Lectio divina para o 1º Domingo do Advento, Ano A

A liturgia do I Domingo do Advento, em início de novo ano litúrgico (Ano A), é um convite claro para nos colocarmos a caminho.

Levantemo-nos do sono!

Lectio Divina para I Domingo do Advento | 26.11.2022

Breve introdução

A liturgia do I Domingo do Advento, em início de novo ano litúrgico (Ano A), é um convite claro para nos colocarmos a caminho. Mergulhamos neste tempo de espera, de desejo, de anúncio do Senhor Jesus que encarnará na pequenez e na fragilidade da humanidade. Deixemos que cresça em nós uma certa ausência de Deus, para que aumente o desejo da sua presença, para que o caminho de procura que nos é apresentado pelo Advento seja de busca verdadeira de Deus. Aceitando o convite de Isaías: “caminhemos à luz do Senhor” neste Advento.  

1. Invocação

Senhor nosso Deus e nosso Pai,
despertai em nós o desejo de caminharmos
neste advento iluminados pela tua presença
para que a Luz de Belém, o Teu Filho,
possa nascer em nós e iluminar as nossas vidas.
Ámen.

2. Escuta da Palavra de Deus 

2.1. Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos (Rm 13, 11-14)

Irmãos:
Vós sabeis em que tempo estamos:
Chegou a hora de nos levantarmos do sono,
porque a salvação está agora mais perto de nós
do que quando abraçámos a fé.
A noite vai adiantada e o dia está próximo.
Abandonemos as obras das trevas
e revistamo-nos das armas da luz.
Andemos dignamente, como em pleno dia,
evitando comezainas e excessos de bebida,
as devassidões e libertinagens, as discórdias e ciúmes;
não vos preocupeis com a natureza carnal,
para satisfazer os seus apetites,
mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.

Palavra do Senhor.

2.2. Breve comentário

Porque a Sagrada Escritura tem uma atualidade que se renova sempre, São Paulo fala hoje para nós:“Vós sabeis em que tempo estamos: Chegou a hora de nos levantarmos do sono”. São Paulo convida-nos a desinstalarmo-nos, a incomodarmo-nos, a inquietarmo-nos, a levantarmo-nos e a deixarmos um aparente conforto, uma sonolência que não nos leva a lado algum. Toda a liturgia da palavra deste domingo de Advento quer-nos tirar dessa sonolência e fazer-nos entrar num estado vigilante e feliz, tendo como garantia que o caminho que agora iniciamos nos leva “para a casa do Senhor” (Sl 121[122]). E se o ponto de chegada é certo e seguro, o caminho a percorrer será tanto mais certo e seguro, quanto mais à luz do Senhor caminharmos (Cf. Is 2, 5). 

É chagada a hora de nos levantarmos. Neste tempo de Advento que a Igreja vive, tomemo-lo como tempo de graça e de purificação para a Igreja, caminhemos cada um de nós e todos juntos ajudemos a Igreja a caminhar para a luz do dia, levemos toda a Igreja a revestir-se das armas da luz. 

S. Paulo coloca-nos na dinâmica da esperança e da possibilidade da nossa salvação. Para que passemos da esperança à certeza, da possibilidade à realidade é necessária a nossa conversão, a nossa melhor “versão com” Cristo. Com o binómio “trevas”/“luz” somos convidados a abandonar “as obras das trevas”, a abandonar tudo aquilo que escurece as nossas vidas, tudo aquilo que não as torna luminosas. Somos convidados a deixar que Cristo nos ilumine, não de modo passivo só à espera que seja Ele a fazer, mas colocando-nos na Sua presença e vivendo na luz, vivendo na dinâmica do encontro com Deus.

3. Silêncio meditativo e diálogo

“Chegou a hora de nos levantarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós”. 

A Eucaristia é este tempo, esta hora que nos desperta do sono e nos coloca mais perto da salvação. 

Tenho consciência em cada Eucaristia que participo que fico mais perto de Jesus Cristo, minha salvação? Como participo na Eucaristia, embalado pelos sonos mundanos?

“A noite vai adiantada e o dia está próximo. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.

Passar da noite para o dia, é passar do pecado para graça, das faltas para plenitude em Cristo e para a sua luz. 

Que trevas existem ainda na minha vida e à minha volta? o que posso fazer na Igreja para que ela seja mais luminosa? 

“Andemos dignamente, como em pleno dia, evitando comezainas e excessos de bebida, as devassidões e libertinagens, as discórdias e ciúmes… mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”.

O convite a caminhar é constante, a Igreja acontece em caminho. Ela é enviada no final de cada Eucaristia, onde se reveste do Senhor Jesus.

O que não me deixa andar dignamente? Reconheço que sou enviado no final de cada Eucaristia para ser presença de Cristo?

4. Desafio e Oração final

Nesta primeira semana do Advento começo a preparar o meu exame de consciência para uma boa confissão.

Terminar com a oração do Pai Nosso 

Deus Pai,
Tira-nos das trevas e reveste-nos da luz
Reveste-nos do teu filho Jesus
Ele que é Deus convosco, 
na Unidade do Espírito Santo. Amén.

Repositório LECTIO DIVINA
https://bit.ly/2W4uDI6

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