Lectio divina para o 2º Domingo do Tempo Comum, Ano C (Podcast)

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Texto: Pedro Viva, P.
Vozes: Jorge Maia, Sandra Maia, Carlos Maia
Pós-Produção: José Simões, Rádio Canção Nova

As Bodas de Caná: da atenção de Maria ao amor de Jesus

Introdução

O relato evangélico deste domingo narra-nos o milagre ocorrido numas bodas matrimoniais em Caná da Galileia. Faltando o vinho, logo vieram pedir a intercessão de Maria junto de Jesus. “Não tendo ainda chegado a sua hora”, Jesus não deixou de escutar os apelos de Sua Mãe, Maria. Ela tem a graça de antecipar a hora de Jesus e de O fazer manifestar todo o seu poder para que a alegria familiar daquele evento não terminasse com críticas aos noivos. 

Vamos então escutar o relato do Evangelho segundo S. João (2, 1-11):

Palavra de Deus

 “Naquele tempo,
realizou-se um casamento em Caná da Galileia
e estava lá a Mãe de Jesus.
Jesus e os seus discípulos
foram também convidados para o casamento.
A certa altura faltou o vinho.
Então a Mãe de Jesus disse-Lhe:
«Não têm vinho».
Jesus respondeu-Lhe:
«Mulher, que temos nós com isso?
Ainda não chegou a minha hora».
Sua Mãe disse aos serventes:
«Fazei tudo o que Ele vos disser».
Havia ali seis talhas de pedra,
destinadas à purificação dos judeus,
levando cada uma de duas a três medidas.
Disse-lhes Jesus:
«Enchei essas talhas de água».
Eles encheram-nas até acima.
Depois disse-lhes:
«Tirai agora e levai ao chefe de mesa».
E eles levaram.
Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho,
– ele não sabia de onde viera,
pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam –
chamou o noivo e disse-lhe:
«Toda a gente serve primeiro o vinho bom
e, depois de os convidados terem bebido bem,
serve o inferior.
Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia,
Jesus deu início aos seus milagres.
Manifestou a sua glória
e os discípulos acreditaram n’Ele.

Meditação

– Nos momentos difíceis da nossa vida invocamos o Senhor para que ajude. Nem sempre o convidamos a tomar parte nos momentos felizes da nossa vida. Eu estou à porta e chamo… se alguém me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com Ele. Na Eucaristia, é o Senhor que nos convida e nos faz seus convivas. Aceito com agrado esse convite?

– Como em Caná da Galileia, Maria está atenta às nossas necessidades. Antecipa-se aos nossos pedidos e fala deles a Seu Filho, Jesus. Antecipa a hora de seu Filho. Assume-se como intercessora e mãe. Que em nós encontre corações agradecidos à sua ternura maternal. Confio na ajuda de Maria e recorro a ela nas várias situações da minha vida?

– Jesus não resiste ao pedido de sua Mãe. Transforma a água em vinho – símbolo da alegria -, para que a festa não termine. Em cada Eucaristia, é o vinho que se transforma no Sangue do Senhor, para que encontremos no dom da Sua vida por nós a redenção dos nossos pecados e não nos falte a alegria do perdão e da misericórdia de Deus. Encontro alegria na minha participação na Eucaristia?

Mas tu guardaste o vinho bom até agora. Como os discípulos presentes nas Bodas de Caná, que acreditaram em Jesus diante do milagre realizado, somos nós hoje convidados a manter até ao fim a alegria da fé que no Baptismo recebemos. Que em cada Eucaristia, banquete pascal das núpcias do Cordeiro, na alegria, nos saciemos das fontes da salvação. Partilho com os outros a alegria que me vem dos dons de Deus e da fé cristã?

E na confiança de filhos, rezemos como Jesus, Luz do mundo, nos ensinou: 

Pai-nosso

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