Reflexão da paróquia de Santa Eufémia para a conversão pastoral da Diocese

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1. No contexto do caminho sinodal que estamos a fazer e segundo o seu sentir, o que é que Deus hoje nos está a pedir tanto a nível pessoal como comunitário (paróquias e suas comunidades) no que à missão de evangelizar, celebrar a fé e exercer a caridade diz respeito?

A Igreja pede-nos mudança, criatividade, inovação, renovação. 

Precisamos de mudar o nosso modo de estar em Igreja. Para que a Igreja mude, é necessário que nós mudemos primeiro e estejamos atentos à voz do Espírito para percebermos o que Deus espera de cada um de nós. Como batizados, somos todos chamados à corresponsabilidade nesta missão de evangelizar. É uma oportunidade e um desafio neste novo modo de ver a Igreja.

2. Sendo as unidades pastorais uma oportunidade para nos tornarmos mais e melhor Igreja, qual deverá ser o nosso primeiro passo para podermos concretizá-las?

Abertura à novidade. Divulgação, convocação de assembleia geral com toda a comunidade. Disponibilidade para a formação. Atração de novas pessoas para as lideranças, mantendo algumas das anteriores para a passagem do testemunho. Formação de líderes que sejam capazes de capacitar, delegar e acompanhar. Também nos parece importante que todas as pessoas se sintam representadas, no que diz respeito à faixa etária e aos carismas de cada comunidade. A remuneração de alguns líderes com funções mais efetivas, deve ser um fator a ter em conta.

3. Pelo que conhece das pessoas, dos grupos e das comunidades da sua Paróquia, considera que há abertura para acolher esta proposta de conversão pastoral? Pressente alguma dificuldade mais séria em todo este processo?

Há abertura, mas são necessários mais leigos que aceitem comprometer-se de uma forma mais empenhada e não tenham medo do serviço e de abraçar os desafios, pondo toda a confiança no Senhor, pois Deus que nos escolhe, não nos deixa sós.

A Palavra de Deus diz-nos isso mesmo em diversas ocasiões.

Somos filhos de Deus que não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.

Será um desafio para todos nós, paroquianos das várias comunidades, que embora próximas geograficamente, têm realidades religiosas, sociais e culturais bem diferentes. Também acreditamos que o desafio não será menor, no meio do clero, devido à falta de colegialidade que por vezes encontramos. O senhor Bispo não terá a tarefa facilitada no que diz respeito à constituição das Unidades Pastorais, mas cá estamos nós, dispostos à mudança a começar em cada um de nós, com a certeza de que só o Amor transforma e ajuda a transformar. Queremos ser agentes de mudança! Queremos construir a unidade entre todos, para cumprir o Testamento de Jesus: “Pai que todos sejam Um”.

4. Segundo a sua experiência, na área geográfica da Diocese onde vive, tendo como critérios a afinidade geográfica e social, cultural e religiosa, e os dinamismos locais que possam ser oportunidades pastorais, com que paróquias se poderia criar uma unidade pastoral?

Propomos uma unidade pastoral com quatro paróquias e outra com cinco.
— Santa Eufémia, Boavista, Caranguejeira e Pousos.
— Santa Eufémia, Boavista, Caranguejeira, Pousos e Arrabal.

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