Alqueidão: Celebração de finados

Em Alqueidão da Serra, a igreja encheu-se de fieis para a celebração de finados, no domingo 5 de novembro, com a celebração da Missa e romagem ao cemitério.

Vem de longa data a devoção às almas do purgatório que são lembradas de um modo particular durante o mês de novembro.

Quando o padre Américo Ferreira chegou ao Alqueidão, em 1957, existia o costume de rezar as “amentas”, uma lista com os nomes das pessoas falecidas, que o padre, antes da Missa, enunciava uma a uma, pedindo a oração por ela. Os familiares que pediam esta oração entregavam ao pároco o valor acordado, ou seja, um alqueire de cereal por ano. Aos poucos, foi diminuindo o número das “amentas” e, quando o padre Américo deixou a paróquia, já não existia este costume.

Ligando a esta tradição, todos os domingos eram celebradas duas Missas, sendo a primeira pelas almas do purgatório. Durante a Quaresma inteira, todas as noites, depois da ceia e da reza familiar, um elemento da Confraria das Almas andava pelas ruas do Alqueidão, convidando o povo a rezar pelas almas. Usava um amplo gabão, que era pertença da Confraria e, ao mesmo tempo, fazia soar a matraca de madeira e chamava a atenção de todos, dizendo: “Irmão, lembra-te de rezar pelos que já lá estão”. Também na Quaresma, os rapazes da aldeia iam de porta em porta em peditório e cantando “às almas santas”. Embora estas tradições tenham terminado, a fé, a devoção e os ensinamentos que nos foram transmitidos pelos nossos antepassados prevalecem até aos dias de hoje.

Dulce Gabriel (C.)

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