CPM debate a importância de “fazer a paz” em casal

A direção da Federação Portuguesa dos CPM está ao cargo do casal Célia Mouroço e Paulo Henrique, da Maceira, diocese de Leiria-Fátima. A tomada de posse ocorreu no passado domingo, dia 10 de novembro, no Centro Pastoral Paulo VI, na assembleia-geral de outono.

Tomaram posse os novos órgãos sociais da Federação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPM) para o triénio de 2013/2016. O casal Célia Mouroço e Paulo Henrique, da Maceira, assumem a presidência da direção. Os cargos de secretário e de tesoureiro serão assumidos, respetivamente, pelos casais Maria Inácia Oliveira e Arménio Pedrosa, da Bajouca, e Helena Maria Ventura e José Nuno Ventura, de Monte Real. A tomada de posse surge na sequência da eleição realizada na assembleia-geral da primavera passada e teve lugar no passado domingo, dia 10 de novembro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.

A direção nacional renova o mandato “num espírito de serviço ao movimento CPM e à Igreja”, explica Paulo Henriques, assumindo o compromisso de “dar continuidade ao projeto apresentado há três anos atrás”. Sentindo que a equipa está “mais fortalecida para desempenhar a missão que lhe é confiada para o próximo triénio”, o plano da direção é “fazer chegar o CPM a mais noivos, contribuindo para que em cada nova família nasça uma nova Igreja doméstica e que o seu sacramento do Matrimónio seja um dom”.

Na mesma linha de continuidade, pretende-se “valorizar e envolver os assistentes das equipas CPM, procurando maior presença dos casais responsáveis diocesanos nas atividades a nível nacional, em especial nas assembleias gerais, na formação e no encontro peregrinação”.

O CPM é uma associação de fiéis que tem por objetivo a preparação de noivos para o Matrimónio, sempre na fidelidade à doutrina da Igreja, através de uma pedagogia e metodologia assentes na revisão de vida e no testemunho de vida de casais católicos, assistidos por sacerdotes e apoiados na reflexão e diálogo conjugais.

 

Formar para “fazer a paz”

“Fazer a Paz – o conflito como ocasião de crescimento” foi o tema do encontro nacional de formação deste ano, no Centro Pastoral Paulo VI, no passado sábado, dia 9 de novembro.

Foram convidadas as conferencistas Teresa Ribeiro, na área de psicologia e terapia conjugal e familiar, e Filomena Carvalho, na área de direito e mediação de conflitos.

A primeira abordou os desafios de “ser casal para sempre”, as suas dificuldades e crises, mas também as estratégias para a “construção da paz e do sacramento”. A segunda centrou-se no “porquê”, no “para quê” e no “como” da mediação familiar. Apoiando-se em casos práticos da sua experiência profissional, respondeu às muitas questões que lhe foram colocadas pelos presentes.

A jornada contou com a presença de D. Antonino Dias, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, e a participação de 200 animadores de encontros de noivos, vindos de todas as dioceses nacionais, dos quais 30 representaram a diocese de Leiria-Fátima.

O dia encerrou às 18h00, com a Eucaristia vespertina. Pretendeu-se que esta formação fosse “uma réplica, à nossa escala, do encontro internacional que decorreu em Assis, Itália”, explica Paulo Henriques, revelando que “este ano se deu grande enfoque à exposição de casos práticos”.

 

O CPM em números

As análises mais recentes do CPM Portugal são claras: a preparação para o Matrimónio chega a menos de 30% dos noivos que se casam catolicamente. Estando o CPM em cerca de 50% das paróquias de Portugal, ainda há muitos noivos que não conhecem o seu trabalho. Os mesmos dados revelam que há em todo o território nacional 174 equipas de CPM, distribuídas por 2.280 paróquias. Estas equipas conseguem fazer uma cobertura de cerca de 55% do território nacional. A realidade da diocese de Leiria-Fátima é mais positiva. Com 11 equipas distribuídas por 56 paróquias, o movimento consegue estar presente em cerca de 75% do território abrangido pela Diocese. A este propósito, refira-se que este ano foi criada uma nova equipa na vigararia de Fátima, embora tenha desistido a equipa da vigararia dos Milagres.

 

Casa-se menos em Portugal

Os números não enganam. Nos últimos cinco anos, tem-se verificado uma importante diminuição do número de matrimónios em Portugal. A diocese de Leiria-Fátima não foge a esta regra e, desde 2010/11, não deixa de registar quebras. “As pessoas têm cada vez mais dificuldades em assumir compromissos”, diz Paulo Henriques, em jeito de explicação para os números que o CPM apresenta. “Embora não haja certezas quanto às reais razões, a verdade é que a questão monetária, assim como a estabilidade profissional, também pesam na hora de tomar a decisão de constituir família”. Mas não são apenas os casamentos religiosos que diminuem. Também os casamentos civis têm sentido esta tendência. Se em 2005 se registaram 48.671 casamentos civis, sendo 26.809 destes também religiosos, em 2012 registaram-se 34.423 casamentos civis, dos quais 12.495 foram religiosos.

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