Perfil de João Jordão

João Jordão tem 29 anos e é natural da Batalha. Começou a participar na ação pastoral quando, aos 11 anos, entrou na sacristia, no final de uma Missa, e perguntou o que podia fazer para ajudar.

Foi acólito, catequista, animador do grupo de jovens paroquial. Formado em finanças, trabalha atualmente na parte administrativa financeira de uma grande empresa de construção. O empenho, a disponibilidade e a determinação fizeram irradiar a sua presença para o âmbito diocesano, na dinamização do pré-seminário e no serviço voluntário na Cáritas diocesana e na coordenação dos Convívios Fraternos.

Na “missão evangelizadora da Igreja”, exerce a sua ação com o único objetivo de poder ser espelho de Deus.

João Jordão consegue definir o momento que marcou o início da sua entrega às atividades pastorais, quando, por iniciativa própria, entrou na sacristia, depois da Missa dominical e perguntou o que podia fazer para ajudar nas celebrações. “Naquela altura, ia à Missa com os meus pais e sentia vontade de colaborar em alguma coisa.” A prontidão demonstrada, invulgar para uma criança de 11 anos, levou-o a entrar no grupo de acólitos, onde recebeu formação sobre a Eucaristia, que lhe aumentou o interesse pela função. Das tarefas que considerou mais árduas no início do serviço do acolitado, fala do peso do Missal, do manejo do turíbulo e de todos os pormenores de uma “função que tem tanto de exigente quanto de compensadora”.

O discernimento vocacional

Foi num dos encontros de formação que aceitou o convite que lhe fizeram para entrar no pré-seminário, tinha 13 anos. “O discernimento vocacional foi o principal motivo que me fez ir para o pré-seminário, num período em que ponderei o sacerdócio.” Da passagem pelo pré-seminário evoca uma “experiência enriquecedora”, adquirida através de encontros e formações que eram realizados mensalmente.
O Crisma viria a confirmar uma fé feita empenho determinado. Assim que recebeu aquele Sacramento, começou a dar catequese, ao mesmo tempo que integrava o grupo de jovens paroquial. Nos primeiros anos acompanhou a catequese das crianças e depois foi catequista do 10.º ano. “Gostei mais de trabalhar com os adolescentes por ter sido mais desafiante. Nestas idades, já conseguimos ter um diálogo mais direto com eles”, justifica.
O 12.º ano veio com a urgência de fazer escolhas. Do discernimento vocacional veio a consciência de que o sacerdócio não seria o seu caminho.
A opção pelo curso de finanças levou-o até Lisboa. O gosto por matemática e gestão e o desejo de “mudar de ares” foram razões suficientes para assumir esta escolha. “Achei que a experiência seria mais enriquecedora se fosse estudar para fora.” Na capital, enquanto cumpriu o percurso académico, morou no Colégio Universitário Pio XII, dos claretianos. “Era um colégio orientado por padres que propiciava uma vivência cristã onde nos eram propostas atividades de enriquecimento curricular, desde conferências, encontros com personalidades e retiros anuais.” 

Da paróquia para a Diocese

Aos fins de semana, o filho único regressava a casa para matar saudade da família e à paróquia, onde mantinha a sua participação enquanto acólito, catequista e membro do grupo de jovens paroquial, que naquela altura, apesar da distância, já ajudava a coordenar.
Sabendo da sua experiência transversal na pastoral juvenil paroquial, pedimos-lhe uma comparação, no tempo, do trabalho realizado neste âmbito. “Acho que os jovens estão muito semelhantes ao que eram há uns anos atrás. Acho que não lhes são dadas as oportunidades devidas porque falta quem esteja disposto a fazer caminho com eles. Faltam adultos dispostos a caminhar com os jovens.”
João vai contando a sua estória com a tranquilidade que o caracteriza. As palavras saem de uma forma espontânea, mas ponderada, que desmascaram, na segurança que transmite, a timidez que assegura ser uma das suas características.
Está nos Acólitos São Nuno de Santa Maria, da paróquia da Batalha, desde a sua fundação. Agora, mais na retaguarda, a ajudar na coordenação e a acompanhar os novos elementos. Deixou de dar catequese no ano passado. “Já estava envolvido em várias dinâmicas e senti que era altura de dar lugar a outros.”
Atualmente, João ajuda na coordenação dos Convívios Fraternos (CF). “Marcou-me mais o CF que ajudei a coordenar este ano que aquele que fiz, em 2009. O facto de ter ajudado alguém a descobrir Cristo foi muito enriquecedor para mim.”
Desde o início deste ano pastoral que integra a equipa que dinamiza o pré-seminário e é, de há dez anos a esta parte, monitor voluntário na colónia de férias da Cáritas Diocesana, no Pedrogão. “Os sorrisos das crianças e os jovens são a minha principal motivação. Depois, embora estejamos lá para dar, acabamos por ficar mais enriquecidos ao nível pessoal.” Naquela instituição diocesana, dinamiza também a Cáritas Jovem, desenvolvendo vários projetos lançados recentemente.
No âmbito da pastoral juvenil diocesana, colabora ainda no projeto dos Encontros Ruah, onde ajuda a dinamizar encontros para adolescentes.

Encontrar Deus no trabalho

João trabalha na parte administrativa financeira de uma grande empresa de construção desde que terminou o curso. No desempenho das suas funções, a matriz cristã que faz parte de si está sempre presente. “Consigo encontrar Deus quando cumpro aquilo a que me comprometo, através da justiça nas relações, de um simples pagamento feito a horas e quando perspetivo as famílias por detrás de cada funcionário com quem trabalho.”
Muito do tempo de férias é ocupado com as dinâmicas às quais se dedica. O ano passado esteve duas semanas nas Jornadas Mundiais da Juventude, no Rio de Janeiro, Brasil, e quando regressou foi ainda servir enquanto monitor para o turno dos adolescentes da colónia da Cáritas Diocesana. “Eu devo desperdiçar o meu tempo de férias naquilo que mais gosto”, diz, quando lhe perguntamos a razão de abdicar do seu tempo de descanso em prol da comunidade. Nas viagens que fez durante o período de folga, já foi até à comunidade ecuménica de Taizé, em França e a Assis, cidade natal de São Francisco, em Itália.

Uma porta aberta

A firmeza com que, aos 11 anos, entrou na sacristia e se disponibilizou para o serviço de acolitado, continua a estar presente na determinação que empresta à sua ação pastoral, que irradiou da paróquia para o âmbito diocesano. O empenho, a disponibilidade e a determinação caracterizam a forma como realiza as atividades em que se envolve. Ao falar do que o motiva para esta participação, recorda um diálogo que teve num CF, numa apresentação que fez sobre a “missão evangelizadora da Igreja”. “Eu não faço as coisas para mim, faço-as para que os outros possam ver Deus na minha ação.”
A porta que abriu quando entrou no trabalho pastoral continua aberta para aqueles que, motivados pelo seu trabalho inspirado na fé, se possam sentir interpelados a lhe tomar o exemplo.

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