu as portas aos jovens para dar início à Semana de Oração pelos Seminários, num encontro ao qual se deu o nome Seminário Open Door’23.

Com base no tema para esta semana de oração, “Não tenhas medo. Serás pescador de Homens” (Lc 5,10b), a equipa responsável pelo encontro definiu “Uma porta com vista para o mar” como lema. A partir das 16h00, os cerca de 50 jovens inscritos chegaram e atravessaram a primeira porta, a da entrada, e iniciaram as atividades. Em 4 grupos, participaram em dinâmicas de quebra-gelo e promoção do espírito de grupo nos corredores do Seminário, orientadas pelo Serviço de Pastoral do Ensino Superior, depois foram distribuídos por vários pontos da casa, para participarem em 4 ateliers, cada um deles com um tema diferente e uma abordagem diferente aos momentos do dia-a-dia no Seminário.

Mergulho na História e no estudo

Na biblioteca do Seminário de Leiria, os jovens eram convidados pelo Serviço Diocesano de Pastoral Juvenil a descobrir a importância de “ir mais fundo” na história e no estudo, através da procura, entre as várias estantes e livros da biblioteca, de peixes com enigmas que os levariam a encontrar a chave que abria um cofre e encerrava esta dinâmica com a mensagem da Semana dos Seminários: “Não tenhas medo. Serás pescador de Homens” (Lc 5,10b).

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Mergulho em nós

Num dos pátios do Seminário, estavam a aguardar os jovens alguns escuteiros do Agrupamento 1167 do Arrabal, para construírem juntos uma rede, também inspirados pelo tema que conduzia este encontro. Este atelier, em que os jovens tinham de fazer um ou mais nós com fios de sisal e colocarem neles um peixe com um sonho/propósito para o futuro, pretendia dar aos jovens uma visão de comunidade, a necessidade da construção coletiva do mundo, da Igreja e também na procura da nossa vocação como lugar de encontro com os outros, com Deus e com os próprios.

Mergulho no silêncio

Na capela dos Santos Francisco e Jacinta Marto, as irmãs da Aliança de Santa Maria prepararam uma pequena oração de adoração ao Santíssimo, que levou os jovens a mergulhar na oração e na sua importância para a relação com Cristo. Durante a oração, os jovens foram convidados a escrever num pequeno peixe o seu nome que mais tarde seria utilizado na Vigília de Oração.

Mergulho na missão

Na cripta do Seminário, onde habitualmente os jovens se reúnem para a oração Shemá, desta vez reuniram-se para ouvir dois jovens do grupo missionário Ondjoyetu contar a sua experiência de missão por terras do Gungo. Ouviram atentamente o testemunho da Elsa e do Humberto e de como foram “pescados” e enviados em missão e como, sempre em missão, também foram e continuam a ser pescadores de Homens.

Depois dos ateliers, os 4 grupos reuniram-se para ouvir alguns testemunhos de quem já passou pelo Seminário e de quem ainda está a passar: os padres e o seminarista da Diocese de Leiria-Fátima. Vários padres, alguns párocos dos jovens inscritos, e o bispo D. José Ornelas responderam às perguntas “Ter sido pescado por Jesus é…” e “O que é para ti seres pescador de Homens?” num vídeo, ao qual se seguiram os testemunhos presenciais do seminarista Miguel Francisco e do padre Rui Ruivo.

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Às 21h30, já depois de jantar, os jovens dirigiram-se todos à igreja da Imaculada Conceição, a igreja do Seminário, para uma Vigília de Oração para o qual toda a diocese foi convidada. Ao longo de cerca de uma hora, a diocese uniu-se em oração pelos Seminários, pelos seminaristas e por todos quantos são pescadores de Homens. Este momento de oração, orientado pelo Serviço de Animação Vocacional e animado pelo Grupo de Jovens da Barreira, contou novamente com a adoração do Santíssimo, o testemunho do Miguel Francisco e a grande surpresa ficou reservada para quando os nomes de todos os participantes nas atividades da tarde foram chamados pelo bispo D. José Ornelas, num convite a acolherem o chamamento do Senhor. 

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Testemunho do seminarista Miguel Francisco na Vigília de oração pelos Seminários

Deixar que Jesus se sente comigo

Jesus esteve com os discípulos depois de regressarem da pesca, desanimados e tristes, e Jesus senta-se para lhes mostrar o caminho, para lhes oferecer coordenadas, Jesus quer dar-lhes caminhos de esperança. Isso Jesus faz através da oração, através do acompanhamento e conversas com os outros.

Sinto-me muito chamado neste caminho a ter tempos para me sentar com Jesus, senão corro o risco de me cansar por coisas aparentemente religiosas, mas no fundo são minhas e depois correm mal, desanimo e é uma bola de neve.

Confiar

É preciso confiar nos caminhos que Jesus nos indica, ele dá-nos caminhos, pessoas, trabalhos, projetos, mas para que de facto tudo isto corra bem, Jesus pede-me a mim seminarista, a nós cristãos um coração ardente que me coloque os pés a caminho, para isso é preciso a CONFIANÇA, se ele me chamou para este caminho é preciso deixar-me confiar

Não ter medo

Jesus chama-me porque me ama, sou chamado por sou amado, o mesmo em relação a todos nós. Jesus chama-me como sou e não como gostaria de ser, mas como eu Miguel Francisco, sou. Queridos amigos, nenhum de nós é perfeito, eu não sou, cada vez mais no seminário percebo a minha fragilidade, os meus pecados, mas sou muito chamado a olhar para aquilo que há de bom em mim, tal como todos nós temos coisas boas. NÃO TER MEDO do futuro, se for com Jesus o resto está garantido

Jesus pede-me que a minha vida seja mais como a de Jesus, mais santo, isso não quer dizer mais beatinho ou mais retirado do mundo, mas a ser cada vez mais sinal de Jesus para que a minha vida possa ser luz para que os outros sintam o chamamento de Deus para as suas vidas.

Jesus tem um caminho, um futuro, uma meta de felicidade para todos, mas é mesmo para TODOS, TODOS, TODOS. Não tenham medo, procurem Jesus e rezem por mim.

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Testemunhos de alguns jovens participantes:

Eu e o meu grupo de catequese das Meirinhas participamos na atividade com bastante alegria e entusiasmo. Diverti-me, gostei imenso das atividades lúdicas e das brincadeiras.  A palestra dos missionários foi a que mais me marcou. Queria agradecer a toda a gente que organizou esta atividade e quero dizer que gostei mesmo muito e espero poder repetir a experiência. Daniel, 9º ano, Meirinhas

As atividades que mais gostei foram o testemunho dos missionários Humberto e Elsa quando estiveram em missão em Angola, porque consegui perceber a ajuda que algumas povoações necessitam e o quanto nós podemos ser importantes para elas, e também o momento de oração organizado pelas Irmãs que foi um momento único e bastante especial. No final da tarde ouvimos os testemunhos dos padres na sua vivência da fé que foi um momento muito divertido. Após todas estas atividades houve um jantar partilhado (já agora, a sopa estava maravilhosa), onde houve muita convivência e partilha de experiências. No final do dia houve uma vigília presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima D. José Ornelas onde houve uma pequena peça de teatro. Para mim esta experiência foi fantástica onde aprendi coisas novas e fiz novos amigos. Com certeza não me irei esquecer deste dia! Ema, 9º ano, Meirinhas

Gostei de tudo no geral mas principalmente dos jogos! Adorei a iniciativa, foi muito bem organizada e tinha muita gente por detrás disso, obrigada pela oportunidade e pelo esforço de todos! Maria, 9º ano, Meirinhas

O momento que mais gostei foi o jogo do enigma em volta da busca do peixe e da chave porque, pela sua resolução e pela sua mensagem, percebemos que muitas vezes conhecemos Deus de forma superficial e não mergulhamos mais fundo por um misto de medo do desconhecido ou simplesmente por distração, pelo ruído que nos rodeia. Tomás, 9° ano, Souto da Carpalhosa

A atividade que mais gostei no encontro de sábado foi a da porta. Ao realizar esta atividade tão simples e divertida nem pensamos na reflexão que podemos fazer sobre ela. Ultrapassar o obstáculo, que era uma porta, de olhos vendados, não era fácil, precisávamos de alguém, esse alguém estava do outro lado da porta, precisávamos de uma voz que nos chamasse, nos guiasse para o caminho certo, para conseguirmos ultrapassar o obstáculo e chegar à pessoa. E, de facto, o que esta atividade nos queria transmitir era a necessidade do outro, a necessidade de ter alguém sempre, ter alguém ao nosso lado que possamos ouvir e confiar. Jesus pode ser essa pessoa, temos apenas de ter fé, abrir o coração para que ele nos possa guiar nos caminhos certos e ajudar a ultrapassar os obstáculos. Jovelina, 9º ano, Souto da Carpalhosa

Seminário abre portas na Semana de Oração (2023-11-04)

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