Santo Agostinho e Nossa Senhora de Fátima

Santo Agostinho nasceu a 13 de Novembro de 354, em Tagaste, actual Sukh-Ahras, na Argélia. Os pais, Patrício e Santa Mónica, intuindo o génio do filho, não se pouparam a esforços na sua educação.
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Santo Agostinho

Santo Agostinho nasceu a 13 de Novembro de 354, em Tagaste, actual Sukh-Ahras, na Argélia. Os pais, Patrício e Santa Mónica, intuindo o génio do filho, não se pouparam a esforços na sua educação. Depois dos primeiros estudos na cidade natal, enviaram-no para Madaura, centro intelectual da região, e de lá para Cartago – cidade que o deslumbrou – onde estudou retórica. Aqui descobriu a filosofia, aderiu à seita dos Maniqueus e apaixonou-se por uma jovem, com quem teve um filho de nome Adeodato. Em busca de maior seriedade e fama mas também com uma imensa inquietação na alma, partiu para Roma. Não contente com o ambiente e desiludido com os da sua seita, candidatou-se a professor de retórica em Milão. Nesta cidade recebeu a visita de sua mãe que o ajudou a clarificar ideias.  Na sua procura incansável e por sugestão de Santo Ambrósio, pôs-se a ler a Bíblia. Este encontro com os Textos Sagrados fizeram mudar a sua vida. Tinha 32 anos. Na Vigília Pascal, de 24 para 25 de Abril do ano 387, foi baptizado juntamente com o filho e o seu amigo Alípio. De regresso a África, vendeu o que tinha e deu-o aos pobres, ficando apenas com uma casa que transformou em mosteiro. Nascia assim a regra de vida para os servos de Deus. Já sacerdote e bispo em Hipona, hoje Annaba, na Argélia, manter-se-ia fiel a esse estilo de vida. Até à sua morte, a 28 de Agosto do ano 430, entre as múltiplas ocupações de pastor, escreveu ou ditou mais de uma centena de títulos. De Santo Agostinho, pelo seu itinerário espiritual e intelectual, diz João Paulo II, todos na Igreja e no Ocidente nos sentimos discípulos e filhos.

Igreja e convento de Santo Agostinho

Com a catedral da cidade, o convento de Santo Agostinho, cuja volumetria ganha corpo a partir de 1577 (a igreja) e 1579 (o complexo conventual), assume na paisagem urbana de Leiria o pensamento que subjaz à Reforma Católica à luz do Concílio de Trento.

Por ação de D. Frei Gaspar do Casal, segundo bispo de Leiria e eremita de Santo Agostinho, contrariando a opinião dos cónegos da sé, nasceu assim um dos mais importantes complexos monásticos de Leiria, certamente para que dentro dos seus muros pudessem florescer as novidades reformistas dessa magna assembleia empenhada em proporcionar aos seus membros o estudo mais sistematizado (a criação do seminário diocesano, em 1671, em área contígua ao convento é prova disso).

Por essa razão se terá escolhido o terreno junto ao caudal do Lis, mais concretamente junto ao moinho de papel, suporte do pensamento da modernidade.

A traça arquitetónica do convento é espelho da erudição que deve inscrever este edifício nas rotas do maneirismo, embora venha, no século XVIII, a ser moldado também pelo gosto barroco.

O convento de Santo Agostinho é uma das mais prolongadas marcas da ligação do território leiriense à figura do bispo de Hipona, assumindo a responsabilidade de que esta figura insigne do pensamento ocidental seja ainda hoje tomada como patrono da diocese de Leiria-Fátima. (Texto da autoria de Marco Daniel Duarte, publicado no site da Câmara Municipal de Leiria)


Nossa Senhora de Fátima

A 13 de maio de 1917, por volta do meio dia, quando três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, viram em cima de uma pequena azinheira uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco. As crianças eram Lúcia de Jesus, de 10 anos, e seus primos Francisco e Jacinta Marto, de 9 e 7 anos. A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos. Na última aparição, a 13 de outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a “Senhora do Rosário” e que fizessem ali uma capela em sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o “milagre do sol”. Anos mais tarde, a Irmã Lúcia conta ainda que, entre abril e outubro de 1916, tinha aparecido um Anjo aos três videntes, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal de sua casa, convidando-os à oração e à penitência. Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares de peregrinos de todo o mundo.

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