Lectio divina para o 6º Domingo da Páscoa, Ano A (Podcast)

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Texto: Pe. José Lopes Baptista
Vozes: Sónia Pereira, Márcio Dinis, Eduardo Dinis, Filipa Dinis e Luísa Dinis
Pós-Produção: José Simões

Jesus promete o Espírito como advogado

Introdução

Para aqueles que esperavam que a libertação dos judeus acontecesse segundo uma lógica humana, a morte de Jesus foi o culminar do desânimo aliado à tristeza natural da morte de alguém que se ama. A Ressurreição, veio reacender e reanimar a chama da esperança. Jesus aparecia e animava os discípulos, ainda amedrontados. Consciente de que a Ascensão, prestes a acontecer, havia de voltar a fazer cair a tristeza sobre os discípulos, Jesus fala dela e apresenta-a como uma necessidade para que à Igreja seja dado “outro Defensor”.

Palavra de Deus (Jo 14,15-21)

Vamos escutar uma passagem do Evangelho segundo São João 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco: Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».

Palavra da salvação.

Meditação

Tereis um advogado à vossa disposição. É a garantia dada Cristo, como consolação suprema dada aos seus discípulos que estavam tristes pelo anúncio da sua partida. 

A promessa de Jesus segue a representação tradicional segundo qual, quando os homens tivessem que se apresentar diante do tribunal de Deus, se deparariam com as muitas culpas de que eram acusados e teriam que responder. Os seus pecados, à maneira de acusador, voltar-se-iam contra eles. Mas como se isto não bastasse, o demónio reforçaria essas acusações. A defesa estaria a cargo das boas obras realizadas, as quais seriam apresentadas como contrapeso das más.

No Evangelho de S. João, a maneira de falar utilizada para descrever o futuro serve para descrever o presente. Isto é, aos crentes é prometido um advogado, não para o futuro juízo de Deus, mas para imediatamente a seguir à partida de Jesus. Esse advogado é o Espírito Santo, prometido para quando os cristãos tivessem dificuldades por causa da profissão da sua fé. E como o Evangelho nos mostra um confronto constante entre o cristianismo e o mundo, a presença do advogado é ainda mais necessária.

O advogado é prometido àqueles que amam Jesus. E amam-no aqueles que cumprem os seus mandamentos. Este Evangelho estabelece frequentemente a conexão entre o amor e a obediência. Fá-lo, provavelmente, para explicar o que significa pedir em seu nome. O nome de Cristo não pode ser invocado se não for acompanhado de obediência e de amor.

Esse advogado é o Espírito da verdade. É o mesmo Espírito que continua a obra de Cristo dando a conhecer a verdade plena a respeito de Jesus. É o Espírito que comunica a verdade e Jesus é a verdade. 

Oração

Deus todo-poderoso,
concedei-nos a graça de viver dignamente estes dias de alegria,
em honra de Cristo ressuscitado,
de modo que a nossa vida corresponda sempre
aos mistérios que celebramos.
Por Cristo Senhor Nosso.

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