Festa de Nossa Senhora das Candeias no Covão do Coelho

Neste dia é tradição comer fritos, pois simboliza o dia da luz e o azeite a iluminar, porque antigamente as velas eram feitas com azeite.
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Nossa Senhora das Candeias é conhecida por muitos nomes como Nossa Senhora da Luz ou Nossa Senhora da Purificação.

Esta devoção começou a ser especialmente venerada em Portugal no século XV, quando se descobriu uma imagem da Mãe de Deus entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, em Lisboa.

Uma das crenças populares, relacionada com o estado do tempo é: “se a Nossa Senhora das Candeias estiver a rir, está o Inverno para vir, se estiver a chorar, está o Inverno a passar”. Ou seja, se o tempo estiver de sol no dia da Senhora das Candeias, o inverno está a chegar, mas se chover nesse dia, o inverno está a acabar.

No Covão do Coelho, paróquia de Minde

Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce era uma das frases preferidas padre Albino. A sua homenagem foi feita em 26-9-2015 quando o nicho foi inaugurado.

O padre Albino, que foi aqui sacerdote, e entretanto faleceu, queria fazer um nicho na aldeia. Então, para realizar esse sonho, juntamente com as pessoas que têm 30 anos, com início nos nascidos em 1976, começaram por angariar fundos para este projeto.

Nessa altura foram realizados vários eventos e com a ajuda do povo surgiram inúmeras ofertas, desde o terreno, mão-de-obra, pedra e imagem da Nossa Senhora.

Assim, geralmente no dia 2 de fevereiro há a celebração da missa à noite, na qual se faz a bênção das grávidas e dos bebés de colo, seguida de procissão das velas, onde o andor sai da igreja e vai pelas ruas enfeitadas com colchas e velas até ao nicho em honra da Nossa Senhora das Candeias. A imagem é depositada e ali fica, junto à estrada nacional, durante o ano inteiro, a iluminar a nossa povoação. No final da procissão, a comissão de festas organiza um beberete para a população e oferecem filhoses, bolo, café, chá… e as pessoas geralmente dão a sua contribuição.

Neste dia é tradição comer fritos, pois simboliza o dia da luz e o azeite a iluminar, porque antigamente as velas eram feitas com azeite.

Também se conta um episódio relacionado com este facto, aqui na nossa aldeia, que nos mostra como já vem de longe no tempo esta devoção: antigamente havia muito olival nesta serra e vários proprietários tinham ranchos de azeitoneiros por sua conta até finais de janeiro a apanhar azeitona. Num ano em que houve muita azeitona, a apanha durou até ao dia dois de fevereiro e o rancho de rapazes e raparigas vinha do olival todo contente pelo trabalho acabado, que dançavam e cantavam pelo caminho, entrando assim na povoação, cheios de alegria. Chegavam a casa do patrão e tinham à sua espera filhoses acabadas de fazer pela patroa que assim agradecia aos trabalhadores o fim do serviço. Daí em diante sempre se manteve o costume de fazer filhoses ou outro frito neste dia em agradecimento à Senhora das Candeias.

Nossa Senhora das Candeias chama-se assim, porque Maria foi ao templo e apresentou Jesus ao profeta Simeão que disse que aquele Menino seria a luz do mundo.

Também este ano o frio de inverno não foi impedimento para uma bonita celebração vivida com fé, alegria e união, que terminou num convívio fraterno e muito salutar.

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