Lectio divina para o 2º Domingo da Quaresma, Ano C (Podcast)

Descarregue o podcast da Lectio Divina no seu telemóvel e faça a sua reflexão em qualquer lugar e a qualquer hora...

Texto: Joaquim Domingos, P.
Vozes: Gonçalo Dias, Alcina Dias, Carol Dias e Nuno Dias
Pós-Produção: José Simões, Rádio Canção Nova

Uma comunidade sinodal

Tema 2 do retiro popular – 2º domingo da quaresma 2022

Introdução

O segundo tema do retiro popular, para a nossa leitura orante da segunda semana da quaresma, ajuda-nos a ver como o Espírito Santo vai iluminando a Igreja para encontrar soluções para os novos problemas que vão surgindo. Na nossa vida, grupos e comunidades, escutemos juntos o Espírito Santo para que nos inspire os passos a dar para crescer na vida cristã e participar na missão da Igreja.  

Palavra de Deus (At 6, 1-7)

Vamos escutar uma passagem do livro dos Atos dos Apóstolos 

Por esses dias, como o número de discípulos ia aumentando,
houve queixas dos helenistas contra os hebreus,
porque as suas viúvas eram esquecidas no serviço diário.
Os Doze convocaram, então, a assembleia dos discípulos e disseram:
«Não convém deixarmos a palavra de Deus, para servirmos às mesas.
Irmãos, é melhor procurardes entre vós sete homens de boa reputação,
cheios do Espírito e de sabedoria;
confiar-lhes-emos essa tarefa.
Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da Palavra.»
A proposta agradou a toda a assembleia
e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo,
Filipe, Prócuro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia.
Foram apresentados aos Apóstolos que, depois de orarem, lhes impuseram as mãos.
A palavra de Deus ia-se espalhando cada vez mais;
o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém,
e grande número de sacerdotes obedeciam à Fé.

Meditação

O número de discípulos continua a aumentar, desde o dia de Pentecostes. Grupos diferentes, pela língua e mentalidade, formam a comunidade. Contudo, nela, aparece uma linha de fratura causada por dois grupos: os Helenistas e os Hebreus. Há uma desigualdade na atenção aos mais pobres. A partilha que se fazia, para que ninguém passasse necessidades, parece, agora, menos eficaz e fere a comunhão fraterna. Também a unidade revelada pelo Espírito Santo enfraqueceu: as particularidades culturais, linguísticas parecem ter criado divisão. 

Os Doze assumem a sua responsabilidade na comunidade: tomam nota da contestação e convocam a assembleia para que tome parte ativa na procura da resolução. Eles propõem, em vez de imporem, uma diversificação de funções. Lembram a sua principal função: dar prioridade à oração e ao serviço da palavra. E formulam critérios para escolher novos servidores.

É a comunidade que participa e, após discernimento, escolhe os Sete reconhecendo as diferenças e mantendo a unidade. Os Apóstolos confirmam a escolha, instituindo-os como um grupo bem definido para o serviço aos irmãos. Em circunstâncias difíceis, a comunidade cristã encontra uma nova forma de organização adaptada às novas realidades e garantindo a justiça no serviço aos pobres. A perseguição dá um novo fulgor, inesperado, ao ministério dos Sete: eles tornam-se missionários ativos junto dos pagãos. 

Hoje, somos chamados a construir comunidades que permitam viver uma participação ativa de todos e cada um. Comunidades que estejam atentas aos novos desafios que o mundo nos apresenta. Para isso, é preciso discernir o que o Espírito diz hoje à Igreja. “O discernimento, diz o Papa Francisco, leva-nos a reconhecer os meios concretos que o Senhor predispõe, no seu misterioso plano de amor, para não ficarmos apenas pelas boas intenções. (GE, nº169). 

Perante a Palavra de Deus, pergunto-me: 

– Que me sinto chamado a fazer na minha comunidade?

– Reconheço e valorizo os vários ministérios e serviços que nela existem?

– Participo nos seus processos de discernimento para identificar os passos a dar?

Oração

Rezemos com o salmo 133 sobre a vida em fraternidade:

Vede como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos!
É como óleo perfumado derramado sobre a cabeça,
a escorrer pela barba, a barba de Aarão,
a escorrer até à orla das suas vestes.
É como o orvalho do monte Hermon,
que escorre sobre as montanhas de Sião.
É ali que o Senhor dá a sua bênção,
a vida para sempre.

OUVIR
https://anchor.fm/leiria-fatima
DESCARREGAR
http://l-f.pt/podlec

Esquemas alternativos em texto: https://lectio.leiria-fatima.pt