Dia Paroquial do Doente e do Idoso em Leiria

Depois de algum tempo, em que o confinamento provocado pela covid-19, nos impediu de celebrar um conjunto de bons momentos, vamos retomando, paulatinamente, a vida que uma pandemia nos tentou roubar…

No dia 23 de julho, a paróquia de Leiria celebrou o Dia Paroquial do Doente e do Idoso. Depois de algum tempo, em que o confinamento provocado pela covid-19, nos impediu de celebrar um conjunto de bons momentos, vamos retomando, paulatinamente, a vida que uma pandemia nos tentou roubar… e que penalizou, particularmente, aqueles que mais sofrem no corpo e na alma.

Neste dia de sol, pelas 15h30, sob o lema “Dão fruto mesmo na velhice” (SL, 92,15) recebemos na Sé de Leiria cerca de noventa pessoas… algumas doentes, algumas idosas, algumas doentes e idosas, mas todas, nesta tarde, felizes por se encontrarem com Deus na Sua Casa. Sentia-se muita saudade, comoção, alegria, fé… Todos estavam profundamente felizes pela oportunidade de juntos celebrarem o amor de Deus por cada um deles. Sentimos as histórias que se arrumam umas sobre as outras, de anos e anos, um manancial de experiências vividas e sentidas… “já tinha saudades, vinha aqui desde pequena… ainda o chão não era assim…”, “(…) lembro-me de vir com a minha mãe…”

Foram recebidos na Mesa da Palavra e da Eucaristia pelo padre Augusto Gonçalves… também ele já com uma larga experiência de vida, inundada em todos os momentos pela felicidade de servir a Deus e capaz de falar sobre importância da vida de cada um, como o valor maior de uma sociedade. Sublinhou a experiência daqueles que construíram e constroem a história e a gratidão dos que beneficiam dela, juntos pelo poder do que nos une em cada tempo, em cada espaço… a oração… sabendo que “Orar é caminhar com Jesus para o Pai que nos dará tudo” (Papa Francisco).

Dia Paroquial do Doente e do Idoso em Leiria 2022

Nesta celebração, Lucas 11, 1-13 lembrou-nos que Jesus deu vários ensinamentos aos discípulos sobre a oração: ensinou-lhes o “Pai-Nosso”, que é o modelo de toda a oração; convidou-os a implorar de Deus, com persistência, o auxílio para as suas necessidades; exortou-os a dirigirem-se ao Pai com toda a confiança.

Também a mensagem da homilia desta celebração sublinhou a importância da oração. Recordou-nos que, a quem já faltam as forças nas pernas, a quem a lentidão tomou conta do corpo e a quem por vezes apetece “desistir”, existe sempre a possibilidade de estar presente na sua vida e na vida dos outros… ser útil ao outro, ao que dele cuida, aos seus e aos de todos,… rezando… sabendo que a oração é o melhor presente que podemos oferecer a Deus, a cada um de nós e aos que nos rodeiam. Assim, sugere o Papa Francisco, “tornemo-nos, também nós, um pouco poetas da oração: adquiramos o gosto de procurar palavras que nos são próprias, voltando a apoderar-nos daquelas que a Palavra de Deus nos ensina (…). A nossa imploração confiante pode fazer muito: é capaz de acompanhar o grito de dor de quem sofre e pode contribuir para mudar os corações. Podemos ser ‘o “grupo coral” permanente dum grande santuário espiritual, onde a oração de súplica e o canto de louvor sustentam a comunidade que trabalha e luta no campo da vida’».

O convite ao Sacramento da Santa Unção ou Unção dos Doentes foi acolhido por muitos, como uma forma de se sentirem mais perto de Deus e poderem receber uma graça especial para enfrentar as dificuldades próprias de uma doença grave ou da velhice.

Vivemos uma celebração em que todos nos sentimos acolhidos, alegres pela partilha… por podermos dar e receber, acolher e ser acolhido, cuidar e ser cuidado porque a vida e história de cada uma daquelas pessoas se cruza com a nossa vida… onde eles estão, estaremos um dia… sendo que já passaram pelo tempo de cada um de nós…

…E porque rezar é também “Pedir o Pão Nosso de cada dia…” e a vida tem mais sabor quando partilhamos a alegria da mesa, o lanche foi também um tempo de “oração”, de alegria, de conversa, e onde foi possível recolher alguns sentires…

“Sinto-me muito agradecida a Deus por estar aqui neste ambiente maravilhoso. O padre Augusto tem muito jeito para nos acompanhar e aquilo que ele nos diz ajuda-nos a sentirmo-nos bem. “

Dizia-nos Fernanda Figueiredo…” uma bênção para quem pode estar… sinto uma grande alegria por todo o carinho e boa disposição com que nos acolheram.”

E quando todos se preparavam para regressar … alguns a suas casas … e outros aos Lares…de todos … onde cada um “constrói” a sua “casa” à sua maneira…alguém dizia:

– “Gostámos muito de vos ter connosco e para o ano cá estaremos à vossa espera!

E alguém respondeu:

– “Se Deus quiser… se ainda for viva e… se me trouxerem.”

Ser idoso/a é estar à mercê de Deus, que sabe bem o que fazer da nossa vida… mas também dos outros… que esperamos que sejam tocados por Deus para que as duas vontades se conjuguem.

Ser idoso/a é ter direito a ser reconhecido, a sentir a nossa gratidão, a poder contar as suas histórias (ainda que repetidas) e realizar as suas vontades, a ouvir ser chamado/a de mãe, de pai, de avó, de avô todos os dias (mesmo que baralhe os nomes de quem os chama) e poder adormecer e acordar agradecendo a Deus pela vida que tem…

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