Novo livro de Borges da Cunha

“Memórias do Oriente” é o título da mais recente obra do prof. Borges da Cunha, desde há muito um apaixonado pela cultura desta geografia tão íntima da história lusitana.
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“Memórias do Oriente” é o título da mais recente obra do prof. Borges da Cunha, desde há muito um apaixonado pela cultura desta geografia tão íntima da história lusitana.

Ao longo de mais de dois anos o autor cumpriu o serviço militar em Goa, «navegando as águas do Gama», durante a década de 50 do século XX. Aí aproveitou para evoluir na vida académica, relacionar-se com os colegas de estudos e inteirar-se das tradições, usos, costumes locais, festas e vivências religiosas. Sempre foi seduzido por estas paragens, que voltou a visitar quatro vezes mais tarde, de que se «destaca a arquitetura de monumentos, como fortalezas, igrejas, conventos, seminários, palácios e lugares como museus e outras pedras centenares», nas palavras do prefaciador Alberto Faria.

«O livro é, pois, uma simples, mas apreciável “memória” – recordação da presença portuguesa no Oriente, até hoje!»

Borges da Cunha considera este noivado de afetos com o Oriente como a sua maior aventura, deparando com muitas marcas do portuguesismo das suas gentes, fruto da alma que os lusos aí deixaram, muito mais decisiva do que também alguns erros cometidos.

Dá vontade de citar a exclamação duma jornalista: – Meu Deus, como foi possível tanta obra dum povo tão pequeno!

Para além de Goa, outras localidades são alvo da atenção como é o caso de Cochim, Damão, Diu, Baçaim, Malaca e a par da India, também a China, Japão ,Tailândia, Vietnam e Austrália são países merecedores de atenção literária, juntamente com pertinentes ilustrações.

Depois de um preâmbulo histórico, a publicação segue com o elenco de personagens ilustres como Afonso

Albuquerque, vários insignes goeses (entre os quais alguns disseminados por outros espaços) e o mártir S. Gonçalo Garcia, entre outros. De agradável leitura entremeada por um rico espólio fotográfico, espalham-se numerosos sítios de eloquente história que sobreviveram à erosão do tempo.

Apesar da bonita idade somada, o investigador barreirense e colaborador de imprensa dá um exemplo de vitalidade intelectual. Junta aos seus numerosos livros escolares, biografias, obras de história e poesia já lançados este dicionário e gramática vivos do rasto dos seus conterrâneos por tão longínquas paragens.

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