Peregrinação vicarial dos Milagres à Sé foi manifestação de amor à Igreja diocesana

No passado dia 18 de fevereiro, foi a vez da vigararia dos Milagres fazer a sua peregrinação à Sé de Leiria, como estão a fazer todas neste ano de comemoração do Centenário da Restauração da Diocese.

Logo pela manhã, cerca de 400 jovens, vindos das oito paróquias (Amor, Arrabal, Bidoeira, Boa Vista, Caranguejeira, Milagres, Regueira de Pontes e Santa Eufémia), colocaram as sapatilhas e rumaram a pé até ao Seminário. Em forma de peregrinação, puderam ao longo do caminho, rezar, confraternizar com os colegas e refletir sobre os dons que Deus dá a cada um e sobre o amor que podem partilhar uns com os outros, como fruto dos dons recebidos.

Ao chegarem ao ginásio do Seminário, foram recebidos pelo vigário dos Milagres, padre Filipe Lopes, e participaram em alguns momentos de animação e de oração. Depois, veio o almoço, num parque exterior, após o qual continuaram os trabalhos, sempre com muita animação musical. O padre Filipe Lopes chamou o representante de cada uma das paróquias para a partilha da reflexão feita ao longo do percurso. Foi lida a passagem da Carta de São Paulo aos Coríntios sobre os dons do Espírito, donde se concluiu que Deus dá a cada um dons diferentes para o proveito comum e todos são chamados a construir a comunidade, cada um num serviço especial. A vocação foi definida como um chamamento de Deus, que é pessoal, que realiza cada pessoa e que edifica o bem maior da comunidade. Pelas 14h30, saíram em grupos até ao Largo Paulo VI, onde várias centenas de outros fiéis – crianças, jovens e adultos – esperavam para, juntos, fazerem a caminhada até à Sé.

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No largo da Sé, à espera dos peregrinos, estava o Bispo diocesano, D. António Marto, a acolher e a dar as boas-vindas a todos. Para saudar o Bispo, levantaram-se aos céus as bandeiras das paróquias, bem como as fitas e as estrelas que os jovens e crianças levavam, com o dístico “Amo a Igreja”. Uma mensagem simples, mas que resume o porquê de se viver este dia.

Um manto de alegria e fé espalhou-se pelos corredores da Sé, onde os cerca de 1300 peregrinos escutaram atentamente a história da Sé, contada pelo pároco de Leiria, padre Gonçalo Diniz. O dia não podia terminar sem a Eucaristia, presidida por D. António Marto, que na homilia apelou para “o fim da desertificação da fé que se vive em muitos corações, uma desertificação que pode ser acabada por todos aqueles que amam verdadeiramente a Deus e que confiando n’Ele colocam os seu talentos ao seu serviço”.

No fim da jornada, era comum o sentimento de que dias como este servem para demonstrar a nossa alegria de ser cristão, principalmente porque nos damos conta de que fazemos parte de uma grande família que é a Igreja.

Jéssica Carpinteiro (C.)

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