As últimas da Assembleia Sinodal

A XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos vai redigir uma carta-mensagem a todo o Povo de Deus.
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Um tempo de oração pelos migrantes e refugiados

No final do dia 19 de outubro, os participantes na 16.ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos juntaram-se ao momento de oração pelos migrantes e refugiados presidido pelo Papa Francisco. “Reunimo-nos esta tarde na Praça de S. Pedro, junto ao monumento dos Angels Unawares (Anjos Desconhecidos), para rezar por todos aqueles que perderam a vida ao longo das diferentes rotas migratórias, pelas suas famílias, pelos que sobreviveram e por todos os refugiados e migrantes que ainda estão a caminho”. Na sua meditação, o Santo Padre apontou que “as rotas migratórias do nosso tempo estão cheias de homens e mulheres feridos e abandonados semimortos, cheias de irmãos e irmãs cujo sofrimento brada aos olhos de Deus” e que “a compaixão é o distintivo de Deus no nosso coração; é a chave. Aqui está o ponto de viragem”.

Assembleia Sinodal decide enviar uma carta ao Povo de Deus

A XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos vai redigir uma carta-mensagem a todo o Povo de Deus. Na quarta-feira, 18 de outubro, a proposta foi apresentada à Assembleia pela Comissão de redação do documento de síntese, com o objetivo de elaborar um texto para contar ao maior número possível de pessoas, especialmente àquelas que ainda não foram alcançadas ou envolvidas no processo sinodal, a experiência vivida pelos membros do Sínodo.
A Secretaria Geral do Sínodo, com o acordo com o Papa, submeteu a proposta à votação da assembleia, que a aprovou por larga maioria.

Leigos e leigas na Assembleia Sinodal

Esta Assembleia Sinodal tem o apelo do Papa Francisco para que homens e mulheres participem pela primeira vez, com voz e voto. O seu carisma particular é essencial para um saudável discernimento da vontade de Deus e para a escuta do Povo de Deus. Vale a pena sublinhar o esforço pessoal de homens e mulheres que vieram a esta Assembleia de diferentes partes do mundo. Muitos adiaram os seus trabalhos, e contaram também com a generosidade das suas famílias, em muitos casos dos seus filhos e filhas, que acompanharam esta escolha para responder ao apelo que o Papa Francisco lhes fez, de estarem em Roma de 4 a 29 de outubro.
É habitual vê-los nos intervalos, entre as sessões ou quando estas terminam, a ligarem às suas famílias, a fazerem videochamadas com os seus filhos. Muitos deles, em diferentes momentos, chegam mesmo a agradecer publicamente às suas famílias. A sua presença na Assembleia é muito valiosa, e é também importante valorizar o empenho daqueles que, a partir da sua vocação pessoal de pais, mães e profissionais, deixaram tudo por esta experiência de Igreja.

Como numa família

A Sala Paulo VI, transformada num grande cenáculo, é um lugar onde se celebram diferentes acontecimentos familiares. No início de cada dia, o Cardeal Mario Grech, Secretário-Geral, convida os participantes a dar graças a Deus pelos membros da Assembleia que celebram o seu aniversário nesse dia, ou pelos aniversários de casamento, de ordenação episcopal. Reza-se também pelos defuntos familiares ou próximos dos participantes. Também se anunciam alguns dos prémios recebidos por alguns dos participantes, como o Prémio Open Reason 2023 atribuído à Professora Anna Rowlands. O Papa também é felicitado, por exemplo, por ocasião da sua carta sobre o 150º aniversário do nascimento de Santa Teresa de Lisieux. Estes eventos comemorativos são geralmente acompanhados por aplausos sonoros.

Jornada de oração e jejum na Assembleia Sinodal

No dia 17 de outubro, todos os membros da Assembleia Sinodal participaram na Jornada de Oração e Jejum pela Paz, proposta pelo Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca de Jerusalém dos Latinos e Presidente da AOCTS (Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa). As orações da manhã foram dedicadas à paz. É nosso desejo que a oração simples e os gestos sóbrios sejam uma oferta agradável a Deus para que, como implorou o Santo Padre, “Não mais guerras, elas são sempre uma derrota”.
Um dia depois, na audiência geral das quartas-feiras, o Papa Francisco convocou para 27 de outubro, um dia de jejum, oração e de penitência, para a qual convidou a unirem-se na forma como acharem oportuno “as irmãs e irmãos das várias confissões cristãs, e também aqueles que pertencem a outras religiões e aqueles que têm no coração a causa da paz no mundo”.

A oração no centro do caminho sinodal

Em vários momentos da Assembleia Sinodal, foram recordados todos aqueles que, fora da Aula Sinodal, estão a rezar por este Sínodo. No dia 16 de outubro, o Cardeal Mario Grech recordou em particular os religiosos e religiosas dos conventos e mosteiros de clausura.
Somos convidados a contribuir para esta rede mundial de oração, porque a oração individual e comunitária está no coração do caminho sinodal, porque abre o nosso coração à escuta dos outros e ajuda-nos a discernir a ação do Espírito Santo no mundo.

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