Reflexão da paróquia da Boa Vista para a conversão pastoral da Diocese

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No contexto do caminho sinodal que estamos a fazer e segundo o seu sentir, o que é que Deus hoje nos está a pedir tanto a nível pessoal como comunitário (paróquias e suas comunidades) no que à missão de evangelizar, celebrar a fé e exercer a caridade diz respeito?

Vivemos num mundo que se transformou rapidamente; vivemos numa realidade muito deferente, e não precisamos de recuar muitos anos. Verifica-se que não há disponibilidade interior, que as pessoas não defendem as suas convicções para não entrarem em conflito nem serem julgadas por aquilo em que acreditam.

Na nossa vida pessoal devemos analisar e perceber se temos motivação e compromisso para evangelizar e celebrar a fé. Muitas pessoas não querem compromisso. Podemos questionar-nos até que ponto há disponibilidade e vontade para despertar um compromisso?

Deus pede que haja maior unidade e colaboração entre os leigos.

Relativamente à missão de evangelizar, há o dever de ser exemplo, de dar testemunho e de se envolver na comunidade. Atualmente, viver e praticar a fé é um desafio. Mesmo no trabalho em grupo na comunidade, é um desafio, pois podem criar-se barreiras. Destacamos que atualmente termos quatro jovens catequistas.

A presença da Igreja é importante, mas quanto à celebração da fé, verifica-se que grande parte da nossa comunidade participa nas celebrações apenas em dias festivos. Podemos questionar-nos o que fazem as pessoas na missa: vêm para celebrar a fé? Atualmente participamos por vontade própria, não há uma imposição; e as pessoas que participam, quando são motivadas, envolvem-se.

Sendo as unidades pastorais uma oportunidade para nos tornarmos mais e melhor Igreja, qual deverá ser o nosso primeiro passo para podermos concretizá-las?

Devemos participar, adquirir conhecimentos e formar, estar disponíveis para nos envolvermos e para avançar.

A unidade pastoral deve ter uma equipa consistente, que se envolva e que seja uma ajuda efetiva ao pároco.

Pelo que conhece das pessoas, dos grupos e das comunidades da sua Paróquia, considera que há abertura para acolher esta proposta de conversão pastoral? Pressente alguma dificuldade mais séria em todo este processo?

Há sempre o medo da mudança. De um modo geral, as pessoas aceitam que alguns serviços sejam realizados apenas pelo pároco. As pessoas não estão sensibilizadas, nem revelam abertura para, por exemplo, no caso de um funeral ou de outra celebração, ser realizado por alguém que não um sacerdote.

Vão certamente existir opiniões negativas. Teremos que nos capacitar para enfrentar e fazer perceber à comunidade que este é o caminho e que é fundamental reorganizarmo-nos.

Quando algo não corre tão bem ou não é do nosso agrado, no caso do pároco entendemos que está de passagem, já no caso dos leigos, existem algumas limitações, que estão presentes na paróquia.  Dar um papel de maior responsabilidade aos leigos, não será do agrado de todos.

Sabemos que é difícil aceitar as mudanças. Esta dificuldade não está só presente em quem está mais “afastado” da Igreja, mas também naqueles que habitualmente frequentam a Igreja.

Segundo a sua experiência, na área geográfica da Diocese onde vive, tendo como critérios a afinidade geográfica e social, cultural e religiosa, e os dinamismos locais que possam ser oportunidades pastorais, com que paróquias se poderia criar uma unidade pastoral?

Apresentamos três propostas:

  • Boa Vista, Santa Eufémia, Caranguejeira, Pousos
  • Boa Vista, Santa Eufémia, Pousos, Cruz da Areia, Leiria, Marrazes
  • Boa Vista, Santa Eufémia, Pousos, Cruz da Areia, Leiria, Marrazes, Milagres, Regueira de Pontes

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