Formar para a intervenção social

Ainda na senda das escolas católicas, o jornal Presente Leiria-Fátima visita nesta edição (19.09.2013) a Escola de Formação Social Rural de Leiria.

Especialmente vocacionada para o ensino secundário, a Escola de Formação Social Rural de Leiria inicia este novo ano letivo com 69 alunos no curso Tecnológico de Educação Social. Contra todas as expectativas da escola, ainda não será este ano que se iniciará o curso profissional de Artes do Espetáculo.

“O ministério da Educação e Ciência, para surpresa de todos os agentes educativos envolvidos, não o contemplou na rede escolar de ofertas formativas nacionais”, explica Artur Costa, diretor pedagógico. “Mas não vamos desistir! Para o próximo ano letivo, voltaremos a solicitar autorização para a abertura desse curso”, diz, apontando que este ano até já havia algumas inscrições para a sua frequência.

Com uma população escolar relativamente reduzida, com apenas uma turma em cada ano do ensino secundário, a escola assume ser, com a sua congénere de Lamego, “única no País”. Num ambiente de “verdadeira família”, o acompanhamento “é muito mais próximo e as relações interpessoais fortificam-se ao longo dos três anos do curso, alicerçadas nos valores cristãos consignados no Projeto Educativo”, diz Artur Costa.

Oriundos essencialmente dos concelhos de Leiria, Ourém, Marinha Grande e Nazaré, os alunos procuram um curso profissionalizante onde se privilegia “sobretudo a componente prática, com recurso, entre outros, a estágios de iniciação à vida ativa em instituições de valências diferentes”.

Tem sido sempre a principal preocupação da Escola de Formação Social Rural “formar profissionais capazes de intervirem junto de comunidades e grupos socialmente mais desfavorecidos, em particular, nos meios rurais”. A este propósito, Artur Costa recorda que esta tem sido “durante décadas, uma oferta formativa pioneira e única no nosso país”. “A escola colocou no mercado de trabalho centenas de diplomadas que tiveram relevância no apoio às populações um pouco por todo o País, incluindo as ilhas”, diz.

Com autonomia pedagógica “por tempo indeterminado”, a escola celebrou contratos de associação com o Ministério da Educação.

A escola pratica como único critério de admissão a conclusão do 9.º ano de escolaridade ou formação equivalente.

 

Tradição na formação de educadores sociais

Na página online da Escola de Formação Social Rural de Leiria percebe-se que a instituição tem caráter particular e corporativo. Nasceu em 1956, como resposta à necessidade sentida na época de formar “profissionais habilitadas para, no meio rural, desenvolverem ações de promoção da mulher, de modo a garantirem a melhoria das condições de vida, da maternidade e da vida doméstica através de diversos meios e estratégias: ensinando noções básicas de higiene, enfermagem, culinária, puericultura, gestão e economia domésticas, criando e animando centros de atividades de tempos livres, promovendo a formação de jovens”.

A escola respondeu, assim, ao apelo da FAO, que estava preocupada com o nível de desenvolvimento do meio rural português. “A determinação e empenho de monsenhor José Galamba de Oliveira fizeram com que se criasse o curso de Agentes de Educação Familiar Rural, cujo enquadramento jurídico se obteve através de decreto governamental publicado em 12 de julho de 1956”.

Em 1962, o Ministério da Educação concede o alvará e, em novembro desse ano, é criado o Curso de Educador Social, a funcionar nesta Escola e na sua congénere de Lamego, com um plano de estudos e cargas horárias próprios, mantido durante quinze anos.

Mais tarde, em 1989 e em 2004, o plano de estudos do curso sofreu alterações ditadas pela organização geral da reestruturação curricular do ensino secundário. Em 2005, a escola cria o Curso Tecnológico de Educação Social. Para além das disciplinas e respetivas cargas horárias, o curso previa a realização de estágios de uma semana, três semanas e cerca de três meses, respetivamente, nos 10.º, 11.º e 12.º anos. Como qualquer curso tecnológico, este também se encontra abrangido pela legislação em termos de avaliação, certificação e conclusão do nível secundário de educação.

Em 2009, o Curso Tecnológico de Educação Social sofre nova reestruturação. Hoje, contempla estágios de duas semanas no 11.º ano e de 240 horas no 12.º ano.

Após a conclusão deste curso, alguns alunos enveredam pelo ensino superior, nomeadamente, nas áreas de Serviço Social, Educação Social, Psicologia e Sociologia.

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