Miguel Francisco é instituído leitor: um compromisso com a Palavra

O Miguel foi instituído leitor, na igreja do Souto da Carpalhosa, onde, neste dia, há 22 anos, os seus pais o apresentaram para o Batismo. 
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No dia 14 de abril, domingo, acompanhamos o seminarista Miguel Francisco em mais um passo no caminho da sua vocação. O Miguel foi instituído leitor, na igreja do Souto da Carpalhosa, onde, neste dia, há 22 anos, os seus pais o apresentaram para o Batismo. 

Neste momento em que a nossa diocese está a viver um triénio dedicado ao aprofundamento e vivência do sacramento do Batismo, com o lema “Pelo Batismo somos Igreja viva”, esta feliz coincidência marcou a celebração em que a Igreja reconhece no Miguel Francisco a vocação a ser voz da Palavra de Deus, confiando-lhe a missão de servir a fé dos irmãos, em particular na liturgia. Ser instituído no Ministério de Leitor é continuação desse caminho iniciado no sacramento do Batismo como filho de Deus. 

A Eucaristia, presidida por D. José Ornelas e pautada pelas felizes coincidências, foi também aquela que deu início à semana de oração pelas vocações. O bispo de Leiria-Fátima fez questão de refletir sobre o Evangelho dos discípulos de Emaús, com o olhar no que vivíamos naquela celebração. Foi para a analogia com Cristo “que nos falava e explicava as escrituras”, que D. José Ornelas dirigiu a sua reflexão, explicando à assembleia cheia de familiares, colegas, amigos e vizinhos do Miguel Francisco, o significado deste ministério, bem como de outros ministérios instituídos, os de acólito e de catequista, que, como qualquer ministério, nos conduzem a uma atitude de Igreja em saída, à semelhança dos discípulos que, reconhecendo Jesus, se levantaram e colocaram novamente a caminho.

Após a homilia, seguiu-se o momento de conferir o ministério instituído, em que o Miguel, perante o bispo diocesano, o cardeal D. António Marto, os demais padres presentes e todos os seus amigos, foi convidado a ajoelhar-se e, recebendo a bênção e, depois, a Sagrada Escritura, recebeu também esta nova missão de anunciar a Palavra de Deus pelo ministério. 

Terminada a celebração da Eucaristia, os presentes reuniram-se para lanchar no salão paroquial, juntando à volta da mesa os amigos e colegas do Miguel com toda a comunidade do Souto da Carpalhosa. Houve ainda oportunidade para deixar ao Miguel Francisco algumas perguntas sobre o significado deste ministério em que foi instituído e sobre ter sido instituído na sua paróquia de origem:

O que é para ti o ministério de leitor em que foste instituído?

É, para mim, que o recebi, um compromisso e uma missão de dar um maior lugar à Palavra de Deus na minha vida, na qual a Palavra possa encontrar espaço para moldar e dar sentido às minhas decisões e à forma como vivo o meu dia a dia. Isso permitirá dar um testemunho mais autêntico de uma vida que vive da Palavra de Deus. É também para mim um estímulo para estudar, ler e aprofundar mais a Palavra de Deus, como algo importante para mim, mas também para poder partilhar com os outros, podendo ajudar a compreender cada vez melhor a Sagrada Escritura. 

Miguel Francisco é instituído leitor

Como pretendes colocá-lo ao serviço do povo de Deus? 

Assumindo-o como missão muito específica de escutar, viver, testemunhar e anunciar, para que aqueles que cruzam a minha vida possam ter contacto com a Palavra e sintam o desejo de encontrar o lugar no seu coração para a viver no seu dia a dia. Isto através, da meditação diária das leituras, da leitura da Sagrada Escritura na liturgia, mas também nos encontros com os jovens, nos encontros vocacionais e nos momentos de formação sobre a Sagrada Escritura. 

Como vês teres sido instituído na tua paróquia? 

Ter sido instituído na minha paróquia foi sentir a presença da comunidade, que me viu crescer na fé, neste passo importante do caminho que Deus está a fazer comigo. Uma feliz coincidência foi receber este ministério no dia em que celebrei 22 anos de batismo, o que me leva a recordar que tudo o que recebo parte e nasce do meu batismo. Foi também sentir que foi uma festa da comunidade e não apenas uma coisa minha, perceber que não caminho sozinho, mas que tenho amigos e pessoas que fazem parte deste caminho e me acompanham, não só com a oração, mas que também se fazem presentes em momentos como este. Além disso, foi um momento de reunião da paróquia para celebrar e depois conviver, permitindo reforçar laços e sentir o espírito de uma verdadeira comunidade.

Nesta semana das vocações, o que gostarias de dizer aos jovens?

Jesus chama-nos a todos para uma missão na Igreja e no mundo, chama-nos como somos, para colocarmos os dons que temos ao serviço dos outros. Arriscar a sonhar aquilo que Deus quer para nós, não é fácil, mas será o caminho que nos permitirá viver uma vida de felicidade. Acima de tudo, que o medo não nos imobilize na procura da vocação/missão para a qual estamos a ser chamados, seja ela qual for, para ser padre, religiosa/o, missionário, leigo, casada/o. Todos somos importantes para manter uma Igreja viva e jovem. Arrisca sonhar o que Deus quer para ti!

Cristiana Lopes / Pe. Rui Ruivo

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