Reflexão da paróquia de Santa Catarina da Serra para a conversão pastoral da Diocese

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Estando nós a percorrer um caminho Sinodal, em que a nossa Igreja é chamada à renovação, também nós, paroquianos de Santa Catarina da Serra, sentimos necessidade de mudança, necessidade de um novo desabrochar, não só para a nossa paróquia em particular, mas para toda a vigararia.

É com muita tristeza que nos últimos tempos assistimos ao afastamento de algumas pessoas, e até a um desagregar da nossa comunidade, com alguns movimentos da Pastoral a cair no desalento e no desânimo.

Ora, perante isto, é necessário e urgente que se faça algo! É necessário que haja mudanças… E estas devem começar em cada um de nós (pároco e leigos). Só conseguiremos trilhar um novo caminho se cada um de nós conseguir sair de si mesmo, da sua zona de conforto, do seu comodismo, e tiver abertura para compreender a necessidade de tais transformações.

A nível comunitário temos, primeiramente, de aprender a trabalhar em equipa, sabendo escutar, dialogar, planear e projetar em conjunto. É preciso que tenhamos todos, espírito de corresponsabilidade, compromisso, empenho e comunhão. No fundo, precisamos de sentir e viver a fé em conjunto! E, neste sentido, as unidades pastorais poderão ser uma oportunidade para a criação de projetos em comum, a vários níveis (por exemplo: catequese, formação de leigos, preparação de batismos, etc).

Relativamente às paróquias com as quais poderíamos criar uma unidade pastoral, não foi referida nenhuma em particular. Entendemos que há divergências que é preciso saber ultrapassar. A criação de tais unidades pastorais só será possível se houver uma maior abertura, articulação, interação e coordenação entre os párocos, e comunidades em geral. Por um lado, é preciso que tomemos consciência das nossas fragilidades e fraquezas, e tenhamos humildade e discernimento suficientes para aceitarmos a ajuda e colaboração dos outros. Por outro lado, também é importante que vejamos as unidades pastorais como uma forma de cada paróquia partilhar com as outras o que tem de melhor, sem perder a sua identidade. Se assim o fizermos, todos teremos a ganhar! Entendemos ainda que esta é uma oportunidade de cada paróquia ter lugar noutros espaços e noutro tipo de dinâmicas, quer a nível vicarial, quer a nível diocesano.

Sabemos que as mudanças nem sempre são fáceis, e temos consciência que estas reestruturações serão uma grande alteração na vida de todas as paróquias. No entanto, também sentimos que é preciso fazermos algo para revitalizar a Pastoral das nossas comunidades. Assim, consideramos que na nossa paróquia de Santa Catarina da Serra, há abertura suficiente para aceitarmos esta proposta, sendo importante que a mesma apresente uma base e um plano sólidos, bem definidos e estruturados. É certo que neste momento não estamos ainda organizados neste sentido, mas temos esperança de que no futuro todos saibamos trabalhar segundo esta nova cultura, em que todos temos um lugar. Em suma: estamos abertos e disponíveis para a comunhão e caminho sinodal, acreditando que esta será uma “oportunidade para nos tornarmos mais e melhor Igreja”.

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