Jubileu das Vocações: partilha, ação de graças e convívio marcam vidas comprometidas

Em comum, todos tinham um percurso que, durante 2024, traz motivos de celebração, por festejarem o respetivo jubileu de 25, 50, 60 ou até 70 anos.
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A Angelina e o António fazem, este ano, a bonita idade de redonda de 50 anos de casados. Se a estes, juntarmos mais os dois de namoro, temos duas vidas inteiras com histórias para contar. “A nossa vida dava um romance”, uma frase feita, dita pela Angelina diante de uma plateia composta por mais três dezenas de casais, seis padres e quatro consagradas. Em comum, todos tinham um percurso que, durante 2024, traz motivos de celebração, por festejarem o respetivo jubileu de 25, 50, 60 ou até 70 anos.

Esta é a razão que leva o Serviço Diocesano da Pastoral a juntar-se ao Serviço da Pastoral Vocacional para realizarem, todos os anos, uma cerimónia a que dão o nome de Jubileu das Vocações. O convite para esta celebração é estendido a todos aqueles que festejam números redondos de matrimónio, sacerdócio, vida religiosa ou especial consagração. Um dia por ano, “a diversidade das vocações é celebrada como uma riqueza para o mundo e para a própria Igreja, destacando o chamamento à vida e à fé que se expressa de maneira única em cada indivíduo”, informa a organização.

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Voltando à história do casal cinquentenário, que veio da paróquia de Vermoil, conta a Angelina que se conheceram no campo. “Não é como agora, que se conhecem na discoteca ou nos bailaricos”, acrescenta ela, bem humorada, mesmo que a sua percepção não seja factual. “Andava o meu marido a carregar pasto, e eu não o conhecia de lado de nenhum”, enquadrou. Na faina, o António aproveitava o ensejo para lhe agarrar os braços. Mesmo contra vontade dela, o que é certo é que assim começou a história de vida a dois, à distância, “que ele trabalhava na Alemanha”, e com as inconsistências do progenitor da Angelina que, ora aceitava o namoro, ora o via com maus olhos ao ponto de não querer que eles se casassem. “Fazias falta no campo e tinhas de tomar conta dos teus irmãos”, justifica o António. Dos momentos menos bons, recordam o falecimento de um filho, ainda criança, por doença, e a difícil vida de emigrante, em que um trabalhava de dia e outro de noite. “Graças a Deus, conseguimos enfrentar tudo, com a companhia de Jesus e de Nossa Senhora”, diz ela, lembrando os dois “lindos filhos” que criaram.

Esta foi uma das quatro histórias que fizeram a primeira parte do programa previsto para o dia 25 de maio. Por volta das 9h00, os inscritos começaram a juntar-se na Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores, no Santuário de Fátima para aí escutarem a partilha, para além deste casal, da Manuela e do Luís, de Leiria, que fazem 25 anos de matrimónio, do padre Orlandino, que faz 25 de ordenação sacerdotal, e da irmã Rosa, que está ao serviço na Casa Episcopal e que faz 50 anos de votos de consagração.

Cada um, à sua maneira, e de forma muito sucinta, deu a conhecer o seu percurso, as agruras que nele encontrou e, sobretudo, as razões da felicidade das suas opções de vida.

Áudio dos testemunhos

Irmã Rosa: http://l-f.pt/luOr

Padre Orlandino: http://l-f.pt/VuPj

Angelina e António: http://l-f.pt/YuAS

Manuela e Rui: http://l-f.pt/5uSQ

Ação de graças e convívio

Concluída a primeira parte do programa, os participantes deslocaram-se à Basílica da Santíssima Trindade para aí celebrarem a Eucaristia com os peregrinos que quase enchiam o espaço. A celebração foi presidida pelo reitor daquele Santuário que, na sua homilia dirigiu palavras aos jubiliários e dando o exemplo da atitude da Maria. O dia litúrgico era o de Santa Maria, Templo do Senhor e essa foi a oportunidade para explicar que a Mãe de Deus é, por excelência o lugar da morada de Deus. “Deus não escolheu templos construídos, mas comunidades onde dois ou três se reúnem em seu nome”, explicou o padre Carlos Cabecinhas, acrescentando que a vida de Maria “foi serviço e entrega generosa”.

Para o reitor do Santuário, a presença dos jubiliários é motivo para “dar graças a Deus pelo seu testemunho de fé, disponibilidades e serviço, como Maria”. Portanto, “a celebração deste jubileu é um desafiio à fidelidade, a sermos templos de Deus como Maria”.

Após a homilia, houve um momento simbólico: cada participante — casal, consagrado ou sacerdote — recebeu a bênção do celebrante e acendeu no círio pascal a vela que lhes foi entregue anteriormente como lembrança do dia e que simboliza a luz que são para o mundo.

A terceira parte do programa, que finalizou o dia, realizou-se no Albergue do Peregrino. Num momento de verdadeiro convívio, e com o contributo de cada um dos presentes que trouxeram almoço de casa para partilhar, a tarde terminou em festa serena.

Jubileu das Vocações 2024

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