Lectio divina para a Solenidade da Epifania, Ano A

A oração coleta do Domingo da Epifania do Senhor coloca-nos diante de duas dimensões do conhecimento de Deus.
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 «Viemos adorá-lo»

Breve introdução

A oração coleta do Domingo da Epifania do Senhor coloca-nos diante de duas dimensões do conhecimento de Deus: a primeira aqui na terra, à luz do conhecimento de Deus pela fé, e a segunda na eternidade, onde estaremos face a face com Ele, no conhecimento perfeito, iluminados pelo seu Amor.  É justamente o brilho dessa Luz de Deus, referido a Jerusalém na primeira leitura, que nos é garantido, pela fé, aqui neste mundo, onde somos todos convidados a deixar brilhar em nós a luz de Cristo; e no céu, com a Jerusalém celeste, onde brilhará para sempre em nós a luz do Senhor. Somos convidados, então, desde já, no dinamismo da fé, a adorarmos o Senhor, como fizeram os magos vindos do oriente e como a Igreja o faz todos os dias. É na adoração ao Senhor que nos deixamos iluminar por Ele, para também nós podermos iluminar o mundo. Estamos neste mundo e aqui, diante d’Ele, diante de um sacrário onde Ele está presente, e diante do mundo podemos também dizer: “viemos adorá-lo”.  

Invocação

Senhor Jesus, que estás presente na Eucaristia, nós Te adoramos.
Tu que estás no meio de nós e a Tua presença é luz para as nossas vidas, nós Te adoramos.
Tu que vens ao nosso encontro, nós Te adoramos.
Tu que és o nosso alimento e estás sempre disponível, nós Te adoramos.
Que o Teu Espírito Santo, Senhor, nos inspire a Te adorarmos na Eucaristia,
a Te procurarmos no Sacrário,
a dobrarmos os nossos joelhos e o nosso coração diante de Ti.
Adorado sejas, Senhor!
Que a nossa vida seja um constante “Viemos adorá-Lo”.
Ámen.

Escuta da Palavra de Deus

2.1. Vamos escutar uma passagem do Evangelho de Mateus (Mt 2,1-12)

O Nascimento de Jesus dá-se envolto num mistério. S. Mateus leva-nos  a contemplá-Lo à Luz do primeiro encontro do mundo pagão com o Salvador. Os magos são, por isso, os representantes de todos os crentes do mundo inteiro que virão a adorar o Senhor. Com a visita dos Magos realizam-se as profecias do Antigo Testamento. O orgulho de Herodes e dos sábios de Israel, porém, revela que existem opções contrárias. Mas, a boa vontade dos Magos, que, atentos aos sinais dos Tempos vivem e entregam-se à aventura da Fé, é para nós o exemplo a seguir. 

Leitura do Evangelho de João (Mt 2,1-12) 

«Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho». 

(momento para ler de novo em silêncio e interiorizar a Palavra de Deus)

2.3. Breve comentário 

Os magos, guiados por uma estrela (com luz própria), saem à procura do Rei de Israel. Deixam-se guiar, na noite, por aquela luz. Assim é a vida do Cristão que se deixa iluminar pela luz da Palavra de Deus à procura de Jesus. A Palavra de Deus tem luz própria, como aquela Estrela que revela o Salvador, que se manifesta humilde, e ilumina-nos e guia-nos nas noites da vida à procura do Senhor. Os magos deixam-se guiar, pela Estrela, pelos sonhos, pela convicção que têm dentro de si. Assim também nós, que temos dentro uma luz, uma certeza: o Senhor, que é o nosso Deus, é o nosso Rei e governa a nossa vida. A Ele somos chamados, como os magos. E para ele, como os magos que lhe trouxeram presentes, somos chamados a dar o melhor de nós. E, como os magos, somos chamados a adorar o nosso Deus: «Viemos adorá-l’O».  

Silêncio meditativo e diálogo

«Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer?»

À procura do Rei, os magos caminham. Querem saber… e procuram Jesus. Esta é a pergunta que os cristãos fazem em todos os momentos da vida. Onde está Jesus? Ir à sua procura deve ser uma constate da vida.  

– No meu dia a dia, procuro o Senhor? Onde posso encontrá-l’O?  

«Nós vimos a sua estrela»

Uma estrela tem luz própria. Não é como a lua que reflete luz. A estrela brilha. Assim brilha o Senhor, assim brilha a “sua estrela”. 

– Deixo-me guiar pela “sua estrela”? De que modo me deixo guiar por Jesus? Deixo-me iluminar por Jesus? De que modo Ele me ilumina? 

«o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém». 

Há quem se deixa perturbar quando há uma luz, alguém, que ilumina mais, que brilha mais, que faz sombra. O cristão não pode deixar-se perturbar por inveja ou desgostos.

– O que me perturba? Na minha relação com os outros existem sentimentos contrários à fé e à caridade? Como vencê-los?

 «Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». 

Às vezes sentimo-nos pequenos, sem importância; parece que ninguém está por nós. Mas o Senhor escolhe sempre o que é fraco aos olhos do mundo. O Senhor ama os pobres e humildes de coração.

– Sinto-me pequenino? Confio a minha pequenez ao Senhor? Apresento-lhe o pouco que tenho para que Ele possa fazer muito em mim e através de mim?

«e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O […] Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra».

Sabemos que Herodes mentia. Não era a sua intenção adorar o Menino. Os magos disseram antes, e com verdade, «viemos adorá-l’O» e assim o fizeram diante d’Ele. A adoração é um ato de humildade. Colocamo-nos diante de Deus e submetemos a Ele a nossa vida… Adorar a Deus faz-nos bem. Deram-lhe presentes, porque diante de Deus só podemos ofertar o melhor de nós. 

Tenho procurado ser um adorador? Tenho adorado Jesus na Eucaristia, diante do Sacrário? Tenho procurado viver momentos de adoração na Igreja ou mesmo em casa quando estou sozinho? Elevo o meu pensamento ao Senhor e, no meu dia a dia, mesmo ocupado, penso no Senhor e adoro-O em espírito e verdade? Tenho feito da minha vida uma oferta a Deus?

Propósito e oração final 

A partir desta palavra de João proponho-me a:

– Procurar o Senhor através da sua Palavra e da oração.

– Ser um adorador: seja diante do Sacrário ou em pensamento.

– Dar de mim a Deus.

Oração:

Senhor Jesus, eis-me aqui, diante de Ti.
Quero adorar-Te, bendizer-Te
e entregar-Te a minha vida.
Tu és o Rei, Tu és o Senhor.
A Ti, Jesus, todo o louvor e toda a adoração.
Bendito e louvado sejas, Senhor.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo …

Repositório LECTIO DIVINA
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