Retiro popular, tema 4: ALIMENTO QUE SACIA

Venho convidar os fiéis católicos e porventura outros cristãos e pessoas em busca espiritual, para se juntarem em grupos, se sentarem a esta “mesa da Palavra de Deus” e se alimentarem dos dons divinos, usando os apoios oferecidos neste guião.

Acolhimento e saudação entre os participantes

1. Invocação do Espírito Santo / Oração inicial

– Invoco a presença de Deus –

1.1. Cântico (à escolha, ver anexo)

1.2. Prece

Senhor Jesus,
Tu és todo amor, misericórdia, presença e oferta gratuita.
Tu, que conduzes o teu povo para que nunca lhes falte o alimento,
sacia-nos com a tua Palavra.
Tu, Senhor, que vieste em socorro do teu povo que se esquecia de ti,
vem agora também à nossa presença.
Concede-nos a graça da presença inspiradora do Teu Espírito
para compreendermos o que nos queres transmitir pela tua Palavra,
amando o que mandais e esperando o que prometeis.
Nós Te pedimos a Ti que és Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.
Ámen

2. Leitura da Palavra

– Escuto e compreendo a Palavra que me é oferecida –

2.1. Leitura do livro de Isaías (55, 1-5)

1Atenção! Todos vós que tendes sede,
vinde beber desta água.
Mesmo os que não tendes dinheiro,
vinde, comprai trigo para comer sem pagar nada.
Levai vinho e leite, que é de graça.
2Porque gastais o vosso dinheiro
naquilo que não alimenta?
E o vosso salário naquilo que não pode saciar-vos?
Se me escutardes, havereis de comer do melhor,
e saborear pratos deliciosos.
3Prestai-me atenção e vinde a mim.
Escutai-me e vivereis.
Farei convosco uma aliança eterna,
e a promessa a David será mantida.
4Fiz dele o meu testemunho para os povos,
um chefe e um soberano das nações.
5Chamarás um povo que nunca conheceste;
um povo que não te conhecia acorrerá a ti,
por causa do SENHOR, teu Deus,
e do Santo de Israel, que te glorifica.
Palavra do Senhor.

2.2. Leitura pessoal

– Volto a ler, em silêncio: o que diz o texto? –

2.3. Notas para a compreensão do texto

Este texto é um excerto do livro designado como Livro de Isaías, mas na realidade foi escrito numa época posterior ao profeta. O povo de Israel vivia então os últimos tempos de exílio na Babilónia, quando o império babilónico ocupou Jerusalém e deportou as pessoas mais válidas para o seu território. Agora, com o surgimento da Pérsia como nova potência política e militar, Israel alimenta a expectativa de finalmente poder regressar à sua terra.

O profeta quer ajudar o Povo a ver aí um sinal da fidelidade de Deus. O texto que estamos a meditar reforça no povo a certeza da aliança indestrutível que Deus mantém com o seu povo e que não só não ficou esquecida nos tempos de exílio, como agora se vai confirmar com a libertação e regresso a Jerusalém.

O nosso texto começa exactamente com um grito de alerta: “Atenção!”, como que a dizer venham… há algo extraordinariamente grandioso que tenho para vos contar, algo que me enche de uma alegria transbordante… venham todos escutar o que tenho para vos dizer!

Depois desta interjeição, o profeta lança um conjunto de imagens em hipérboles (“comprai… sem pagar… é de graça”) que vêm confirmar o seu entusiasmo por sentir que o povo é verdadeiramente conduzido por Deus. O Senhor oferece-lhe um regresso a casa de forma completamente gratuita, não pede nada em troca. Pelo contrário, diz: “Se me escutardes, havereis de comer do melhor e saborear pratos deliciosos”, tudo isto como fruto da generosidade do amor de Deus.

A única coisa que o Senhor espera do Povo é que ele se torne num “testemunho para os povos”, que a sua forma de viver chame outros povos para glorificarem o Senhor.

3. Meditação pessoal 

–  Medito interiormente a Palavra acolhida: o que me diz o Senhor? –

«Todos vós que tendes sede, vinde beber desta água. Mesmo os que não tendes dinheiro, vinde, comprai trigo para comer sem pagar nada. Levai vinho e leite, que é de graça.»

Durante o exílio na Babilónia, muitos israelitas esqueceram as suas origens e desviaram-se da lei de Deus, mas a libertação agora é para todos, mesmo para aqueles que não têm nada para apresentar como mérito diante do Senhor. Deus tem à espera tudo o que há de melhor para os seus filhos, de graça. O amor de Deus deixa-nos sem saber o que dizer, sem reacção, como quando alguém nos dá uma prenda que não contávamos e achamos que não merecemos, mas o amor e a amizade de quem oferece são o quanto basta para justificar a oferta.

Na Eucaristia o Senhor oferece não só o melhor, mas tudo o que tem para dar, toda a sua riqueza: o seu Filho. E oferece-o de forma que nos sirva de alimento, disponível para nós, mesmo não o merecendo, porque o amor de Deus por nós é maior que os nossos merecimentos. “Eis o mistério admirável, maravilhoso da nossa fé: do Deus connosco, Deus para nós, por nós e em nós. Eis a beleza e a grandeza do seu amor insuperável, incondicional, universal: amor gratuito e fiel, amor de misericórdia e sem medida, amor com promessa de eternidade!” (D. António Marto).

* Quando estou na Missa ou diante da Eucaristia, reconheço aí este amor gratuito, insuperável, sem medida e incondicional de Deus que me oferece tudo o que tem? Faço o esforço para compreender a Eucaristia como lugar em que fico completamente desarmado por ver ali uma oferta tão valiosa que não mereço? Valorizo esta gratuidade do amor de Deus?

«Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta? E o vosso salário naquilo que não pode saciar-vos? Se me escutardes, havereis de comer do melhor, e saborear pratos deliciosos.»

O Senhor tem uma oferta tão sublime para nós! O que pode ser mais valioso? O que há de mais valioso onde justifique gastar o meu tempo e a minha força espiritual? 

* Que importância dou à participação na Missa? Faz parte da organização da minha semana? Costumo visitar o Santíssimo na igreja? Como podemos promover a devoção à Eucaristia na nossa comunidade ou grupo?

«Chamarás um povo que nunca conheceste; um povo que não te conhecia acorrerá a ti, por causa do SENHOR, teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorifica.»

O Senhor queria que os outros povos, reconhecendo o cuidado que nutria para com o seu Povo, se convertessem, de modo a que até este se surpreenderia. A única coisa que o Senhor pedia era que Israel se fizesse disponível para que a glória de Deus se manifestasse através de si.

Na carta pastoral para este biénio, o nosso bispo diz: “a despedida no final de cada Missa constitui um mandato que impele o cristão para o dever de propagação do Evangelho e de animação cristã da sociedade” (FCS 24), através dos valores, atitudes e propósitos que a Eucaristia exprime e suscita: a alegria de testemunhar a fé, o amor ao próximo, o acolhimento, as relações de comunhão, a fraternidade, a solidariedade, a partilha, o diálogo, a reconciliação, a paz, o cuidado da criação, o serviço e apoio aos mais pobres, frágeis e marginalizados. Aquele que diz “tomai e comei, isto é o meu corpo” é o mesmo que declara: “o que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos é a mim que o fazeis” e “brilhe a vossa luz diante dos homens…”.

* Ao acolher o dom que Cristo me faz na Eucaristia assumo também a responsabilidade de ser portador do seu amor no meio onde vivo? Ir à Missa faz alguma diferença na minha maneira de viver? Deixo que o amor de Deus oferecido na Eucaristia seja sentido pelas pessoas que me rodeiam pela forma como vivo?

4. Partilha da Palavra 

– Partilho com os outros o dom recebido: que posso oferecer-lhes? – 

Comunico uma palavra ou frase que me interpelou. Posso também partilhar algo do que rezei na minha intimidade. Esta minha participação deve ser voluntária e breve.

5. Oração

– A partir do que escutei e vivi neste tempo, falo com o Senhor – 

Faço uma oração espontânea a partir do texto lido ou da meditação feita. Posso também rezar com os outros a oração proposta para este biénio pastoral ou o salmo 144 (145), 10-21 (pode ser recitado alternadamente cada versículo ou cada estrofe por dois coros):

Louvem-te, SENHOR, todas as tuas criaturas;
todos os teus fiéis te bendigam.

Dêem a conhecer a glória do teu reino 
e anunciem os teus feitos poderosos, 
para mostrar aos homens as tuas proezas 
e o esplendor glorioso do teu reino.

O teu reino é um reino para toda a eternidade 
e o teu domínio estende-se por todas as gerações.

O SENHOR ergue todos os que caem 
e reanima todos os abatidos.

Todos têm os olhos postos em ti, 
e, a seu tempo, Tu lhes dás o alimento.

Abres com largueza a tua mão 
e sacias os desejos de todos os viventes.

O SENHOR é justo em todos os seus caminhos 
e misericordioso em todas as suas obras.

O SENHOR está perto de todos os que o invocam, 
dos que o invocam sinceramente.

Ele realiza os desejos dos que o temem, 
escuta os seus gemidos e salva-os.

O SENHOR protege todos os que o amam, 
mas extermina todos os ímpios.

Cante a minha boca os louvores do SENHOR, 
e todo o ser vivo bendiga o seu santo nome para sempre!

6. Compromisso 

– A que me convida, hoje, o Senhor – 

Faço um momento de silêncio e formulo um compromisso pessoal.  Posso também propor um gesto ou iniciativa comunitária.

Cântico final (à escolha, ver anexo)

7. Em casa

– Levo para a vida a mensagem que acolhi – 

No seguimento do encontro de grupo, procurarei dedicar algum tempo (15-20 minutos), num ou mais dias da semana, para retomar a meditação e contemplação da Palavra de Deus e nela encontrar a luz e a força de Deus para a minha vida no dia-a-dia.

Retiro Popular
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