ASSEMBLEIA DIOCESANA DA DIOCESE DE LEIRIA-FÁTIMA

Passei a manhã e parte da tarde na Assembleia Diocesana da minha Diocese de Leiria-Fátima...

Ontem [nota da redação: dia 23 de setembro] passei a manhã e parte da tarde na Assembleia Diocesana da minha Diocese de Leiria-Fátima, que marcou o início do triénio 2023-2026 com o tema “Pelo Batismo somos Igreja viva.”

Houve vários grupos que debateram vários temas para pensarmos e discernirmos a Igreja dos nossos dias, alicerçada sempre na Tradição da nossa Igreja fundada por e em Cristo, no amor do Pai, guiada pelo Espírito Santo, como o nosso Bispo D. José Ornelas fez questão de frisar numa das suas intervenções.

Nos dois grupos onde estive, (e acredito nos outros também, dadas as conclusões apresentadas), o debate, a discussão, a troca de opiniões e argumentos foi viva, mas franca, aberta, tolerante e muito responsável.

Às vezes parece que já ouvimos e dissemos tudo o que é ouvido e dito, mas realmente, e se calhar, precisamos de ouvir novamente e repetidamente dizer, para entranharmos realmente o que é importante para sermos verdadeiramente Igreja de Cristo.

O nosso Bispo serviu-se da imagem da vindima para, entre muitas coisas, nos chamar a atenção para a paciência que o agricultor tem que ter desde a vindima até ao vinho, e assim percebermos que a Igreja se deve revestir também desta paciência, (chamemos-lhes divina), para que tudo seja feito pelo discernimento do Espírito Santo e não na precipitação do mundo.

Os nossos valores não são “velhos”, nem anquilosados.

São actuais, como o amor é sempre actual.

Precisamos “apenas” de os pôr em prática no mundo em que vivemos.

Não cabe neste pequeno texto analisar as conclusões relatadas de cada tema em discussão, se é que lhes podemos chamar conclusões, porque nada está concluído, a não ser a certeza de que só por Cristo, com Cristo e em Cristo, é possível caminhar em Igreja.

Retiro das referidas conclusões, para além do muito mais que elas contém, aquilo que me parece ser transversal a todas elas, e que é o acolhimento que a Igreja, ou seja, todos nós cristãos católicos, devemos ter em permanência para com todos, sejam quais forem as suas condições particulares.

E para este acolhimento todos somos necessários, pois não são precisos talentos ou conhecimentos especiais, (que poderão ser necessários depois do primeiro e tão importante acolhimento), pois o acolhimento inicial é apenas e só uma questão de amor ao próximo.

Porque depois de acolhidos e em Igreja, cada um terá que encontrar o caminho, a comunhão que a Igreja lhe propõe segundo a Palavra de Deus, segundo a Doutrina porque a Igreja se rege e guia o Povo de Deus.

Para esse acolhimento ser real e verdadeiro, temos que ter em todas as circunstâncias a capacidade de ouvir, de falar, de propor, respeitando o outro e tendo sempre a sincera vontade de querer discernir o que o Espírito Santo diz à Igreja.

Porque a Igreja não quer agradar ao mundo, mas quer ouvir o mundo, para discernir com o Espírito Santo em Igreja, como transformar o mundo pelo amor de Deus em nós.

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