Marinha Grande: “Serão Paroquial” sobre o tema da família

Na noite de quarta feira, dia 22, teve lugar o último “serão paroquial” da paróquia da Marinha Grande, na igreja de Picassinos.

Os “serões paroquiais” foram assim chamados para ilustrar sete reuniões que, ao longo do ano pastoral, foram reunindo, à noite, nos centros de culto da paróquia, aqueles que se dispuseram a viver em comunidade, em família paroquial, a celebração da Santa Missa, seguida de uma palestra sobre diversos temas de importância para a formação de uma melhor consciência cristã, terminando com um convívio à volta de chá e bolos.

E sem desprimor para todos os outros “serões paroquiais”, podemos dizer que o último fechou com chave de ouro esta óptima iniciativa da paróquia da Marinha Grande.

Esteve connosco o doutor Juan Ambrosio, que nos veio falar da Exortação Apostólica Amoris laetitia, que o Papa Francisco deu à Igreja depois do Sínodo sobre a Família.

Com o brilhantismo que já lhe conhecemos, Juan Ambrosio não se limitou a falar-nos da Exortação Apostólica, mas levou-nos numa caminhada sobre o pontificado do Papa Francisco, servindo-se para tal de quatro importantes documentos: Evangelii gaudium, Laudato si, Misericordiae vultos e Amoris laetitia.

Mostrou-nos, assim, como o Papa Francisco chama a Igreja a abrir-se ao mundo, sobretudo às periferias, aos que andam fora, exortando-nos nessa caminhada a sermos realmente uma Igreja em que todos, hierarquia e leigos, sejamos verdadeiramente corresponsáveis na construção da Igreja de Cristo.

Levou-nos, por isso mesmo, depois, a perceber melhor as intenções do Santo Padre, no texto da Exortação Amoris laetitia. Assim, não seria intenção do Santo Padre escrever um documento que fosse lido/visto como um conjunto de “regras”, mas sim um texto que levasse todos à reflexão e desta à procura das respostas que a família hoje em dia tanto precisa, seja qual for a situação de cada uma.

Mas porque o texto não é um conjunto de “regras”, deve “obrigar” hierarquia e leigos a, numa corresponsabilidade verdadeira e real, encontrarem na comunhão de e com o Espírito Santo, os caminhos de Deus para a família, não só as famílias “canonicamente constituídas”, mas também aquelas chamadas de “situações irregulares”. Obviamente, esta corresponsabilidade tem de levar ao discernimento, ao acolhimento e à integração.

Depois, disse-nos que, sendo a “matéria” do sacramento do Matrimónio o amor, o Papa não poderia deixar de escrever sobre o mesmo e sobre todas as dimensões do amor humano, com a inclusão óbvia do prazer físico, parte sempre presente numa relação de amor entre homem e mulher que constituem uma família.

É impossível transmitir num curto texto toda a riqueza do ensinamento que nos deixou o orador, mas gostaria de destacar esta ideia que nos fica do pontificado, ainda curto, do Papa Francisco. Uma Igreja em que todos são corresponsáveis, uma Igreja de portas abertas, não só para que todos entrem, mas também para que os fiéis saiam, dando testemunho do anúncio mais importante: Deus ama-nos sempre, independentemente do que somos e do que fazemos.

E se este anúncio for feito e testemunhado, então a Igreja, que todos somos, terá “a simpatia de todo o povo” e “o Senhor aumentará, todos os dias, o número dos que entrarão no caminho da salvação” (Act 2, 47).

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