Equipas de Nossa Senhora fazem retiro espiritual em tempo de confinamento

No dia 6 de março, o padre Joaquim Ganhão, da diocese de Santarém, conhecedor do Movimento das ENS (por integrá-lo), foi o orador convidado para ajudar os casais a refletir sobre o tema “A caminho da Santidade, os desafios para a Igreja Doméstica”.

Pandemia… Confinamento… Distanciamento… Isolamento… Desafio… Oportunidade… Um RETIRO ESPIRITUAL…

Uma forma de refletir sobre os aspetos menos positivos da época… Um modo de ultrapassar as tendências pessimistas… Uma maneira de redirecionar os nossos pensamentos…

Em ano de pandemia, com vontade de adotar uma nova normalidade, os Setores A, B e C de Leiria das Equipas de Nossa Senhora decidiram dinamizar as atividades programadas, adaptá-las à nova realidade e, por isso, concretizá-las com a distância física, mas sentindo todos os equipistas mais próximos. 

Assim, com o apoio tecnológico das plataformas digitais Zoom e/ou Meet, depois de terem realizado, online, o Encontro de Equipas Mistas e a Via Sacra (em que participaram numerosos casais), os responsáveis dos Setores dispuseram-se a organizar um dia de Retiro Espiritual. 

No dia 6 de março, o padre Joaquim Ganhão, da diocese de Santarém, conhecedor do Movimento das ENS (por integrá-lo), foi o orador convidado para ajudar os casais a refletir sobre o tema “A caminho da Santidade, os desafios para a Igreja Doméstica”. 

Do programa, constaram três momentos: uma primeira palestra de manhã, das 10h00 à 11h00, seguida de três questões de reflexão individual e/ou em casal; de tarde, nova palestra entre as 15h00 e as 16h00 sobre os seis Pontos Concretos de Esforço (PCE), do método preconizado pelo fundador Pe. Caffarel (Escuta da Palavra de Deus, Meditação, Oração Conjugal/Familiar, Dever de Sentar, Regra de Vida, Retiro Espiritual), a que se seguiu um exercício prático de Dever de Sentar em casal; às 18h, o Retiro Espiritual culminou com a Eucaristia presidida pelo Pe. Ganhão (transmitida a partir do Seminário de Leiria), durante a qual os casais participantes puderam partilhar alguma experiência do dia. 

O padre Ganhão iniciou o retiro, recordando o sonho do padre Caffarel, assente no desejo de sentir as famílias cristãs (que receberam a graça do batismo) como lugar de seguimento de Jesus. De facto, Cristo é o estímulo para viver todas as circunstâncias da vida e enfrentar as dificuldades do dia a dia. A consciência da sua companhia é o “abastecimento” para o caminho. Considera-se que o caminho da Santidade é uma necessidade do ser humano, uma exigência da vocação e da missão do ser, constrói-se de singelos momentos da vida (não de coisas espetaculares) e descobre-se na sabedoria do Evangelho. Pretende-se assumir a vida familiar como celebração dessa missão, todos os dias, por estar em construção ao longo da vida, pois “a vida de cristão não pode ser apenas uma veste, mas ser a própria pele”. Nesse sentido, o Pe Ganhão desafiou-nos a rever o nosso percurso de casal, desde o dia da celebração do Sacramento do nosso matrimónio, concretizado a dois (e a três, com Jesus), a dele ter consciência e a dar graças pelas bênçãos recebidas, pela esperança facilitada e reforçada pela presença de Deus. Estimulou-nos a ver no outro (no nosso cônjuge) a beleza divina, a olhar para descobrir nele a imagem e semelhança de Deus, e confirmar, sobretudo pela sua beleza interior “que bela imagem de Deus, tenho diante de mim / comigo!” 

Acrescentou que para o cristão, a oração é a fonte do seu estado, a sua energia, necessária à renovação da sua vitalidade. Nessa linha, os seis Pontos Concretos de Esforço são dons do Movimento das ENS aos casais que procuram aquilo de que necessitam. Correspondem a atitudes interiores, imprescindíveis para se entrar no estilo de vida do Mestre (na sua “disciplina”), para ser seu discípulo. O empenho nos PCE transforma o casal, desenvolve a sua vida espiritual e conjugal a partir de dentro, aproxima mais os dois de Deus, um do outro, dos filhos, da família…

Os PCE podem ser vistos como um apelo exigente aos casais cristãos, mas esse esforço de discernimento revitaliza a pessoa e o casal nesse modo de ser e de estar. O encontro com o Senhor (na interiorização e meditação da palavra de Deus) é o ponto de partida e de seguimento do caminho transformador, é a luz que enforma e estrutura a nossa vida, que nos abre ao outro e nos faz repousar em Deus. “Família que reza unida, permanece unida”; essa cumplicidade na Eucaristia é a ponte para a “Igreja Doméstica”. A unidade espiritual torna-se a chave do tesouro do Matrimónio e da Família. 

Do mesmo modo, o Dever de Sentar, realizado na presença do Senhor, surge como o segredo da fidelidade na família, pois assenta no diálogo conjugal e concretiza a edificação do casal. Para isso, a dois, devem encontrar um tempo mensal para parar, criar uma atmosfera ideal para a escuta e a entrega, dispor-se interiormente para estar sob o olhar de Deus, voltar à raiz do seu Amor, para perdoar e novamente “acertar o passo”, com verdade, sinceridade e profundidade. O Dever de Sentar tem a habilidade de nos permitir fazer um balanço do passado, analisar o presente, fazer planos para o futuro e tomar decisões refletidas. 

A Regra de Vida, que o casal se impõe voluntariamente, é um acordo comum estabelecido pelos dois, com a alegria genuína de quem caminha à procura da vontade de Deus. É um convite ao aperfeiçoamento pessoal, conjugal e familiar. Então, por que não desafiar-se a escrevê-la, para a poder ler e não correr o risco de distraidamente a esquecer ou desistir dela.

O Retiro, o sexto PCE, refresca-nos o coração e projeta-nos, pois leva-nos a rever-nos por dentro. E tivemos, neste retiro, a possibilidade de cada um se redescobrir como pessoa, como cristão e como casal, indo ao encontro da palavra de Deus, estando à escuta do que Ele tem para nós e respondendo intimamente ao seu apelo. 

É verdadeiramente um privilégio pertencer ao Movimento das ENS, conhecer os instrumentos de edificação do casal que são os PCE, ter a possibilidade de fazer uma pausa, de nos retirarmos das nossas rotinas, para reflertimos, meditarmos, fortalecermos e reafirmarmos o sentido das nossas vidas conjugais e familiares, na missão da Igreja Doméstica que decidimos assumir nas nossas Famílias. 

Agradecemos ao padre Joaquim Ganhão pela perspetiva renovada que nos deu do caminho da Santidade, que está ao nosso alcance, e da visão divina e feliz que Deus tem para nós. Não esqueçamos que só não é santificado quem não é permeável a Cristo e que, para a missão do Ser, todos são/somos convidados. Das múltiplas riquezas recebidas durante o Retiro, destacamos ainda a capacidade comunicativa do orador, cujo tom de voz, aliado aos exemplos práticos da vida, prenderam os casais à mensagem transmitida. 

Enviado por
Madalena e Artur (Casal responsável do Setor A)
Judite e Carlos (Casal responsável do Setor B)
Catarina e Márcio (Casal responsável do Setor C)

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