Escuteiros do 480 Troviscal na Quinta do Escuteiro

O Agrupamento do CNE, 480-Troviscal, da região de Aveiro, encontrou na Quinta do Escuteiro, de 26 a 30 de julho, um lugar fantástico para o seu acampamento de Agrupamento –o ACATRO 2023!
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Por trilhos da Batalha: em busca do tesouro roubado!

Com este lema e com o imaginário da Batalha de Aljubarrota, o Agrupamento do CNE, 480-Troviscal, da região de Aveiro, encontrou na Quinta do Escuteiro, de 26 a 30 de julho, um lugar fantástico para o seu acampamento de Agrupamento – o ACATRO 2023!

No primeiro dia, faz-se a montagem de campo. No nosso imaginário, as tropas do Mestre de Avis, D. João I, ocupam uma fortíssima posição no terreno e daí a necessidade de criar uma construção suficientemente forte para suportar os cinco dias de campo e o assalto dos castelhanos.

São 19 horas e D. João I faz o discurso de abertura de campo e agradece o trabalho de todos, bem como esta determinação que se sente na robusta defensiva criada para enfrentar os castelhanos. Na realidade, temos um grupo de escuteiros espanhóis mesmo à nossa frente: bem divertidos, apesar de muito barulhentos.

No segundo dia, procede-se ao reconhecimento do local: conhecer de perto as tropas castelhanas e a sua posição. Faz-se o jogo de cidade na Batalha; descobre-se na Quinta do Escuteiro a Torre de onde se pode observar o inimigo; visita-se a capela com a imagem da Nossa Senhora de Fátima / S. Jorge onde as tropas podem orar e pedir o apoio divino.

Ao terceiro dia, é absolutamente necessário criar os batalhões com os seus comandantes e desenvolver as suas capacidades na arte da guerra a cavalo e apeada. É um dia intenso com a elaboração das espadas, dos escudos e dos elmos; depois da refeição, a pescaria real, uma panóplia de obstáculos para enfrentar, estratégias de combate com a espada, com o arco e com a lança. Os mais novos, sobretudo, a Ala dos Namorados, os nossos ”lobitos”, revelaram muitas capacidades, criando muita confiança nos seus comandantes.

No quarto dia, partimos bem cedo, pois os batalhões têm que se deslocar para um local afastado para treinar técnicas de grande dificuldade, o “Arborismo”. Um circuito a 2m de altura e outro a 7m de altura constituem um desafio extremo: as pernas tremem, as lágrimas chegam ao rosto, o desespero instala-se teimosamente, mas a coragem vence! É com profunda alegria que D. Nuno Alves Pereira, responsável pelo exército português, vê os seus homens chegarem ao fim dos circuitos.

Chega finalmente a tão esperada e temida altura de enfrentar os castelhanos. Em poucas horas, no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, o exército de D. João I, aplicando a tática do quadrado e das armadilhas criadas, desbarata o exército castelhano!

Finalmente a noite! Há festa em campo com o Fogo de Conselho, aberto pelo aclamado Rei D. João I! São então retratadas várias peripécias, contadas lendas, proclamam-se gritos de vitória e os franceses, aliados dos castelhanos, feitos prisioneiros na batalha, são os convidados da festa. 

Ao quinto dia, toda a tropa portuguesa vai agradecer esta vitória, na Eucaristia dominical, no Mosteiro da Batalha. É com grande alegria que encontramos muitos jovens e adultos participantes na ”JMJ” neste momento de oração, e temos o prazer de ter sido feito o convite a um jovem do nosso exército para fazer a Segunda Leitura. Tudo corre em perfeita harmonia – um coração puro, uma alma limpa. De regresso ao campo, é hora de retemperar forças com as febras à Brites de Almeida. E em seguida, levantar o acampamento, carregar as carroças e regressar a suas casas. Os fortes abraços, os rostos brilhantes do dever cumprido! As fortes amizades, então criadas, ficarão para sempre nestes momentos, eternizados nas fortes emoções – ficarão para sempre no coração!

Acreditem: o nosso Escutismo será muito mais rico com esta vivência em campo, com a experiência humana vivida no concreto, com a mística entranhada na tenda de Patrulha, no espírito de equipa. 

O Escutismo será mais rico com a montagem da tenda, com a ginástica matinal, com o arroz em papas e com o ensinamento do irmão mais velho, “à volta da fogueira”. 

O jovem vence barreiras quando se relaciona com a natureza, sai de si mesmo para viver em comunhão com Deus, com os outros e com o campo!

Um agradecimento a todos os dirigentes e caminheiros pelo acolhimento e simpatia com que nos receberam! Uma grande canhota amiga e um Até breve!

Sempre Alerta Para Servir.

O chefe de Campo, Henrique Manuel O. Carriço

Testemunho de Luísa Silva – Lobita “Sossegadinha” – 8 anos: Este ano, o nosso ACATRO foi na Quinta do Escuteiro perto da Batalha. Vivi uns dias de aventura em Agrupamento onde encontrei escuteiros de outros países. É um sítio muito bom onde existe uma capela muito bonita com luzes coloridas à noite. Também tem uma casa na árvore onde podemos tentar observar os pássaros. Não os conseguimos ver pois os Lobitos fizeram demasiado barulho e eles fugiram. Os nossos chefes prepararam jogos com água onde nos molhámos e também nos divertimos. Gostei das histórias dos Castelhanos e da padeira e também de me vestir de Escudeira com o escudo que pintámos. Dormi muito bem na tenda e adorei ouvir os pássaros a cantar de manhã ao acordar. Não gostei dos chuveiros pois a água era gelada. O espaço do Fogo de Concelho era acolhedor e o que eu mais gostei foi de ouvir as piadas que fizeram rir toda a gente e de estar com os escuteiros franceses.  Gostei de estar na Quinta do Escuteiro e gostaria de lá voltar.

Testemunho de Tomás Aires – Explorador: Eu gostei muito da Quinta do Escuteiro porque é muito bonito, tínhamos um grande espaço para fazer jogos, também tínhamos uma arena para o fogo de conselho. Gostei muito e espero um dia lá voltar. 

Testemunho de Gabriel Pinhal – Pioneiro:  É um campo excelente, com várias áreas para acampar. O local onde montámos campo era fantástico: plano na sua maioria, bastante sombra, solo de boa qualidade para erguer tendas, estava próximo das casas de banho, da cozinha e das grelhas; todos estes, espaços por nós frequentados e que considero terem muito boas condições. Tínhamos também à nossa disposição, e mesmo ao nosso lado, madeira de qualidade de livre uso para as nossas construções. Os restantes momentos da atividade foram passados fora de campo, em diversas atividades, tais como arborismo, visita ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, visita ao Mosteiro da Batalha e a realização do jogo de cidade, proporcionado pela Quinta do Escuteiro. As restantes infraestruturas do campo também eram muito boas, como a capela, a torre, a arena e os chuveiros. No geral foi uma boa atividade, graças à organização dos nossos chefes, mas com grande influência no local onde a vivemos.

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