Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Leiria celebra dia com desafios

Esta celebração que se realizou na igreja da Misericórdia constou de três momentos: a Assembleia geral dos irmãos, um momento musical e a celebração da Eucaristia na Sé Catedral de Leiria.

Realizou-se a celebração dos Irmãos da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Leiria no dia 27 de junho, uma vez que a pandemia a tinha impedido no dia oficial que este ano foi a 31 de maio.

Esta celebração que se realizou na igreja da Misericórdia constou de três momentos: a Assembleia geral dos irmãos, um momento musical e a celebração da Eucaristia na Sé Catedral de Leiria. 

Na altura própria foram proferidas as seguintes palavras pelo Capelão da Santa Casa:

1 – Sempre que falamos em irmãos, de modo geral, estamos a situar-nos na família, como o espaço humano normal de vida, do crescimento e amadurecimento. Onde há irmãos aí há família. A sua qualidade depende de todos os seus componentes. Na família são todos diferentes, mas complementares e em protagonismo responsável e criativo. É a riqueza da diferença na construção da vida, em atitude sadia e pedagógica, que cria a qualidade.

Por conseguinte todos pretendemos fazer da Santa Casa da Misericórdia de Leiria uma Família, rica em valores, próxima nos afetos, dinâmica no fazer caminho, humana no olhar as pessoas, atenta na resposta dos serviços e preocupada com a qualidade na oferta constante.

Transcrevo dois textos, um da advogada Sofia Galvão e outro do Papa Francisco.

“Antes de tudo, os irmãos são presença. Estão connosco, são connosco. E, antes de todos, contamos com eles. Como esperamos que contem connosco, que precisem de nós, que não prescindam nunca de que sejamos por eles e com eles.

A graça de ter irmãos é tão grande e tão óbvia que nunca percebi por que não é devidamente celebrada. Por isso, quando enfim se promove o Dia dos Irmãos, 31 de Maio, junto-me à festa e saúdo os que deram corpo à ideia. É um excelente projeto. Faz falta parar para celebrarmos os Irmãos, os nossos Irmãos, o Irmão, a Irmã de cada um… São demasiado importantes, demasiado valiosos, demasiado imprescindíveis para que não nos assumamos imensamente gratos. Os Irmãos são uma dádiva maior da Vida. E merecem ser honrados como tal” (Sofia Galvão).

2 – Os Irmãos são um valor a preservar, a desenvolver e a animar. (S.C.M.L.)

É muito positivo verificarmos os valores que a página da Santa Casa da Misericórdia de Leiria apresenta nesta área dos irmãos e em que é bom refletir. Diria que nada há a acrescentar. Há que valorizar e pôr em ação todos esses valores, com toda a criatividade e dinamismo que nos for possível. A partilha, a pesca à linha e a proximidade constante são de incentivar.

Saliento um pequeno texto, retirado do muito que a Santa Casa da Misericórdia de Leiria apresenta no seu programa, o que significa que este caminho é preocupação permanente da Santa Casa:

“Ser Irmão é uma dignidade, um serviço e uma forma de fazer a partilha na corresponsabilidade. Ser irmão é ser da mesma família, é o compromisso de colaborar na Santa Casa para que em todos os sectores haja qualidade familiar. O grande objetivo é fazer família em todos os espaços da vida”.

3 – Desafios

“Acolher, dialogar, apoiar, humanizar, valorizar”. (Site da Misericórdia de Leiria) 

Receberemos sempre de acordo com a nossa generosidade no dar do que somos e do que temos. A generosidade levar-nos-á sempre a colher os frutos que semearmos, numa troca fecunda da vida que vivemos. Quanto mais partilharmos, mais ricos seremos, não de coisas materiais, mas da felicidade, na qualidade dos afetos e na tranquilidade interior. Na medida em que olharmos a vida numa luta constante e periódica promoveremos a cultura do fazer caminho sem medo e com a capacidade de, sem a curiosidade de ver o resultado final, caminharmos sempre em ajuda mútua, no humanismo e na interioridade.

Tantas realidades positivas e com qualidade na nossa Misericórdia. Mas os irmãos devem ajudar neste caminhar. O discernimento acontece com a ajuda de todos.

Neste tempo de pandemia o nosso Papa Francisco lançou ao mundo, também a nós, umas palavras muito positivas e de grande atualidade:

“Nestes meses, em que o mundo inteiro foi dominado por um vírus que trouxe dor e morte, desconforto e perplexidade, pudemos ver tantas mãos estendidas! A mão estendida do médico que se preocupa com cada paciente, procurando encontrar o remédio certo. A mão estendida da enfermeira e do enfermeiro que permanece, muito para além dos seus horários de trabalho, a cuidar dos doentes. A mão estendida de quem trabalha na administração e providencia os meios para salvar o maior número possível de vidas. A mão estendida do farmacêutico exposto a inúmeros pedidos num arriscado contacto com as pessoas. A mão estendida do sacerdote que, com o coração partido, continua a abençoar. A mão estendida do voluntário que socorre quem mora na rua e a quantos, embora possuindo um teto, não têm nada para comer. A mão estendida de homens e mulheres que trabalham para prestar serviços essenciais e segurança. Todas estas mãos desafiaram o contágio e o medo, a fim de dar apoio e consolação” (Papa Francisco).

É este espírito de irmãos que a Santa Casa da Misericórdia procura levar a todos. Estamos de parabéns pelo esforço que se faz e pelo caminho que se tem percorrido. Vamos continuar a caminhar, atualizando o serviço que prestamos e recriando mais proximidade pedagógica. Que esta dolorosa pandemia não nos tire o entusiasmo nem nos meta medo. Mas que exija de todos nós a prudência e as normas profiláticas.

A pandemia veio pôr-nos à prova… e continua. O bom irmão está atento a todos e a tudo o que os envolve. Não dramatiza mas previne, analisa e toma as decisões sanitárias e preventivas. Olha para os outros, como potencial humano a desenvolver. Por isso esperamos engrossar o seu número e qualidade.

Também o voluntariado no HDMA, que estamos a iniciar, ajudará a criar este espírito de família nos Irmãos e em todos os utentes. 

Termino com uma frase do nosso cardeal Tolentino Mendonça: “Há tantas pessoas que passam pela nossa vida… É importante que na hospitalidade, no serviço e no dom sintam que não foi em vão que passaram por nós.” 

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