Crianças do 1º ano dos Pousos celebram acolhimento e surpreendem comunidade

Acho que o Espírito Santo andou a fazer das suas e enviou uma luz especial para todos os intervenientes se manifestassem, ora de forma mais visível, ora de forma mais discreta, mas de forma que todos os que participaram nas celebrações do Acolhimento sentissem que Deus não precisa de estar apenas nos grandes acontecimentos para sentirmos as suas manifestações.

Este ano, na paróquia dos Pousos, os conteúdos e estrutura da apresentação das meninas e meninos em início de catequese, foi muito interessante pelos conteúdos, envolvimentos, surpresas e espiritualidade. Transversal a toda a celebração este o cuidado em materializarem-se gestos significativos do acolhimento que nos é acessível.

A preparação começou umas semanas antes e as catequistas, Joana Almeida, Ana Leal, Ana Lúcia, Beatriz Costa, Carolina Carreira, Sandra Gouveia e Irene Romeiro, juntamente com o pároco, quiseram envolver até outros grupos da catequese, para que o “Acolhimento” o fosse em todos os sentidos.

Acho que o Espírito Santo andou a fazer das suas e enviou uma luz especial para todos os intervenientes se manifestassem, ora de forma mais visível, ora de forma mais discreta, mas de forma que todos os que participaram nas celebrações do Acolhimento sentissem que Deus não precisa de estar apenas nos grandes acontecimentos para sentirmos as suas manifestações.

Terceiro ano protagonizou o primeiro gesto de acolhimento

Curiosamente foi o 3º ano que providenciou o primeiro gesto de acolhimento: as crianças foram à sala dos amigos do 1º ano; apresentaram-se e, de mão dada, vieram trazê-los à igreja, fazendo a genuflexão e, juntos, sentaram-se. No Vidigal este gesto foi protagonizado pelos colegas de todos os outros anos.

Nos Pousos o grupo do 6º ano coordenou o primeiro tempo da celebração na igreja: a apresentação de cada uma das crianças, caraterizando em duas linhas alguma particularidade de cada uma delas; todos os meninos foram chamados pelos seus nomes e, em segredo, descobriram-se algumas características das suas personalidades, para que a comunidade os conhecessem ainda melhor. Ofereceu-se um coração em madeira com a oração do Anjinho da Guarda, preparado cá na nossa terra. Espontaneamente, todos foram sendo saudados por toda a numerosa Assembleia (nas duas celebrações realizadas nos Pousos, e na celebração do Vidigal contamos um pouco mais de 800 participantes).

Também um grupo mais pequeno, do 2º ano, e que se encontra a frequentar a catequese pela primeira vez este ano, foi apresentado a toda a comunidade.

No total, foram acolhidas 48 crianças, algumas das quais presentes em videoconferência.

Quatrocentas crianças e adolescentes acolhem os mais pequeninos

Depois, e em momento de ofertório, foi entregue um outro coração, a todos os outros catequizandos (do 2º ao 10º ano), e com uma proposta para uma outra dinâmica de acolhimento, a realizar nas duas semanas seguintes: gestos de retribuição, que nos dias 27 de novembro e 4 de dezembro chegaram aos mais pequeninos.

Também os pais das crianças em início de catequese evidenciaram para todos os adultos presentes a importância de todos acolherem os seus filhos. E praticaram a oferta de uma pagela com uma oração que anexamos no quadro ao lado desta notícia.

Mas ainda não ficamos por aqui! Algumas das crianças e uma das catequistas, que fisicamente não puderam estar presentes, ligaram-se a nós, via internet e celebraram connosco com muita interação e intensidade, como se estivessem mesmo ao lado do nosso ombro. Mesmo à distância, “receberam” os corações, cantaram convosco e até tivemos sinais no abraço da paz.

Acolhimento… até em África

A catequista Ana Lúcia, que se encontrava noutro continente (em Angola), escreveu assim no final da celebração:

“Emocionada, com a lágrima no canto do olho por não poder estar aí; mas rapidamente pairou um momento de felicidade porque me senti envolvida, abraçada e próxima de vós.

Senti-me em casa, na casa “desarrumada” com crianças de um lado para outro a distribuir corações com amor, crianças empoleiradas em cima do computador a dizer adeus a mostrar todos os detalhes do que se estava a passar. Mas cada olhar um brilho de alegria, carinho, partilha, entusiasmo e amizade.

A melodia das guitarras e das vozes a cantarem que ofereciam uma alta dose de força e nos encheu de paz.

Devo agradecer aos pais que motivam e incentivam os seus filhos para a formação cristã e referir que tudo isto só foi possível porque a nossa paróquia tem um grupo de catequistas fantásticas, que semeiam espírito de equipa a partilha de ideias e sempre em prol de transmitirem os valores e doutrinas cristãs às crianças.

Foi assim que me senti acolhida, e que, de certa forma, senti que foi um acolhimento sincero, que trouxe para próximo de nós as crianças do 1º e 2º ano. ISTO SIM É UMA CASA COM AMOR.

E que tal se vos mandar um desafio, estão prontos para aceitar? Cada pessoa que se cruzar contigo hoje faz com que se sinta acolhido!”

E ecos que nos chegaram

E depois de tudo isto… uma “chuva” de mensagem dos pais e da comunidade, em gratidão: declarações sobre o quanto foi bom rezar, cantar, viver e participar neste grande Acolhimento!

A terminar: acolher pode ser dar guarida, receber e proteger.

Mas na catequese da paróquia dos Pousos, com o grupo do 1º ano, o Acolhimento e em festa, foi muito mais que os significados acima identificados.

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