Os jovens também estiveram na Peregrinação Diocesana. E testemunharam a experiência

Foi uma experiência vivida intensamente e que marcou todos aqueles que receberam os jovens, porém, deixou também importantes lições e recordações no coração de todos os jovens.
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No fim de semana de 25 e 26 de março, realizou-se, em Fátima, a 90.ª Peregrinação Diocesana da Diocese de Leiria-Fátima, que levou até Fátima cerca de 90 jovens que decidiram “levantar-se e partir apressadamente”, guiados pelo lema “Eucaristia, comunhão e missão”. 

Durante a tarde de sábado, fomos chamados a viver uma tarde de Missão, através de uma experiência de voluntariado em centros de acolhimento de pessoas com deficiência, casas de acolhimento de crianças e jovens e, também, em lares de idosos. Que melhor forma de colocar os dons a render que poder partilhá-los?

Foi uma experiência vivida intensamente e que marcou todos aqueles que receberam os jovens, porém, deixou também importantes lições e recordações no coração de todos os jovens que aceitaram partir apressadamente ao encontro dos utentes das instituições.  

 “Tão pouco que dei e tanto que recebi… é o que sinto depois da experiência de voluntariado vivida no Lar Santa Beatriz da Silva, em Fátima! A missão que nos foi confiada era simples: partilhar a nossa tarde com os idosos. À nossa chegada, logo sentimos que a nossa visita era muito bem-vinda! O entusiasmo e a alegria reinaram durante um momento musical com cantigas tradicionais, animado pelos jovens e pela espontaneidade e, por vezes, improviso dos idosos! Pelo meio, surgiu um “festival” de adivinhas, onde os idosos foram colocando à prova os nossos conhecimentos e muito pudemos aprender sobre os costumes de antigamente. Mas o que mais tocou o meu coração foram os momentos em que simplesmente estive junto a alguns dos idosos, a admirar a sua sabedoria e a escutar as suas histórias, vivências e fragilidades, numa troca de atenção e de carinho! Foi uma experiência muito rica e gratificante, cheia de emoção, que me deixou de coração cheio!”
Joana Fiteiro, voluntária no Lar Stª Beatriz da Silva

“A tarde estava convidativa, as equipas formaram-se meio que a medo, a medo do desconhecido e dos desconhecidos. Partimos rumo às instituições, com um novo nervoso miudinho: “o que se irá passar? Como irá ser?
À chegada ao Solar das Bem Aventuranças já tínhamos à nossa espera, logo á entrada, cerca de uma dúzia de idosos e também um grupinho de jovens rapazes do Lar de Infância e Juventude que nos pareceram simpáticos e afáveis.
Ajudamos a levar os idosos para a sala onde iria ser servido o lanche, quase todos em cadeiras de rodas. Enquanto se esperava pelo elevador, deu tempo para algumas trocas de palavras, sorrisos e olhares. Ver a interação entre os idosos e os jovens é uma coisa indescritível!
Os rapazes tinham preparado uma surpresa para nós, numa mesa à parte havia um lanchinho para partilharmos. Uma mesa bem recheada, com uma apresentação bem cuidada e um bonito bolo, feito por eles para celebrar a nossa visita.
Após o lanche, todas as faixas etárias participaram na realização de uma Via Sacra.
O saldo foi muito positivo! Os nossos corações vieram cheios, cheios de coisas boas, e não foi só de bolo…
Todos saímos com uma vontade imensa de volta e de trazer connosco mais amigos. Faltou tempo para mais, mais convívio, mais conversa e mais mimos…
Transbordou a alegria e a sensação de missão cumprida, mas com vontade de mais”.
Elsa Costa, voluntária no Lar Solar das Bem Aventuranças

“Uma das instituições que visitámos foi a Unidade de Cuidados Continuados Bento XVI, vocacionada para a vertente das demências. Destina-se a receber pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência e necessitem de cuidados de saúde especializados.
O início da visita passou por um enquadramento da ação desta unidade, e dos seus utentes, onde aprendemos muito sobre as demências e sobre a pessoa com demência. Estivemos uns momentos à conversa com alguns utentes e, como o sol irradiava lá fora, fomos acompanhar um pequeno grupo num passeio pelas imediações da instituição. 
Por vezes negligenciamos o valor de uma pequena conversa, da companhia, de darmos um pouco do nosso tempo aos outros… ficou-nos na memória uma simples expressão: “que bem que sabe esta brisa!”, frase que deixou escapar um dos utentes. Demos um pouco de nós, mas ainda assim viemos mais ricos”.
Ivo Viegas, voluntário no Lar Bento XVI

“Ao contactar o lar para averiguar as várias possibilidades de atividades para dinamizar com os utentes, responderam-me que não seria preciso muito. E de facto, não foi!
Para quem está fechado dentro de casa todos os dias, fica contente por ver caras novas, sorrisos, alguém que as escute, simplesmente alguém que lhes faça companhia. Os jovens que integram o grupo foram unânimes na partilha: estas pessoas que parece que a única coisa que precisam é de ajuda, ainda têm muito que nos ensinar. Ao visitar este tipo de instituições lembramo-nos a fragilidade da vida, da nossa vida”.
Susete Cordeiro, Voluntária no Lar Primus Vitae

ÁLBUM FOTOGRÁFICO
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Ao regressar e, em jeito de síntese da experiência vivida durante a tarde, os jovens dirigiram-se até à Consolata, local no qual os esperava um convidado especial. Paraplégico há 50 anos, vítima de um acidente de viação, o Manel partilhou o seu testemunho de vida e de entrega aos outros e mostrou como a sua incapacidade nunca o impossibilitou de cumprir a sua missão: inspirar outros jovens a ultrapassar os seus obstáculos, em especial, através do desporto. Relembrou-nos que com mais ou menos vulnerabilidades, todos temos dons para dar e algo para receber, que apesar de tudo, enquanto jovens não podemos impor limites a nós mesmos.

Seguiu-se a participação na oração do Rosário e na procissão de velas, culminando com a Vigília de Oração pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada em comunhão com os jovens de todas as dioceses do país. A Basílica de Nossa Senhora do Rosário ficou rapidamente repleta dos rostos da juventude, prontos para rezar pela Jornada, em particular a nossa, que acontece em Lisboa, em agosto, através da adoração do Santíssimo. Alegrámo-nos por estarmos diante da presença de Jesus, agradecemos-lhe por podermos receber a JMJ no nosso país, pedimos-lhe que nos ensine a ser como Maria sua mãe e rezámos para que cada jovem possa viver o encontro com Cristo Vivo.

A participação dos jovens terminou no dia seguinte com a presença nas habituais celebrações da Peregrinação Diocesana. Juntamo-nos à multidão que se encontrava junto da Basílica da Santíssima Trindade e, com o estandarte da JMJ a marcar a presença, seguimos em procissão até à Capelinha das Aparições, na qual se realizou a oração do Rosário. De seguida, iniciou-se a Eucaristia, na qual o Bispo D. José refere que perante as contrariedades não podemos desanimar e parar, Jesus estará sempre connosco e ressuscitou para nos recordar isso mesmo.

A peregrinação terminou com a despedida a Nossa Senhora, feita com a certeza que, enquanto jovens, a tomaremos sempre como mãe e exemplo de doação e entrega à vontade de Deus e à missão confiada a cada um de nós. 

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