Relatório Final: comunicado do Corpo Nacional de Escutas

Continuamos empenhados em promover um ambiente e uma cultura institucional em que as vítimas se sintam protegidas para reportar situações que tenham sofrido no passado ou no presente.

O Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português saúda a iniciativa da Conferência Episcopal Portuguesa e agradece o trabalho realizado pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, com quem colaborou desde o início, e cujo relatório final foi hoje conhecido.

Com a divulgação destes resultados, na sua maioria reportados pelo CNE, manifestamos a nossa total solidariedade com as vítimas e as suas famílias, e reiteramos que estamos, acima de tudo, focados no seu apoio e proteção. Lamentamos profundamente que tais situações tenham ocorrido, e reiteramos a nossa política de tolerância zero para com todas as formas de abuso.

Desta forma, assumimos que o nosso trabalho enquanto comunidade eclesial educativa não termina aqui. Continuamos empenhados em promover um ambiente e uma cultura institucional em que as vítimas se sintam protegidas para reportar situações que tenham sofrido no passado ou no presente.

O CNE tem, desde 2016, uma estrutura interna denominada “Escutismo: Movimento Seguro”, que dispõe de uma ferramenta de reporte, disponível para qualquer pessoa, associado do CNE ou não, para que qualquer preocupação ou ocorrência possam ser relatadas. Todas as situações, sem exceção, são analisadas por uma equipa multidisciplinar composta por voluntários e profissionais, que atuam em conformidade com as situações expostas, dando seguimento para as autoridades judiciais sempre que se demonstra necessário.

As denúncias podem ser feitas através do endereço: https://ems.escutismo.pt

Enquanto movimento da Igreja Católica, afirmamos o nosso compromisso em proteger as crianças e jovens que compõem a Associação, numa ação assente em três pilares: prevenir, identificar e intervir.

Assumimos, pois, como nossas, as palavras de D. José Ornelas na sua declaração sobre o relatório hoje conhecido: «é preciso que sejamos capazes de continuar a “dar voz ao silêncio” dos mais frágeis, contribuindo para uma cultura de transparência, não só na Igreja, mas em toda a sociedade, fazendo jus à identidade e missão da Igreja em favor da segurança e do bem das crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.»

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