Faleceu o cónego Américo Ferreira (1933-2023)

Nascido em Vermoil, a 25.01.1933, filho de Manuel Ferreira e de Joaquina da Mota, Américo Ferreira entrou para o Seminário de Leiria, em 1945, tendo concluído o curso de teologia, em 1956.

O Cónego Américo Ferreira, sacerdote desta diocese de Leiria-Fátima, faleceu, hoje, dia 17 de janeiro, aos 89 anos de idade, no Hospital da Universidade de Coimbra, onde fora internado na passada semana. A celebração exequial será na quinta-feira, dia 19, às 11h30, na sé de Leiria, presidida pelo bispo D. José Ornelas. O corpo seguirá depois para a igreja de Vermoil, onde haverá missa, às 15 horas, seguindo-se o enterramento no cemitério local. O velório terá lugar na igreja do Seminário de Leiria, onde o corpo estará em câmara ardente, amanhã, quarta-feira, a partir das 18 horas.

Nascido em Vermoil, a 25.01.1933, filho de Manuel Ferreira e de Joaquina da Mota, Américo Ferreira entrou para o Seminário de Leiria, em 1945, tendo concluído o curso de teologia, em 1956. Foi ordenado presbítero na catedral de Leiria, por D. João Pereira Venâncio, a 12.08.1956. No mesmo ano, recebeu a nomeação de coadjutor da paróquia da Freixianda. Em 1957, foi nomeado pároco do Alqueidão da Serra, missão que terminou, em 1971, quando lhe foram confiados os serviços de capelão militar em Leiria e de professor de religião e moral católica, no Colégio da Cruz da Areia. Em 1973, passou a integrar a equipa formadora do Seminário de Leiria, como prefeito e professor. De 1979 a 1982, frequentou a Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), onde concluiu o doutoramento em teologia, com a tese “A Eclesiologia de Francisco Carreira”.

Em 1984, foi nomeado reitor do Seminário de Leiria, função que desempenhou até 1996. Neste ano, aceitou a nomeação de chanceler da Câmara Eclesiástica, cargo em que se manteve até final de 2015, quando passou à condição de emérito. Em 1988, fora nomeado cónego da catedral de Leiria, integrando o respetivo cabido.

No seu longo percurso de dedicação ao serviço à Igreja, na Diocese de Leiria-Fátima, além dos cargos mencionados, colaborou ainda em múltiplas tarefas: lecionação da disciplina de religião e moral na Escola de Porto de Mós e de inglês, português e teologia, no Seminário de Leiria, capelão nas paróquias de Pombal, Vermoil e Meirinhas, juiz do Tribunal Eclesiástico, membro do Conselho Presbiteral e do Conselho Pastoral Diocesano, diretor da revista “Leiria-Fátima – órgão oficial da Diocese”, membro das Comissões do Inventário Artístico, do Museu da Diocese de Leiria-Fátima e de Arte e Património Cultural.

Aliás, o seu pessoal interesse pelo património cultural, a que se aliou a tarefa confiada pelo bispo nessa área, fez com que se dedicasse, desde 1975, a organizar o acervo museológico do Seminário de Leiria e de outras proveniências da Diocese, recolhendo, classificando, conservando e catalogando múltiplas peças de arte sacra, azulejaria, pré-história e romanização. Desse trabalho resultaria a publicação do livro “Alma e Imagem: museu da Diocese de Leiria-Fátima”, em 2006, sobre o espólio patrimonial albergado no Seminário de Leiria. Mais tarde, em 2010, publicaria a obra “Vermoil – retalhos da sua história”, que reúne memórias, documentos e vestígios históricos, tradições e elementos da cultura da sua terra natal.

A qualidade do seu serviço e a sua obra mereceram-lhe várias distinções: um louvor do Comandante da Região Militar de Tomar militar, a medalha de ouro de Honra da Junta de Freguesia de Vermoil, o galardão e a medalha de prata do Município de Leiria, a medalha de prata e de ouro de mérito municipal de Pombal.

O cónego Américo Ferreira foi um homem de trato muito cordial e de boa disposição, a quem agradava cultivar a amizade, a convivialidade e os laços familiares. Por onde passou, deixou marcas inesquecíveis da sua relação, sensibilidade, entrega e qualidade do seu serviço, das suas palavras e da sua ação. A Igreja de Leiria-Fátima encontrou nele um generoso e dedicado ministro sagrado, polifacetado, com uma marca cultural indelével quer na escrita quer nas intervenções no património cultural diocesano.

Ao dar a notícia da sua morte, a Diocese de Leiria-Fátima reconhece e dá graças a Deus pelo dom da sua vida e ministério sacerdotal, apresenta sentidas condolências à família e a quantos sofrem com a sua inesperada partida deste mundo. Agradece também à Casa do Clero o dedicado e competente serviço no acompanhamento e cuidados com que ajudaram o cónego Américo, nesta última fase da sua vida, durante o tempo em que residiu naquela instituição.

Não podemos ainda deixar de implorar de Deus o dom de novas vocações para o serviço pastoral e missionário do povo de Deus.

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