D. António Marto pediu «resistência» para «não ceder ao medo, desalento, solidão e sofrimento» causados pela pandemia

O bispo de Leiria-Fátima pediu na celebração de Quarta-feira de cinzas a “capacidade de resistência”, para “não ceder ao medo, desalento, solidão e sofrimento” causados pela pandemia.

O bispo de Leiria-Fátima pediu na celebração de Quarta-feira de cinzas a “capacidade de resistência”, para “não ceder ao medo, desalento, solidão e sofrimento” causados pela pandemia.

O cardeal D. António Marto pediu a capacidade de resistir ao “desencanto deste tempo, em que tudo parece frágil e incerto” e indicou a Quaresma como um período “sério mas não triste”.

“A Quaresma assemelha-se a um retiro espiritual, é um convite a fazer uma revisão de vida, meditar no caminho que cada um percorre, perceber os critérios e o sentido que se dá à vida quotidiana”, afirmou o responsável na celebração a que presidiu na Casa Episcopal e transmitida online.

Este é um tempo de 40 dias, que se iniciou com a celebração das Cinzas, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência como preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão (4 de abril, em 2021).

O  cardeal referiu ser tão importante a qualidade de vida como a qualidade da vida espiritual, acrescentando que uma sem a outra “não existem”.

O rito da imposição das cinzas, que marca a celebração da quarta-feira, reconheceu-o como “austero”, mas ilustrador da “verdade da vida humana”.

“Somos um pó frágil, cheio de limites, mortais. As cinzas que exprimem a nossa vulnerabilidade são amadas por Deus. A nossa fragilidade é amada por Deus. E Ele escolhe-a para colaborarmos com ele, com as nossas fragilidades e limites, para o projeto para o mundo”, afirmou.

D. António Marto indicou a semelhança entre “quarentena” e “Quaresma” que o tempo da pandemia fez “entrar no vocabulário comum”, como períodos que “cuidam da saúde”.

Na reflexão, durante a homilia, o responsável referiu-se ainda às virtudes e caminhos para os 40 dias, a fé, a esperança e a caridade, alertando para uma atitude que a sociedade contemporânea cria no ser humano, a “avidez de informação”.

“Corremos o risco de viver numa bolha virtual, este tempo cria em nós a avidez da informação, sem tempo para o silêncio”, denunciou.

O responsável lembrou que a diocese disponibilizou, através do site da diocese, o retiro popular, «À mesa da Palavra e do Pão da Vida», e convidou os diocesanos, “em grupo ou em família”, a “escutar a Palavra de Deus, com mais tempo para a oração”.

D. António Marto recordou que a renúncia quaresmal da diocese, como expressão da caridade, se destina à Caritas diocesana, “devido ao aumento exponencial das famílias que batem à porta à procura das coisas mais elementares da vida”.

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