Nesta Quaresma, D. António Marto pede que “não nos cansemos”

O atual administrador apostólico da diocese de Leiria-Fátima, lembra cinco pontos que os cristãos devem ter presente durante a Quaresma, a fim de investir neles as suas forças e a sua atenção, a saber: fazer o bem, rezar, jejuar, partilhar e caminhar.

“É necessário despertar do cansaço espiritual, da apatia, do desalento e do desânimo, que pode levar ao fatalismo, ao sentido de impotência face à realidade dura, à indiferença e ao desinteresse em relação aos outros e aos desafios a enfrentar para um mundo melhor.” É desta forma que o cardeal D. António Marto introduz os cinco breve capítulos da sua mensagem para a Quaresma que começou esta semana.

Depois de uma síntese dos rituais e símbolos do tempo litúrgico que antecede a Páscoa, em que aborda a imposição das cinzas como “símbolo austero da fragilidade de todos os humanos, da nossa vida efémera” e o fogo, em referência à Vigília Pascal, D. António Marto remete para o momento histórico atual em que “após longo período de fragilidades, feridas, incertezas, luto e medos provocados pela pandemia, paira no mundo uma ameaça de guerra”. Assim se explica o título que dá à sua mensagem publicada no dia 24 de fevereiro: “este é o tempo para semear o bem e a paz

O atual administrador apostólico da diocese de Leiria-Fátima, lembra, então, cinco pontos que os cristãos devem ter presente durante a Quaresma, a fim de investir neles as suas forças e a sua atenção, a saber: fazer o bem, rezar, jejuar, partilhar e caminhar.

O primeiro ponto, será o principal e tem origem na mensagem do próprio Papa Francisco, que tem o título de uma passagem da carta aos Gálatas “Não nos cansemos de fazer o bem… Enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos” (6, 9-10). Já os três pontos que se seguem — oração, jejum e partilha — são “os meios clássicos e sempre atuais do caminho quaresmal para fazer o bem”.

A propósito da oração, diz que “precisamos de rezar, porque necessitamos de Deus” e, nesse sentido, “a oração é ir à fonte de todo o amor, onde recebemos a luz, a coragem e a força de amar, de vencer o cansaço e resistir ao desencanto neste tempo atribulado”. Neste ponto, D. António Marto faz algumas propostas concretas para os diocesanos viverem a Quaresma: o Retiro Popular segundo o método da leitura orante da Palavra de Deus, e  a iniciativa “24 horas para o Senhor”, a concretizar nos dias 25 e 26 de março. Lembra ainda para aproveitar esta oportunidade para organizar momentos de oração e adoração eucarística e para celebrar o sacramento da Reconciliação.

Palavras mais frequentes:
Deus (14); quaresma (11); vida (11); fogo (8); oração (8); tempo (8); cansemos (7); Jesus (7); caminho (6); cinzas (6)

Sobre o jejum, afirma que não está fora de moda e isso explica-se por ser praticado por motivos de saúde ou de estética. Acrescenta também que “numa sociedade de consumismo devorador não é mera questão de se privar de carne ou de comida, mas estilo de vida sóbrio” que encerra em si “uma riqueza de significado espiritual”. O próprio Papa fala do jejum aplicado à “dependência dos meios de comunicação digitais, que empobrece as relações humanas”.

Acerca da partilha, o prelado pede para ser reservado um tempo “para amar os mais pequenos e indefesos, os abandonados e desprezados, os discriminados e marginalizados”. A tradicional coleta da renúncia quaresmal vai ser canalizada para a Diocese de Tete, em Moçambique, onde está o bispo D. Diamantino Antunes, missionário da Consolata e natural de Albergaria dos Doze. O valor angariado será aplicado na reabilitação de uma escola secundária em Boroma e vai beneficiar 700 alunos.

No último ponto da mensagem, D. António Marto pede para que “não nos cansemos de caminhar”, numa referência explícita à paregrinação diocesana a Fátima, a ocorrer no dia 3 de abril, 5º domingo da Quaresma. “A Virgem Maria, nossa mãe, espera-nos no seu santuário, para nos acolher com a sua ternura, nos animar e conduzir a seu Filho, que nos reúne à volta do altar e nos alimenta com a Palavra de Deus e a comunhão do seu Corpo e do seu Sangue”, explica. Para além desta iniciativa, o cardeal diz que “Estaremos também em sintonia com os jovens e a sua e nossa preparação para a grande Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, em 2023”.

Mensagem para a Quaresma (texto integral)
http://l-f.pt/UeAE
Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma
http://l-f.pt/eeKI

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