Diocese em Peregrinação: Maria a conduzir-nos para Jesus

Cerca de 30 mil pessoas, 75 paróquias, 9 vigararias, 150 crianças numa atividade específica, 110 jovens em grupo organizado pelo SDPJ, 1700 escuteiros do CNE de Leiria. São estes alguns dos números aproximados da 85.ª Peregrinação Diocesana a Fátima, no passado dia 13 de março.

 

Este é o dia em que mais se respira Diocese de Leiria-Fátima no Santuário erguido para celebrar as Aparições de Nossa Senhora neste seu território. É assim há 85 anos, nas últimas décadas sempre ao 5.º Domingo da Quaresma. De todas as paróquias, os diocesanos rumam aos milhares até à Cova da Iria, muitos deles fazendo o percurso a pé desde a véspera.

No passado dia 13 de março, cumpriu-se, mais do que uma tradição, um momento que é especialmente importante no programa pastoral diocesano de cada ano. Neste caso, o primeiro do biénio dedicado a Nossa Senhora e também o Ano Santo da Misericórdia promulgado pelo Papa Francisco, o tema “A caminho com Maria, mãe de ternura e de misericórdia” foi o mote para a caminhada, a oração, a reflexão e a celebração litúrgica e cultural.

Além deste resumo, poderá ver vários outros momentos, mensagens e testemunhos na edição impressa do jornal Presente Leiria-Fátima.

 

2016-03-15 peregrina1Via Matris

Em contexto Quaresmal, a Diocese prepara-se com algum cuidado para esta peregrinação, sobretudo pela celebração antecipada do sacramento da Reconciliação nas comunidades. Muitas organizam, depois, grupos a pé ou de autocarro, para um percurso comunitário. Mas são cada vez mais os que optam pela viagem em veículo particular. À chegada a Fátima, por estes diversos meios, convidam-se os fiéis a entrarem no recinto em grandes grupos, a partir dos quatro pontos cardeais. Essa é a caminhada que representa a união das comunidades num mesmo sentido, tendo como ponto de encontro a Capelinha das Aparições, onde o Bispo diocesano a todos acolhe e com todos saúda a Mãe do Céu.

Enquanto caminham, os peregrinos começam a celebrar o tema proposto para a jornada. Este ano, optou-se pela Via Matris, uma espécie de Via-Sacra de Nossa Senhora, em sete estações, com o convite a reflectir sobre os vários episódios bíblicos que nos apresentam a sua participação na História da Salvação operada por Cristo.

No mesmo sentido de uma Mãe que quer conduzir-nos ao seu Filho, a oração do Rosário na Capelinha é uma espécie de “aperitivo” para o “prato principal”, a celebração eucarística.

 

2016-03-15 peregrina2Apelos de misericórdia

Segundo números dos serviços do Santuário, cerca de 35 mil pessoas participaram na Missa, sendo a esmagadora maioria diocesanos de Leiria-Fátima. Foi para eles a principal saudação de D. António Marto, a começar pelos “pequenitos” que estavam em grande número, incluindo o grupos de cerca de 150 que estiveram em atividade específica nessa manhã. Também os muitos jovens, entre os quais uma centena que fizeram vigília na Sé e dali partiram a pé na noite anterior. E ainda os cerca de 1700 escuteiros, que nesta peregrinação testaram “novos caminhos” para quem desejar fazer o percurso com segurança e em espírito de fé.

Na sua homilia, o Bispo diocesano quis também saudar, em nome de todos os presentes, o Papa Francisco, que neste dia celebrava o 3.º aniversário da sua eleição, por “três anos fascinantes e cheios da alegria do Evangelho e de dinamismo de renovação para a Igreja e o mundo”. Uma salva de palmas acompanhou a saudação e o convite: “aqui o esperamos em 2017!”.

A propósito do Evangelho deste domingo, o episódio da mulher adúltera, D. António Marto sublinhou que Jesus não condena, mas “se inclina sobre a fragilidade humana” e “cria um tempo de silêncio embaraçante como quem convida todos a entrar em si e a interrogar a sua própria consciência”. Por fim, o perdão que muda a vida e revela “a grandeza e a beleza inenarráveis e indizíveis da ternura e da misericórdia do Senhor”. É esse “Deus maior que o nosso coração” o único que “perdoa, cura as feridas, resgata, enche de graça e ternura, cumula de dons, rejuvenesce, defende com justiça os oprimidos, arranca ao poder do pecado e da morte, abre caminhos de uma vida nova e de um futuro novo”. O único que “nunca nos fecha o seu coração” e “nunca desiste de cada um de nós”, bastando que nos abramos “ao seu perdão no sacramento da reconciliação”.

2016-03-15 peregrina3Atualizando esta mensagem, o Bispo lembrou que “quando a comunidade cristã acolhe as pessoas com delicadeza, as escuta com atenção, as ama como são, quando cura, reconcilia, anima e encoraja a viver a vida boa do Evangelho, torna-se no que ela tem de mais luminoso: uma comunhão de amor, de compaixão, de consolação e perdão, o reflexo da misericórdia divina, um oásis de misericórdia no deserto da cultura da indiferença e da aridez dos corações”.

Um exemplo concreto é o apelo do Papa Francisco: “Todos os cristãos e homens de boa vontade estão chamados hoje não só a comprometer-se pela abolição da pena de morte, mas também a melhorar as condições carcerárias, no respeito pela dignidade humana das pessoas privadas da liberdade”. D. António conclui: “Eis uma bela atualização da obra de misericórdia «visitar os presos»”! E termina com o voto de que “Nossa Senhora, Mãe de Ternura e de Misericórdia, Refúgio dos pecadores, nos acolha e proteja sob o seu manto maternal e nos ajude a fazer da nossa vida um lugar de acolhimento e um canto à misericórdia divina que faz maravilhas”.

 

Jornada grande

Um momento especial da Missa, após a bênção dos doentes e a adoração ao Santíssimo Sacramento, foi o envio missionário de Joaquim Santos, jornalista do PRESENTE, que irá fazer uma temporada de verão na Missão do Gungo, em Angola, animada há mais de uma década pelo grupo diocesano Ondjoyetu.

Outro foi o lançamento pelos escuteiros de um terço gigante, feito com balões, levando pelos céus o símbolo da devoção do povo e da “alma” desta peregrinação.

Para a grande maioria, o programa termina aqui. Mas as propostas continuam pela tarde, a começar pelo almoço que deveria ser de encontro e partilha entre os fiéis das 75 paróquias e 9 vigararias desta Igreja particular. Depois, algumas ofertas culturais ajudam a explorar outras dimensões da temática desta “jornada grande”. Este ano, as opções eram a visita guiada à exposição temporária do Santuário, um documentário sobre as Aparições do Anjo ou uma encenação sobre a vida de Maria de Nazaré.

Talvez meio milhar de pessoas tenha persistido até ao momento final, de novo na Capelinha das Aparições, já perto das 17h00. O “acto de entrega à Virgem Maria” foi feito em coro pela multidão, a quem o Bispo diocesano deixou um último convite: “vamos levar a ternura e a misericórdia de Deus para as nossas casas e para o mundo que tanto delas precisa”.

 

Algumas imagens destes momentos:


O grupo que partiu da igreja paroquial dos Marrazes pelas 03h30 é apenas um exemplo dos muitos que, de toda a Diocese, optaram por fazer o caminho a pé. À chegada dos 25 quilómetros percorridos, foram acender as suas velas a Nossa Senhora. (Foto: DR)

 


Cerca de 150 crianças participaram numa atividade específica para os 4.º, 5.º e 6.º anos da catequese, logo pela manhã de domingo, organizada pelo Movimento da Mensagem de Fátima. A proposta foi inovadora e visou “levar as crianças ao conhecimento da Mensagem de Fátima, na perspetiva do amor e da misericórdia que marca este ano”. Um dos “visitantes” foi o Bispo D. António Marto”.

 


Cerca de um milhar de pessoas assistiram à encenação “Maria”, apresentada pelos alunos do Colégio de São Miguel, escola católica da Diocese de Leiria-Fátima. Música e representação ajudaram a acompanhar os passos da vida terrena da Mãe de Jesus, “exemplo que ajuda a perceber que cada instante da nossa vida, cada gesto, cada ação, por mais pequeno que seja, é sempre importante para Deus”.

 


Apenas duas dezenas de pessoas foram cativadas pela proposta do filme “Santíssima Trindade, adoro-Vos profundamente”, um documentário sobre as aparições do Anjo, cujo centenário se celebra neste ano de 2016.

 


Cerca de meia centena de peregrinos aproveitaram a oportunidade para uma visita guiada à exposição temporária “Terra e Céu. Peregrinos e santos de Fátima”. Sónia Vazão conduziu-os pela interpretação desta mostra evocativa da aparição de Nossa Senhora em setembro de 1917, patente no Convívio de S. Agostinho, na parte inferior da basílica da Santíssima Trindade, até ao próximo mês de outubro.

 


No momento final da peregrinação, cerca de meio milhar de fiéis acompanharam D. António Marto no “Ato de Entrega à Virgem Maria”, seguindo o texto do Papa Francisco.

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