Leiria-Fátima despede-se dos Símbolos das JMJ

A última semana foi marcada pela peregrinação dos Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude nas vigararias de Monte Real, Batalha e Porto de Mós, onde nos despedimos da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani.
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Para a JMJ 2023!

A última semana foi marcada pela peregrinação dos Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude nas vigararias de Monte Real, Batalha e Porto de Mós, onde nos despedimos da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani.

Vigararia de Monte Real 

Desde o dia 21 até ao dia 31 de maio, os Símbolos percorreram as várias paróquias de cada vigararia, iniciando o seu percurso na Praia da Vieira, onde solenemente os jovens da paróquia da Vieira de Leiria os receberam no areal da praia, no dia 20. O dia 21, domingo, foi reservado à celebração da eucaristia com os Símbolos em várias paróquias e terminou no Mosteiro de Santa Clara, numa vigília que juntou a comunidade da vigararia com a comunidade de Irmãs Clarissas que ali vivem.

A peregrinação dos Símbolos pelas paróquias de Monte Real continuou nos dias seguintes com a presença dos Símbolos e dos jovens junto das igrejas, instituições e escolas das diferentes localidades e terminou com a eucaristia presidida por D. José Ornelas na igreja paroquial de Carnide, onde os jovens da vigararia da Batalha se uniram aos jovens de Monte Real para receberem a Cruz e o Ícone.

Vigararia da Batalha 

Foi ainda na noite do dia 24, dia em que recebeu os Símbolos, que a comunidade vicarial da Batalha se juntou no Largo de São Vicente, Aljubarrota, para rezar o terço, numa procissão de velas até à igreja paroquial.

Os dias seguintes foram marcados, nesta vigararia, pela visita dos Símbolos das JMJ a várias empresas nas paróquias de Pedreiras, Juncal e Batalha, várias instituições sociais das diferentes paróquias e a presença nos Centros de Saúde, Juntas de Freguesia e na Feira do Livro.

Marcaram ainda estes dias, a vigília de oração dinamizada pela comunidade Canção Nova, na igreja paroquial das Pedreiras e, como não poderia deixar de ser, na última sexta-feira do mês, a Oração Shemá diocesana, que aconteceu, excecionalmente, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha.

No sábado, dia 27 de maio, os Símbolos foram entregues aos escuteiros da região de Leiria-Fátima para a celebração do Centenário do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Após a celebração da eucaristia, presidida por D. José Ornelas, levaram a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora numa caminhada até à Quinta do Escuteiro e, depois, até à capela de São Jorge, onde os entregaram à paróquia da Calvaria, que foi quem os entregou à vigararia de Porto de Mós, ao fim da tarde desse dia.

Vigararia de Porto de Mós 

Iniciou-se a Peregrinação dos Símbolos nesta vigararia, em véspera de Pentecostes, com a Eucaristia, a oração do terço e uma caminhada de Vigília até ao Castelo de Porto de Mós, que se vestiu de verde, amarelo e vermelho para receber os Símbolos das JMJ. No dia seguinte, a Cruz e o Ícone passaram pelas paróquias de Alcaria, Alqueidão da Serra, Arrimal, Mendiga, Serro Ventoso e São Bento, terminando aí com a Celebração da Luz.

A visita às instituições sociais locais e escolas marcaram os dias seguintes, que foram também reservados para várias celebrações do encerramento do mês de Maria em diferentes paróquias.

Chegado o dia 31 de maio, dia da Festa da Visitação da Virgem Santa Maria, chegou também o momento da despedida dos Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude. Depois da celebração da Eucaristia, na igreja paroquial de Minde, e de uma caminhada simbólica até à fronteira com a diocese de Santarém, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani foram entregues à diocese vizinha, pelos jovens do Comité Organizador Diocesano (COD) de Leiria-Fátima aos jovens do COD Santarém, nas pessoas dos dois bispos destas dioceses, D. José Ornelas e D. José Traquina.

“Esta cruz vai a cheirar também um bocadinho à gente”

O fim de tarde do dia 31 de maio foi vivido com um misto de alegria e já alguma saudade dos dias intensos que se viveram ao longo de todo o mês. A partir das 17h30, o Comité Organizador Diocesano de Leiria-Fátima, a comunidade da vigararia de Porto de Mós e representantes de outras vigararias e paróquias da diocese, acompanhados por D. José Ornelas, foram-se reunindo no adro da igreja paroquial de Minde para a despedida dos Símbolos das Jornada Mundiais da Juventude. Juntaram-se também a estes o Comité Organizador Diocesano de Santarém, o seu bispo, D. José Traquina, e a comunidade vicarial de Alcanena, prontos para receberem de Leiria-Fátima a missão de levar a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora em peregrinação por toda a diocese vizinha.

Foi ainda durante a eucaristia, na celebração da festa da Visitação da Virgem Santa Maria, que os dois pastores das dioceses de Leiria-Fátima e Santarém tiveram oportunidade de, respetivamente, dar graças pela peregrinação dos Símbolos e acolher com alegria o mês de peregrinação que começa.

D. José Ornelas destacou cada um e cada uma dos que estiveram com a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani nas várias paróquias da diocese: “Esta cruz vai a cheirar também um bocadinho à gente, ao suor, à inteligência daquilo que vocês foram fazendo por aí, aos jovens, àqueles que a carregaram. É claro que ninguém vai fazer análises ao ADN dos suores que estão por ali, mas o Pai do Céu não se esquece de nenhum deles”. Terminou deixando o desafio a todos, e em particular aos jovens: “Que nos fique gravada na alma esta passagem dos Símbolos e que Maria, nossa Mãe, continue a guiar-nos, aqui tão perto de nós, que sempre nos inspira a sermos uma verdadeira Igreja Peregrina neste mundo. Vocês, os mais novos, é que têm de ser os apóstolos que levam este Jesus àqueles que vamos encontrando pelo caminho.”

“Estamos interessados em receber estes Símbolos” foi a confirmação de D. José Traquina de que a diocese de Santarém estava pronta para os levar. O bispo da diocese vizinha refletiu sobre o encontro entre as dioceses de Leiria-Fátima e Santarém no dia em que celebramos o encontro entre Maria e Isabel: “É bonito que neste dia haja este encontro entre duas dioceses que não são primas, mas são irmãs. Este encontro motivado pelos Símbolos levanta aqui já uma mensagem de aproximação de pessoas, a sensação de que os Símbolos percorreram o país para nos aproximar, para nos motivar.”

Após a celebração da eucaristia, foi tempo de caminhar até ao limite das duas dioceses para, simbolicamente, entregar a Cruz e o Ícone à diocese de Santarém. Acompanhados com as palavras dos Papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco, ao longo das várias Jornadas Mundiais da Juventude dos últimos anos, os jovens subiram a paróquia de Minde até ao nicho de Nossa Senhora de Fátima. Aí, fez as honras da casa o presidente da Câmara Municipal de Alcanena, que louvou e engrandeceu a Jornada Mundial da Juventude e a capacidade que tem em unir todas as pessoas. Também o padre André Batista, coordenador do COD Leiria-Fátima aproveitou este momento para dar graças pela peregrinação dos Símbolos e agradecer a todos os que estiveram envolvidos nas vigararias e paróquias, com um especial agradecimento e uma lembrança para o José Luís, da paróquia da Barreira, a quem o COD apelidou de “Guardião dos Símbolos”, por os acompanhar em todas as vigararias.

Terminamos este momento com as palavras dos três bispos presentes, D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. José Ornelas e D. José Traquina. D. Américo Aguiar, que esteve acompanhado pelo padre Filipe Diniz, responsável pela Peregrinação dos Símbolos a nível nacional, dirigiu as suas palavras para a diocese que acolheu a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora durante o mês de maio e para a diocese que os acolhe no mês de junho, referindo todas as outras 18 dioceses que já levaram os Símbolos a percorrer todo o país, mostrando a sua gratidão pelas equipas e relações criadas.

Ao som do hino da JMJ Lisboa 2023, “Há pressa no ar”, os jovens do COD Santarém seguraram os Símbolos pela primeira vez e partiram apressadamente nesta grande missão que lhes foi confiada. O COD Santarém afirma que mês de peregrinação “é o ponto alto da primeira preparação. Estamos a preparar-nos há quatro anos e esta é a primeira grande intervenção da Jornada de uma forma completamente eficaz, com a presença dos Símbolos. Podemos com isto colher mais voluntários e famílias de acolhimento, que a nossa diocese ainda precisa”. Estão a preparar-se para “estar em lares, escolas, nas aldeias, com as comunidades, e também vão participar em momentos de festas municipais, momentos de vigília e de oração.” O desejo do COD é que este “seja um mês muito frutífero com os Símbolos na nossa Diocese.”

As palavras de alguns jovens:

Este mês teve a duração de três meses e ao mesmo tempo de apenas 2 semanas!

Se por um lado foi tão cansativo que demorou a passar, por outro, foi tão intenso que passou rápido de mais.

Estes Símbolos colocam quem está perto deles numa bolha de emoções, emoções muito boas. Estes Símbolos são um olhar tão terno desta Mãe confiada a todos nós por Jesus, que está aqui à nossa frente de braços abertos, prontos a receber toda a gente, prontos a abraçar-nos, quando precisamos.

Quando começamos este percurso, as incertezas e medos eram imensos, a responsabilidade de termos estes Símbolos connosco deixava-nos preocupados, mas assim que lhes tocamos no dia 30 de abril, assim que caíram sobre os nossos ombros, para os levarmos para nossa casa, todas essas inseguranças desvaneceram e deram lugar à confiança. A confiança Naquele que carregamos aos ombros.

Inês Gaspar, COD Leiria-Fátima

Tive a oportunidade de estar na presença dos símbolos mais de uma vez, na paróquia da Batalha. É uma experiência inexplicável, é algo que só compreende quem esteve presente. É um privilégio poder estar na presença daqueles símbolos depois de se saber a história deles, de tocar neles sabendo que já passaram pelas mãos de milhares de pessoas, e que agora estão aqui, tão perto de nós. É um sentimento ao mesmo tempo de privilégio, de responsabilidade e de paixão. Ver tantos jovens e outras pessoas, menos jovens, tão interessadas em estar de volta destes símbolos, da felicidade que estes causam nas pessoas, e a união…, é de outro mundo.

Mariana Macedo, 20 anos, Batalha

Pensar que os Símbolos já passaram por cerca de 90 países e saber que milhões de pessoas tocaram neles é um sentimento inexplicável e poder tocar neles é um sentimento que não cabe no meu coração. Estar junto e tocar nos Símbolos entusiasmou-me ainda mais para a JMJ, se já estava a contar os dias para o mês de Agosto, para poder ir para a JMJ enquanto jovem e enquanto voluntária que irá junto com pessoas com deficiência, depois de poder estar de perto dos Símbolos, só espero que esses dias cheguem logo e assim encontrar-me com a mãe e com Deus e assim poder reforçar a minha fé e poder junto dos mesmos encontrar a minha paz.

Inês Nunes, 21 anos, Batalha

Depois de passarem pelo Casal do Relvas chegaram à Calvaria, junto à Casa do Povo, onde eu os esperava em conjunto com vários grupos do centro de catequese da Calvaria e tantos outros paroquianos. Aí iniciámos uma caminhada a pé até à igreja, fazendo uma paragem junto à Junta de Freguesia da Calvaria. Durante o percurso, com entoação de cânticos, muitos fomos nós os que tivemos a oportunidade de carregar nos braços o Ícone de N.Senhora e a Cruz, os quais já percorreram o mundo, segundo algumas leituras proclamadas durante a tarde.

Chegados à igreja, o nosso ponto alto enquanto paróquia de acolhimento, tocar/meditar/sentir os símbolos com uma intensidade tal que só cada um, que o sente, o pode explicar. Rimos, chorámos, cantámos, rezámos, todos juntos num só objetivo, a fraternidade e a paz enquanto comunidade. Tal como Maria partimos apressadamente, com os símbolos, a percorrer os restantes lugares da paróquia em caravana automóvel mas eu, eu e mais alguns aspirantes a participar nas JMJ2023, fomos bem bem juntinhos aos símbolos para que pudéssemos transmitir a todos os que por nós se cruzassem a alegria de Os receber, a alegria da vivência cristã daquele momento.

Maria Silva, 16 anos, Calvaria

Uma das coisas que mais me marca e que jamais irei esquecer é a forma e a intensidade que todos nós cantamos o hino das jornadas, seja em que lugar for, seja em que circunstâncias for é sentido e cheio de emoção! Tenho a certeza que este “cheirinho” das JMJ e estes momentos, fazem muitas pessoas felizes e criam “aquela” vontade que as JMJ cheguem depressa!

Carolina Silva, 17 anos, Porto de Mós

Levar estes símbolos fez-me querer pensar no que Jesus sofreu por nós, e senti-me muito bem ao levar a Cruz porque fez me sentir como se tivéssemos a ajudar Jesus a levar a Cruz, e fez me pensar que temos que dar valor a Deus porque ele sacrificou se por nós!

Matilde Matos, 16 anos, Alqueidão da Serra

Para a mim a presença dos símbolos foi algo que me despertou muita emoção e felicidade. Além disso, transmitiu- me diversos sentimentos que não consigo encontrar as palavras corretas para os descrever. Ver e poder tocar nos símbolos das JMJ irradiou-me  com uma energia positiva incrível para tudo na minha vida, deu-me confiança e ainda força para alcançar os meus objetivos. 

Para terminar, foi uma experiência muito bonita e que ainda me deixou mais entusiasmada e ansiosa para a JMJ , que está quase quase aí. 

Maria Beatriz Martins da Silva, 19 anos, Arrimal

Pessoalmente, a presença dos símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude na minha paróquia foi uma experiência gratificante. De facto, foi uma oportunidade de vivenciar a universalidade da fé expressa naqueles símbolos, uma vez que estes já percorreram vários países e foram tocados por milhões de jovens. Desta forma, entusiasmou-me ainda mais para o grande evento que se avizinha, incentivando-me a participar ativamente neste encontro mundial da juventude.

Inês Coelho Carreira, 16 anos, Arrimal

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