Crianças, jovens e adultos da Caranguejeira mantêm viva a tradição do Bolinho em Dia de Todos-os-Santos

Em Dia de Todos-Os-Santos, logo pela manhã, as crianças saem em grupo, percorrendo as ruas e lugares pedindo o “Bolinho em louvor de todos os santinhos”.
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A tradição do «Dia do Bolinho» (noutras terras conhecida como o «Dia do Pão por Deus»), continua viva na Caranguejeira, negando a tentativa comercial (e mediática) da introdução do Halloween, uma ‘festa’ que não tem raiz na nossa cultura e tradição portuguesa.

Em Dia de Todos-Os-Santos, logo pela manhã, as crianças saem em grupo, percorrendo as ruas e lugares pedindo o “Bolinho em louvor de todos os santinhos”. Com moedas e guloseimas vão enchendo a saquinha, até ao final da manha, pois da parte da tarde é a vez dos mais velhos, como acontece nos lugares do Vale Sobreiro, Vale da Rosa e Canais.

No vale Sobreiro cerca de três dezenas de jovens percorreram o lugar a partir das 15h00. Os habitantes já estão à sua espera, com a mesa posta, com o tradicional bolinho, licores e abafado. Apesar de este ano não realizarem o habitual bailarico, os fundos angariados são para a associação local. Reina a alegria da partilha do bolinho.

Do outro lado da ribeira, os bolinhos, os frutos secos, o abafado e a água-pé, também são apreciados com a mesma alegria. Dia de Todos-os-Santos no Vale da Rosa é também sinónimo de convívio entre os habitantes da aldeia. Só mesmo os mais velhos podem ficar em casa, mas mesmo assim nem esses perdem o convívio à volta da mesa ou na antiga e tradicional adega, para lembrar tempo antigos. De casa em casa, o saboroso bolinho que cada família confeciona no seu forno a lenha é degustado, e ‘obrigatoriamente’ acompanhado pelo abafado ou água-pé que alguns habitantes ‘teimosamente’ ainda produzem. Aqui, a volta finaliza com o habitual caldo verde confecionado por um dos moradores do lugar.

Nos Canais, o grupo dos jovens organizadores da tradicional Castanhada também se junta após o almoço, para pedir o bolinho. A convocatória foi feita pelas redes sociais, explica Ivo Vieira, o líder do grupo, que espera que os habitantes abram os cordões à bolsa, de forma a conseguirem o suficiente para poderem realizar, já no próximo dia 12, a também tradicional castanhada (magusto), com bailarico e água pé, tudo gratuito. Ao longo do caminho reina grande convívio e alegria, que contagia quem, porta aberta e mesa posta, aguarda pela visita da juventude.

Noutros lugares da freguesia, amigos e familiares também se juntam, para reviver esta bonita tradição. De mesa em mesa, de casa em casa, festejam a alegria do Dia de Todos-os-Santos.

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