Lectio divina para o Domingo de Páscoa

Celebramos o dia mais importante do ano para qualquer cristão: o domingo de Páscoa. Contra todas as expectativas, Aquele que tinha sido vítima do mal, da injustiça e da violência humanas, que tinha sofrido e morrido, ressuscitou! A morte não teve poder sobre Ele, pois Deus Pai O ressuscitou dos mortos.

“Deus Ressuscitou-O”

Lectio divina para o Domingo de Páscoa, 4 de abril de 2021

Breve introdução

Celebramos o dia mais importante do ano para qualquer cristão: o domingo de Páscoa. Contra todas as expectativas, Aquele que tinha sido vítima do mal, da injustiça e da violência humanas, que tinha sofrido e morrido, ressuscitou! A morte não teve poder sobre Ele, pois Deus Pai O ressuscitou dos mortos.

Cristo vivo, ressuscitado, torna-se assim possibilidade de vida para todos os que n’Ele acreditam. A partir dos apóstolos, primeiras testemunhas da ressurreição, até aos nossos dias, a boa notícia não deixou de ser proclamada. No meio da situação difícil que o mundo atravessa nestes momentos, a notícia da ressurreição precisa de ser anunciada e proclamada com mais força ainda.

Por isso, Ele convida-nos a sermos as testemunhas da ressurreição no mundo de hoje. Como Pedro e tantos outros ao longo da história, renovamos hoje a nossa fé no Ressuscitado para que a nossa vida se encha da alegria e da esperança pascais e o nosso testemunho seja renovado.

1. Invocação

Jesus ressuscitado,
que venceste as trevas do mal e da injustiça,
abre o meu coração à Boa Nova da Tua ressurreição.
Dá-me humildade para escutar a Tua Palavra:
que seja ela a despertar de novo a minha fé
e a fortalecer a minha esperança.
Que ela acenda em mim o fogo do Teu amor
e me torne cada vez mais Teu discípulo
e Tua testemunha.
O mundo precisa de Ti.
Faz que a minha vida e a minha palavra
sejam testemunhas cristalinas e alegres da Tua Boa Nova.
Ámen.

2. Escuta da Palavra de Deus

2.1. Vamos escutar uma passagem dos Atos dos Apóstolos

Após a ressurreição de Jesus, os discípulos necessitaram de tempo para compreender o que tinha sucedido. Apesar de o próprio Senhor lhes ter anunciado que, depois de morrer, ressuscitaria, tiveram dúvidas e receios. Só pouco a pouco, estes se foram desvanecendo. De acordo com o livro dos Atos dos Apóstolos, depois da ascensão de Jesus aos céus e da vinda do Espírito Santo, os discípulos começaram a anunciar com empenho e valentia a boa nova da ressurreição. O texto que vamos meditar, apresenta um desses momentos, em que Pedro dá testemunho de Jesus.

2. 2. Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 10, 34a, 37-43)

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: «Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele. Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém; e eles mataram-n’O, suspendendo-O na cruz. Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-Se, não a todo o povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que Ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É d’Ele que todos os profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita n’Ele recebe pelo seu nome a remissão dos pecados». 

(momento de silêncio para interiorizar a Palavra)

2.3. Breve comentário

O texto que meditamos faz parte da primeira parte dos Atos dos Apóstolos e marca o início de uma nova etapa para a Igreja que estava ainda a nascer. Até àquele momento, a pregação dos apóstolos tinha sido dirigida exclusivamente a judeus. No capítulo 10 do livro dos Atos, Cornélio, um centurião romano, portanto um pagão (não judeu), teve uma visão que o fez mandar chamar Pedro. Este também teve uma visão que lhe fez entender que os pagãos teriam igualmente direito a receber a Boa Nova. Com essa convicção, e contrariando as convenções legais da época, Pedro entrou em casa de Cornélio e começou a anunciar o Evangelho aos que ali se encontravam.

O anúncio começa por referir os inícios do ministério de Jesus, desde o batismo de João, e deixando logo claro que Jesus foi ungido por Deus com a força do Espírito Santo. É daqui que deriva a palavra ‘Cristo’, que significa ‘o ungido’. Na base de tudo o que Jesus fez está a presença do Espírito, força de Deus.

Depois, Pedro sintetiza a vida pública de Jesus com as palavras ‘passou fazendo o bem e curando a todos os que eram oprimidos pelo Demónio, porque Deus estava com Ele’. Os gestos e as palavras que Jesus foi realizando durante o Seu ministério são essenciais para compreender o acontecimento central da Sua morte e ressurreição. Por isso, Pedro faz questão de sublinhar que os apóstolos tinham sido testemunhas de tudo isso. Só pode anunciar a ressurreição quem é testemunha de tudo o que fez Jesus.

Mas o anúncio ressalta sobretudo os acontecimentos centrais da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, e os encontros do Ressuscitado com os seus discípulos. Pedro acentua precisamente que a ressurreição não se pode reduzir a uma mera experiência psicológica, mas que foi um acontecimento real, que lhes permitiu conviver com Jesus ressuscitado.

Deste convívio brota o imperativo do anúncio a jeito de testemunho. Ou seja, os apóstolos são enviados a anunciar o que viram e ouviram, aquilo que tocou e mudou as suas vidas.

É esse testemunho que permite que outros possam acreditar n’Ele e cheguem a viver a experiência profunda e transformante da Sua misericórdia que se concretiza no perdão e na reconciliação.

Os versículos que se seguem a este texto, dizem-nos que, enquanto Pedro falava, o Espírito Santo desceu sobre aqueles que o escutavam. Graças ao testemunho de Pedro, os pagãos que o ouviam, puderam receber o Espírito Santo e ser batizados. Foi um segundo Pentecostes, agora para os pagãos, do qual Pedro foi o mediador, através da sua pregação.

3. Silêncio meditativo e diálogo

Nós somos testemunhas de tudo o que Ele fez…

Através da Palavra, da oração, dos sacramentos e da vida fraterna, todos podemos ser testemunhas do que Jesus fez e continua a fazer.

Procuro aprofundar na Sua Palavra para me ir familiarizando com tudo o que Jesus fez e disse? Empenho-me em conhecê-lo pessoalmente? Estou atento ao que Ele hoje continua a fazer em mim e nos outros?

Deus ressuscitou-O ao terceiro dia…

Para mim, Jesus é apenas uma figura do passado ou está vivo e presente na minha vida? Reconheço a Sua presença no meu coração e no coração de cada pessoa? Valorizo a Sua presença real na Eucaristia?

Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar…

A missão confiada aos apóstolos continua na Igreja através dos séculos. Os bispos, como sucessores dos apóstolos, têm uma responsabilidade particular nessa missão. Mas todos os batizados também são chamados a participar dessa missão. É inerente ao batismo ser-se testemunha de Jesus Cristo vivo e ressuscitado.

Sinto-me agradecido por Deus me escolher para O anunciar? Sou consciente que recebi um dom mais valioso que tudo o que possa haver e que este não é só para mim? Esforço-me para que todas as facetas da minha vida sejam um testemunho claro e transparente de Jesus para os outros? Procuro com criatividade formas de anunciar Jesus aos outros ou fecho-me numa vivência egoísta da fé?

4. Gesto e oração finais

–  Individualmente ou em família pode fazer-se um gesto que simbolize a alegria da ressurreição e formular ou partilhar ideias simples de como dar testemunho de Jesus em casa, no trabalho, na escola, no grupo de amigos, etc.

–  Para terminar, pode-se rezar a oração do Pai Nosso e a Ave-Maria. Se se estiver em família, pode-se eventualmente fazê-lo de mãos dadas.

Repositório LECTIO DIVINA
https://bit.ly/2W4uDI6

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