tit_Lectio divina para o 6º Domingo do Tempo Comum, Ano A, Ano A (Podcast)

Texto: Ir. Adelaide Gonçalves
Vozes: Equipa de Jovens de Nossa Senhora Leiria 1
Pós-Produção: José Simões

Ensinamento de Jesus para as relações humanas 

Introdução

Os mandamentos da Lei de Deus correspondem ao ideal de perfeição cuja raiz está no coração de cada homem. Esta é a razão pela qual aquele que cumpre a lei de Deus se torna realizado nas suas aspirações humanas e espirituais. O verdadeiro Cristão é, como diz Jesus, «Aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no reino dos céus» (Mt 5, 19).

Palavra de Deus

Vamos escutar uma passagem do Evangelho segundo São Mateus (Mt 5, 17- 37)

17«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. 18Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra. (…)

21«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. 22Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar ‘imbecil’ será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar ‘louco’ será réu da Geena do fogo.

23Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. 25Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. 26Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»

27«Ouvistes o que foi dito: Não cometerás adultério. 28Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. (…)

33«Do mesmo modo, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás diante do Senhor os teus juramentos. 34Eu, porém, digo-vos: Não jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o trono de Deus, 35nem pela Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. 36Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só dos teus cabelos branco ou preto. 37Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»

Meditação

Parafraseando o Papa Francisco, meditemos com ele sobre os três aspetos espelhados no Evangelho de hoje: o homicídio, o adultério e o juramento.

Relativamente ao mandamento “não matar”, Ele afirma que foi violado não só pelo homicídio efetivo, mas também por aqueles comportamentos que ofendem a dignidade da pessoa humana, inclusive as palavras injuriosas (cf. v. 22). Que fazemos nós cristãos, quando nos apercebemos de situações de violência?

Jesus convida-nos a não estabelecer uma classificação das ofensas, mas a considerá-las todas prejudiciais, pois são movidas pelo intento de fazer mal ao próximo.

Estou à procura de situações de violência para classificar, ou ajudar e cuidar para que fiquem curadas?

O adultério, como o furto, a corrupção e todos os outros pecados, são concebidos primeiro no nosso íntimo e, depois de o coração ter feito a escolha errada, ganham forma no comportamento concreto. E Jesus diz: quem olha para uma mulher que não é a própria com sentimentos de posse é um adúltero no seu coração, começou o caminho rumo ao adultério. 

Quais são normalmente os meus pensamentos? Penso em Jesus? Em que penso quando caminho e quando descanso?

Fomos chamados para instaurar entre nós, nas nossas famílias e nas nossas comunidades um clima de clareza e de confiança recíproca, para que possamos ser considerados sinceros sem recorrer a intervenções superiores a fim de sermos credíveis. A desconfiança e a suspeita recíproca sempre ameaçam a serenidade! Porque acho que devo jurar?

 (Papa Francisco, Angelus, 12.02.2017)

Oração

Senhor Nosso Deus,
Tu concedeste ao Teu
Filho Jesus Cristo
a graça de fazer sempre
e em tudo a Tua Vontade.
Faz que na Igreja de hoje,
nós, homens e mulheres,
continuemos o caminho
da obediência plena ao Pai
no Espírito Santo.
Amén.

OUVIR
https://anchor.fm/leiria-fatima
Repositório PODCAST
http://l-f.pt/podlec

Esquemas alternativos em texto: https://lectio.leiria-fatima.pt

Link: https://lefa.pt/?p=51849

Há dias numa assembleia de vigararia duma determinada diocese de Portugal, onde estava o bispo diocesano, alguns párocos e o povo de Deus, faziam-se grandes reflexões como viver hoje a fé e como dinamizar a nossa Igreja. Entre bonitos discursos e palavras de ocasião, tentava-se olhar para o futuro e ver o que se podia melhorar.

Depois de quase duas horas de bons discursos e de algumas conclusões, há uma senhora da assembleia que pede a palavra, para com voz forte dizer o seguinte: Sr. Bispo e caros Padres, a minha paróquia está morta. Para quê tantos discursos e reuniões quando a minha paróquia, volto a dizer, está morta. Todos ficaram caladinhos por uns instantes e um silêncio gélido tomou conta da assembleia.

Aqui está a pura verdade da nossa Igreja em Portugal. Não vale a pena andarmos reuniões em reuniões a bater no mesmo, a procurarmos soluções onde estas já estão gastas e bolorentas. A querermos insistir numa pastoral de manutenção e de cuidados mínimos. A resumir a vida paroquial à celebração de missas, sem chama e sem vida, a sacramentos por sacramentos e a enterrar os mortos. E com imensas reuniões que não saem da cepa torta. Toda a gente está farta e cansada deste tipo de vida cristã e de pastoral.

Andamos em caminhada sinodal, a fazerem-se reuniões para se chegarem a umas determinadas conclusões e sugestões sem termos a coragem de ir ao fundo da questão.

Bispos, padres e leigos já não sabem mais o que fazer. E quando assim é, vai-se inventando aqui e acolá a ver se aguentamos o que resta.

O que fazer então?

Primeiramente é preciso ter muita humildade e coragem em assumir o estado de coisas a que chegou a nossa Igreja, sem rodeios e sem saudosismos. Depois precisa-se de fazer o essencial de qualquer Religião: que se evangelize. Que haja coragem de incrementar uma Nova Evangelização nos conteúdos e nos meios. Apostar fortemente na reforma de muitas dimensões da nossa Igreja. Não queiramos continuar a teimar em colocar uma nova evangelização com meios velhos. Vinho novo em odres novos!

Precisamos de deixar esquemas que já estão ultrapassados pelo tempo e pela actualidade. Precisamos de levar o altar ao mundo dos homens de hoje. Deixarmos os nossos palcos e mordomias clericais e não ter medo de sujar as mãos e os pés junto do povo que caminha.

A Exortação Apostólica do Papa Francisco “A Alegria do Evangelho” que tanta esperança trouxe para uma nova etapa missionária da nossa Igreja, já foi arrumada numa gaveta e hoje cada paróquia navega à sua maneira.

Aconselho para os que, ainda acreditam numa renovação profunda da nossa Igreja, e sobretudo para os nossos bispos e párocos que leiam e meditem o livro do Pe. James Mallon, Canadiano, “Uma Renovação Divina: de uma paróquia de manutenção a uma paróquia missionária.

Dizia a tal senhora: A minha paróquia está morta. E a tua?

Link: https://lefa.pt/?p=51873

No domingo de 29 de janeiro, sete adolescentes do sétimo ano de catequese celebraram, durante a Santa Missa na igreja paroquial de Urqueira, a festa das Bem-aventuranças, sob a orientação da sua catequista, Dina Lourenço.

Escolheu-se este domingo, porque o evangelho da liturgia da palavra apresentava precisamente as Bem-aventuranças. O pároco, padre João Pedro, no início da celebração eucarística dirigiu uma saudação calorosa aos presentes, sublinhando os adolescentes do sétimo ano. Durante a sua homilia, referiu que as Bem-aventuranças são o caminho seguro que Jesus nos apresenta para sermos felizes, respondendo aos anseios mais profundos do coração humano. Estas não anulam os Dez Mandamentos, mas aprofundam-nos e dão-nos as qualidades e a escala de valores dos discípulos de Cristo. As Bem-aventuranças são como que a “Carta Magna” do Reino dos Céus. E, por fim, exortou-os a pô-las em prática.

O guião desta festa de catequese é muito belo, compreendendo um ofertório simbólico. Por exemplo, na primeira Bem-aventurança, mostrou-se um vaso de barro vazio e um catequizando proclamou: Somos pobres e estamos disponíveis diante de Deus, como o barro nas mãos do oleiro. Somos vasos vazios, que só Cristo pode encher. Ele é a nossa riqueza!

Um grande bem-haja pela colaboração dos pais e dos seus filhos, pela dedicação da catequista e votos de que estes adolescentes sigam Jesus, vivendo sempre no espírito das Bem-aventuranças.

Link: https://lefa.pt/?p=51870

Os escuteiros da Região de Leiria-Fátima já iniciaram os preparativos para a celebração do Dia de BP (Baden-Powell) deste ano. Desta vez, coube ao agrupamento da paróquia do Arrabal ser o anfitrião da actividade que prevê a participação de mais de 1600 escuteiros, para além dos pais e outras entidades.

O ponto de encontro está marcado para o dia 26 de fevereiro, domingo, no Pavilhão Desportivo do Arrabal.

Dia de BP
Foto de arquivo: Dia de BP nas Colmeias, em 2019 © Paulo Adriano

No ano em que o CNE celebra o centenário, a Região de Leiria-Fátima junta-se no Arrabal a 26 de fevereiro para celebrar o dia do fundador. Com o tema “Se eu fosse BP…” e vivendo o imaginário “No Cerco de Mafeking”, enaltecemos o passado, celebramos o presente e idealizamos o futuro.

Estão convidados também presidentes das câmaras de Leiria, Pombal, Batalha, Marinha Grande, Ourém, Alcanena e Porto de Mós, onde existem agrupamentos de escuteiros da Região Leiria-Fátima, esperando-se, ainda, a presença do chefe nacional, Ivo Faria.

A Eucaristia, será presidida pelo bispo D. José Ornelas, está aberta aos pais dos Escuteiros e será animada pelos escuteiros do Arrabal. Existe também a possibilidade de almoçar, mediante pré-inscrição, e haverá um bar aberto durante todo o dia na Junta de Freguesia do Arrabal.

A festa de encerramento também será animada pelos escuteiros do Arrabal.

Programa

  • 9:00 Concentração 
  • 10:00 Eucaristia 
  • 12:00 Porto de Honra
  • 12:30 Almoço
  • 13:30 Início de jogos (Escuteiros e pais)
  • 16:30 Festa de Encerramento 
Link: https://lefa.pt/?p=51867

José Ornelas Carvalho, Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, faz saber quanto segue:

Tendo expirado o mandato dos Vigários Forâneos atualmente em funções;

Após consulta aos Párocos e outros sacerdotes que se encontram ao serviço de cada vigararia e tendo ponderado as sugestões que nesse âmbito foram dadas,

Nomeio Vigários Forâneos para as Vigararias da Diocese de Leiria-Fátima,
como em seguida se discrimina:

Pe. Armindo Castelão Ferreira Vigararia da Batalha

Pe. Cristiano João Rodrigues Saraiva Vigararia da Marinha Grande

Pe. Fernando Clemente Varela Vigararia de Fátima

Pe. Joaquim Almeida Batista Vigararia de Ourém

Pe. Leonel Vieira Baptista Vigararia de Porto de Mós

Pe. Manuel Henrique Gameiro de Jesus Vigararia de Monte Real

Pe. Marcelo Cavalcante Moraes Vigararia das Colmeias

Pe. Nuno Miguel Heleno Gil Vigararia dos Milagres

Pe. Rui Acácio Amado Ribeiro Vigararia de Leiria

Os novos Vigários entram em funções a 1 de março de 2023, para um mandato de cinco anos.

Agradeço a disponibilidade destes presbíteros para aceitarem a responsabilidade de mais este importante serviço de coordenação vicarial, que assume particular relevo no contexto de renovação sinodal da nossa Igreja diocesana. Imploro para todos o dom do Espírito do Senhor que os ajude a discernir e promover, em comunhão com os presbíteros e leigos das suas vigararias, caminhos de participação e corresponsabilidade na vida e na missão de cada comunidade e de toda a nossa Igreja de Leiria-Fátima.

Leiria, 2 de fevereiro de 2023, festa da Apresentação do Senhor.

† José Ornelas Carvalho
Bispo de Leiria-Fátima

DECRETO
https://drive.google.com/file/d/18Rbaj9WKjYnOWJqqQ3fJrPGKq6yIcBZn
Link: https://lefa.pt/?p=51864

Para a próxima Quaresma de 2023, o Serviço Diocesano de Catequese de Leiria-Fátima propõe uma Campanha para a catequese da infância que ajude as crianças e famílias a fazer a “viagem quaresmal” acompanhadas pela descoberta e vivência de 3 companheiros, as 3 atitudes que são propostas em cada Quaresma: a oração, o jejum e a esmola.

Com o objetivo de ajudar a celebrar e viver os tempos litúrgicos da Quaresma e Páscoa, redescobrindo estas atitudes, propõe-se um percurso com as famílias das crianças da catequese da infância que lhes proporcione uma caminhada quaresmal intensa, centrada no símbolo da cruz.

O caminho inicia com um encontro com pais e filhos, na comunidade, na primeira semana da Quaresma, que prepare para momentos de oração familiar em casa, no “canto da oração”, e de partilha na comunidade, durante as restantes semanas do tempo da Quaresma. Há ainda propostas para o dia da Peregrinação Diocesana a Fátima, Domingo de Ramos, Tríduo Pascal e a partilha do caminho feito e do resultado da “renúncia quaresmal” na comunidade, na Páscoa ou noutro domingo do Tempo Pascal.

Todos os materiais da Campanha podem ser descarregados (também em formato aberto para poderem ser livremente adaptados) AQUI: http://l-f.pt/otI2.

Link: https://lefa.pt/?p=51858

Olho-Te crucificado
abro o meu coração
de joelhos peço perdão
abate-se o meu pecado.

Da Tua ferida do lado
sai o sangue e sai a água
mesmo assim perdoado
dói-me sempre esta mágoa.

Quero sentir a Tua dor
mas Tu abraças-me
e beijas-me
e dizes-me cheio de ternura:
De Mim quero apenas
que tu sintas o Meu amor.

Prostro-me
abandonado no chão,
não ouso sequer olhar-Te
e de mim sai apenas um grito:
Perdão,
meu Deus,
perdão!

Puxas-me para Ti,
levantas-me,
sorris-me,
mesmo na Tua dor.

E eu sinto o Teu amor
quando me dizes sorrindo:
Não temas,
meu filho,
não temas,
tu estás no meu coração!

Link: https://lefa.pt/?p=51855

 

A Lei e os Profetas

Por Ir. Adelaide Gonçalves

Breve introdução

No Evangelho de hoje, Jesus refere-se à lei do Antigo Testamento: os mandamentos de Deus. Segundo o pensamento de Jesus, a Lei não consiste em princípios meramente externos. Também não é uma imposição vinda de fora. Na verdade, a Lei de Deus corresponde ao ideal de perfeição que está radicado no coração de cada homem. Esta é a razão pela qual aquele que cumpre a lei de Deus se torna realizado nas suas aspirações humanas e espirituais, assim como na perfeição do cristianismo, como refere Jesus: «Aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no reino dos céus» (Mt 5, 19).

1. Invocação

Senhor Jesus Cristo,
Filho Unigénito do Pai,
Tu que obedeceste sempre
e em tudo à Sua Santa Vontade.
Ensina-nos a cumprir fielmente a Lei de Deus,
ideal radicado no coração de cada homem.
Jesus, amplia a Vossa Lei em nossos corações,
para que se respeite a vida até ao fim,
para que se ame com um amor puro e santo,
para que se cuide com carinho e ternura de mãe.
Que os casais sejam fiéis até ao fim no amor indissolúvel.
Senhor Jesus, a lei de Deus é perfeita:
que ela reconforte os mais débeis
e dê a sabedoria aos simples;
que os vossos mandamentos iluminem os olhos,
para que possamos ver e cumprir a Lei do Senhor.
Ámen.

2. Escuta da Palavra de Deus

2.1. Vamos escutar uma passagem do Evangelho segundo São Mateus

“A liturgia deste domingo faz-nos meditar sobre a Lei e os Profetas (cf. Mt 5, 17-37), porque Jesus quer conduzir a Lei e a Profecia sua perfeição restituindo-as à sua simplicidade original.

Pela fé confirmamos a Lei (cf, Ro 3,31)

2.2. Leitura do Evangelho segundo São Mateus (Mt 5, 17-37)

17«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição. 18Porque em verdade vos digo: Até que passem o céu e a terra, não passará um só jota ou um só ápice da Lei, sem que tudo se cumpra.

19Portanto, se alguém violar um destes preceitos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será o menor no Reino do Céu. Mas aquele que os praticar e ensinar, esse será grande no Reino do Céu. 20Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»

21«Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. 22Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar ‘imbecil’ será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar ‘louco’ será réu da Geena do fogo.

23Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. 25Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. 26Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»

27«Ouvistes o que foi dito: Não cometerás adultério. 28Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração.

29Portanto, se a tua vista direita for para ti origem de pecado, arranca-a e lança-a fora, pois é melhor perder-se um dos teus órgãos do que todo o teu corpo ser lançado à Geena. 30E se a tua mão direita for para ti origem de pecado, corta-a e lança-a fora, porque é melhor perder-se um só dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado à Geena.»

31«Também foi dito: Aquele que se divorciar da sua mulher, dê-lhe documento de divórcio. 32Eu, porém, digo-vos: Aquele que se divorciar da sua mulher – excepto em caso de união ilegal – expõe-na a adultério, e quem casar com a divorciada comete adultério.»

33«Do mesmo modo, ouvistes o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás diante do Senhor os teus juramentos. 34Eu, porém, digo-vos: Não jureis de maneira nenhuma: nem pelo Céu, que é o trono de Deus, 35nem pela Terra, que é o estrado dos seus pés, nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. 36Não jures pela tua cabeça, porque não tens poder de tornar um só dos teus cabelos branco ou preto. 37Seja este o vosso modo de falar: Sim, sim; não, não. Tudo o que for além disto procede do espírito do mal.»

2.3. Breve comentário

A liturgia hodierna apresenta-nos outra página do Sermão da montanha, que encontramos no Evangelho de Mateus (cf. 5, 17-37). Neste trecho, Jesus quer ajudar os seus ouvintes a fazer uma releitura da lei mosaica. O que foi dito na antiga aliança era verdadeiro, mas não era tudo: Jesus veio para dar cumprimento e para promulgar de forma definitiva a lei de Deus, até ao último jota (cf. v. 18). Ele manifesta as suas finalidades originárias e cumpre os seus aspetos autênticos, e faz tudo isto mediante a sua pregação e mais ainda com o dom de si mesmo na cruz. Assim Jesus ensina como fazer plenamente a vontade de Deus e usa esta palavra: com uma “justiça superior” em relação à dos escribas e dos fariseus (cf. v. 20). Uma justiça animada pelo amor, pela caridade, pela misericórdia, e, portanto, capaz de realizar a substância dos mandamentos, evitando o risco do formalismo. O formalismo: isto posso, isto não posso; até aqui posso, até aqui não posso… Não: mais, mais. (Papa Francisco, Angelus, 12.02.2017)

3. Meditação

Parafraseando o Papa Francisco meditemos com ele sobre os três aspetos espelhados no Evangelho de hoje: o homicídio, o adultério e o juramento.

Relativamente ao mandamento “não matar”, Ele afirma que foi violado não só pelo homicídio efetivo, mas também por aqueles comportamentos que ofendem a dignidade da pessoa humana, inclusive as palavras injuriosas (cf. v. 22). Certamente, estas palavras injuriosas não têm a mesma gravidade e culpabilidade do assassínio, mas no nosso dia a dia, vemos, escutamos e testemunhamos comportamentos abusivos, agressivos e de violência que não podemos mais calar, sejam de que tipo forem são reveladores do mal. Jesus convida-nos a não estabelecer uma classificação das ofensas, mas a considerá-las todas prejudiciais, pois são movidas pelo intento de fazer mal ao próximo. E Jesus dá o exemplo. Insultar: estamos acostumados a insultar, é como dizer “bom dia”. E isto está na mesma linha do homicídio. Quem insulta o irmão, mata no próprio coração o irmão. Por favor, não insulteis! Não ganhamos nada. Rivalizemos pelo amor.

  • Como é a minha relação com os outros: de respeito, apreço, valorização e amor ou de maledicência, desprezo, murmuração e inimizade?

Outro cumprimento é relativo à lei matrimonial. O adultério era considerado uma violação do direito de propriedade do homem sobre a mulher. Ao contrário, Jesus vai à raiz do mal. Assim como se chega ao homicídio por meio de injúrias, ofensas e insultos, também se chega ao adultério mediante as intenções de posse em relação a uma mulher que não é a própria esposa. O adultério, como o furto, a corrupção e todos os outros pecados, são concebidos primeiro no nosso íntimo e, depois de o coração ter feito a escolha errada, ganham forma no comportamento concreto. E Jesus diz: quem olha para uma mulher que não é a própria com sentimentos de posse é um adúltero no seu coração, começou o caminho rumo ao adultério. Pensemos um pouco sobre isto: sobre os maus pensamentos que vêm nesta linha.

  • Como é o meu olhar e pensamento em relação à mulher ou ao homem: é puro ou malicioso? Que tipo de anedotas ou piadas aprecio: as com pimenta as que nos dão um riso honesto e positivo?

Depois, Jesus diz aos seus discípulos para não jurar, pois o juramento é sinal da insegurança e da duplicidade mediante a qual se desenrolam as relações humanas. Instrumentaliza-se a autoridade de Deus para dar garantia às nossas vicissitudes humanas. Pelo contrário, fomos chamados para instaurar entre nós, nas nossas famílias e nas nossas comunidades um clima de clareza e de confiança recíproca, para que possamos ser considerados sinceros sem recorrer a intervenções superiores a fim de sermos credíveis. A desconfiança e a suspeita recíproca sempre ameaçam a serenidade!

  • Sou verdadeiro e nas minhas relações, posições e afirmações inspiro confiança? Tenho, por princípio, confiança nos outros e só a ponho em causa depois de os ouvir e conhecer? 

Que a Virgem Maria, mulher da dócil escuta e da obediência jubilosa, nos ajude a aproximar-nos cada vez mais do Evangelho, para sermos cristãos não “de fachada”, mas de substância! E isto é possível com a graça do Espírito Santo, que nos permite fazer tudo com amor, e assim realizar plenamente a vontade de Deus. (Papa Francisco, Angelus, 12.02.2017)

4. Propósito e Oração final

– Que ao longo desta semana cada um de nós releia o texto do Evangelho, e aponte no diário espiritual, o que já é vida, louvor e graça, e sublinhe aquele ponto mais frágil em que cai mais vezes, para, assim, reiniciar uma caminhada de toda uma vida, mas que não se quer descurada da nem descuidada.

– Pai Nosso

Repositório LECTIO DIVINA
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Link: https://lefa.pt/?p=51850

Mais uma sessão de catequese foi realizada no Centro Sénior do Centro Social. Desta vez, foi com os 35 elementos do grupo dos adultos em preparação para batismo ou Crisma.

A maioria dos catequizandos não conhecia a Instituição e alguns, nem nunca tinham entrado num lar de idosos. Pela observação, interação e pelos testemunhos e mensagens escritas, após a sessão, chegamos à conclusão que quem voltou para casa, nesse final do dia, ou para quem voltou a outros lugares da Instituição, não se conteve em partilhar a experiência com familiares ou com amigos.

Vamos lá por partes:

– Os residentes desceram à sala polivalente e após escolherem o cadeirão preferido, as almofadas mais fofas ou o melhor posicionamento de visão e audição, começou-se a treinar um cântico, com a intenção dos prezados convidados serem recebidos bem e com alegria. Os adultos foram chegando e procuraram o lugar, entre os da casa, e onde se sentissem mais confortáveis. A aproximação física das cadeiras, lugares, cumprimentos verbais e diretos “olho no olho”, com toque, cria um efeito de oportunidade natural e imediata para uma primeira vinculação;

– Apresentou-se a Instituição no seu todo e alguns projetos que se encontram em vigor, tanto no Centro Senior como no Centro Infantil. Estes projetos têm tanto uma dinâmica pessoal, como social-grupal, onde também se misturam as dinâmicas espirituais, como uma prática constante das Obras da Misericórdia, na vida dos residentes. Estas práticas, tanto são por iniciativa própria como também são o reflexo do trabalho dos Órgãos Sociais, dos colaboradores e dos voluntários associados à Instituição;

– Abordou-se também, motivando e esclarecendo, o peso do voluntariado na Instituição, seu funcionamento, índice de compromisso, presença e assiduidade, onde cada um dá e recebe em abundância;

– Para uma parte mais final, preparou-se uma mesa de degustação, onde involuntariamente, foram aparecendo algumas colaboradoras, sempre com a preocupação de trazer mais algo para a mesa e para validarem se estava tudo bem ou se era necessário acrescentar ou multiplicar. E estas, também foram surpreendidas em se apresentarem, em proferirem algumas das suas tarefas, valorizando as que mais gostavam de realizar. Alguma vergonha inicial pela “surpresa”, mas o que transmitiram foi satisfação e serviço por amor aos residentes;

– Cantou-se, rezou-se na capela, uniram-se mãos e quem quis agradeceu e demonstrou apreço por aquele momento.

À saída alguns dos visitantes ainda entraram em outros locais da Instituição, para melhor observarem outros espaços, outras pessoas, para cumprimentarem quem se cruzava e para se deliciarem com as exposições fotográficas constantes das atividades pelos corredores da casa.

Pelo retorno que se recebeu nas horas seguintes, tanto pelo grupo dos adultos do Crisma como pelos residentes, foi uma sessão-experiência diferente, impactante, que mesmo não se ficando a saber o nome de todos, todos marcaram pela presença, onde o dom de conquistar, restaurar, quando se passa, se fica, transforma sempre, a nossa vida e a vida dos outros para melhor.

Bem dizia a Madre Teresa de Calcutá: “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença, sem se sentir melhor e mais feliz”.

E fica sempre a dúvida no ar, quem é que usufrui mais destas sessões ou quem tira mais prazer? Serão os convidados ou é quem se convida?

Link: https://lefa.pt/?p=51843
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«Trata bem dele» (Lc 10,35)
A compaixão como exercício sinodal de cura

Queridos irmãos e irmãs

A doença faz parte da nossa experiência humana. Mas pode tornar-se desumana, se for vivida no isolamento e no abandono, se não for acompanhada pelo cuidado e pela compaixão. Quando caminhamos juntos é normal que alguém se possa sentir mal, que tenha de parar por causa do cansaço ou por alguma dificuldade no percurso. É exatamente nesses momentos que se vê como estamos a caminhar: se caminhamos verdadeiramente juntos ou vamos pela mesma estrada, mas cada um por sua conta, dando atenção aos seus próprios interesses e deixando que os outros “se arranjem”. Por isso, neste XXXI Dia Mundial do Doente e em pleno percurso sinodal, convido-vos a refletir sobre o facto de podermos aprender, precisamente através da experiência da fragilidade e da doença, a caminhar juntos segundo o estilo de Deus que é proximidade, compaixão e ternura.

No livro do profeta Ezequiel, num grande oráculo que constitui um dos pontos culminantes de toda a Revelação, o Senhor diz-nos: «Sou Eu que apascentarei as minhas ovelhas, sou Eu quem as fará descansar – oráculo do Senhor Deus. Procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente. […] A todas apascentarei com justiça» (34,15-16). Naturalmente as experiências de estarmos perdidos, doentes ou frágeis fazem parte do nosso caminho: não nos excluem do povo de Deus. Pelo contrário, colocam-nos no centro da solicitude do Senhor que é Pai e não quer perder pelo caminho nem sequer um dos seus filhos. Trata-se, pois, de aprender com Ele a ser verdadeiramente uma comunidade que caminha em conjunto, capaz de não se deixar contagiar pela cultura do descarte.

A encíclica Fratelli tutti, como sabem, propõe uma leitura atualizada da parábola do Bom Samaritano (cf. n. 56). Escolhi-a como charneira, como ponto de viragem para se poder sair das «sombras dum mundo fechado» (cap. I) e «pensar e gerar um mundo aberto» (cap. III). Com efeito, há uma profunda conexão entre esta parábola de Jesus e as múltiplas formas em que hoje é negada a fraternidade. De modo particular, no facto de a pessoa espancada e roubada acabar abandonada na estrada, podemos ver representada a condição em que são deixados tantos irmãos e irmãs nossos na hora em que mais precisam de ajuda. Distinguir quais os atentados à vida e à sua dignidade que provêm de causas naturais e quais são aqueles que são provocados por injustiças e violências… não é fácil. Na realidade, o nível das desigualdades e a prevalência dos interesses de poucos já incidem de tal modo sobre cada ambiente humano que é difícil considerar “natural” qualquer experiência. Um sofrimento realiza-se sempre numa “cultura” e nas suas contradições.

O que importa, no entanto, é reconhecer a condição de solidão, de abandono. Trata-se duma atrocidade que pode ser superada antes de qualquer outra injustiça, porque para a eliminar – como conta a parábola – basta um momento de atenção, o movimento interior da compaixão. Dois viajantes, considerados religiosos, veem o ferido e não param. Mas o terceiro, um samaritano, alguém que é desprezado, deixa-se mover pela compaixão e cuida daquele estranho à beira do caminho e trata-o como irmão. Procedendo deste modo, sem pensar sequer, muda as coisas, gera um mundo mais fraterno.

Irmãos, irmãs, nunca estamos preparados para a doença. E muitas vezes nem sequer para admitir que avançamos na idade. Tememos a vulnerabilidade e a difusa cultura do mercado leva-nos a negá-la. Não há espaço para a fragilidade. E assim o mal, quando irrompe e nos ataca, deixa-nos por terra, atordoados. Então pode acontecer que os outros nos abandonem ou que nos pareça a nós que devemos abandoná-los a fim de não nos sentirem como um peso para eles. Começa assim a solidão e envenena-nos a sensação amarga de uma injustiça, devido à qual até nos parece que o Céu se fecha. Na realidade, sentimos dificuldade de permanecer em paz com Deus, quando se desfaz a relação com os outros e com nós próprios. Por isso é mesmo importante, relativamente também à doença, que toda a Igreja se confronte com o exemplo evangélico do bom samaritano, para se tornar um “hospital de campanha” válido: a sua missão, com efeito, especialmente nas circunstâncias históricas que atravessamos, exprime-se no exercício do cuidado. Todos somos frágeis e vulneráveis; todos temos necessidade daquela atenção compassiva que sabe deter-se e aproximar-se, que sabe cuidar e levantar. A condição dos enfermos é, assim, um apelo que quebra a indiferença e abranda o passo de quem avança como se não tivesse irmãs e irmãos.

De facto, o Dia Mundial do Doente não convida apenas à oração e à proximidade com aqueles que sofrem, mas, ao mesmo tempo, visa sensibilizar o povo de Deus, as instituições de saúde e a sociedade civil para uma nova forma de avançarmos juntos. A profecia de Ezequiel, já referida atrás, contém um juízo muito duro sobre as prioridades daqueles que exercem, sobre o povo, o poder económico, cultural e governamental: «Vós bebestes o leite, vestistes-vos com a sua lã, matastes as reses mais gordas e não apascentastes as ovelhas. Não tratastes das que eram fracas, não cuidastes da que estava doente, não curastes a que estava ferida; não reconduzistes a transviada; não procurastes a que se tinha perdido, mas a todas tratastes com violência e dureza» (34,3-4). A Palavra de Deus – não só na denúncia, mas também na proposta – é sempre capaz de iluminar, é sempre atual. Na realidade, a conclusão da parábola do Bom Samaritano sugere-nos como a prática da fraternidade, que começou por um encontro tu a tu, se pode alargar para um cuidado organizado. A estalagem, o estalajadeiro, o dinheiro, a promessa de se manterem mutuamente informados (cf. Lc 10,34-35): tudo isto faz pensar no ministério dos sacerdotes, no trabalho dos agentes de saúde e dos agentes sociais, no empenho de familiares e de voluntários, graças aos quais em cada dia, em todo o mundo, o bem se opõe ao mal.

Os anos da pandemia aumentaram o nosso sentimento de gratidão por quem diariamente trabalha em prol da saúde e da investigação. Mas, ao sair de uma tragédia coletiva assim tão grande, não é suficiente louvar os heróis. A Covid-19 pôs à prova esta grande rede de competências e de solidariedade e mostrou os limites estruturais dos sistemas de assistência social existentes. Por isso, é necessário que a gratidão seja acompanhada, em cada país, pela busca ativa de estratégias e recursos a fim de serem garantidos a todo o ser humano o acesso aos cuidados e o direito fundamental à saúde.

«Trata bem dele» (Lc 10,35) é a recomendação do samaritano ao estalajadeiro. Mas Jesus repete-a igualmente a cada um de nós na exortação conclusiva: «Vai e faz tu também o mesmo». Como evidenciei na encíclica Fratelli tutti, «a parábola mostra-nos as iniciativas com que se pode refazer uma comunidade a partir de homens e mulheres que assumem como própria a fragilidade dos outros, não deixam constituir-se uma sociedade de exclusão, mas fazem-se próximos, levantam e reabilitam o caído, para que o bem seja comum» (n. 67). Efetivamente «fomos criados para a plenitude que só se alcança no amor. Viver indiferentes à dor não é uma opção possível» (n. 68).

No dia 11 de fevereiro de 2023 olhamos para o Santuário de Lurdes como uma profecia, uma lição confiada à Igreja em pela modernidade. Não tem valor só aquilo que funciona; não conta só quem produz. As pessoas doentes estão no âmago do povo de Deus, que avança juntamente com elas como profecia duma humanidade onde cada pessoa é preciosa e ninguém deve ser descartado.

À intercessão de Maria, Saúde dos Enfermos, confio cada um de vós, que estais doentes; vós que cuidais deles em família, com o trabalho, a investigação e o voluntariado; e vós que vos esforçais por tecer laços pessoais, eclesiais e civis de fraternidade. A todos envio de coração a minha Bênção Apostólica.

Roma, São João de Latrão, 10 de janeiro de 2023.

FRANCISCO

Link: https://lefa.pt/?p=51666

Faltam…

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Para a JMJ 2023!

No dia 29 de janeiro, domingo, o Comité Organizador Diocesano (COD) convidou os Comités Organizadores Vicariais (COVs) e as Equipas de Acolhimento Local (EALs) a visitar a sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 e o Parque Tejo.

A visita a estes espaços teve como objetivo conhecer a dinâmica de trabalho do Comité Organizador Local (COL) através do sítio onde a JMJ está a nascer e o parque em que vão acontecer a Vigília e a Missa de Envio do maior encontro de jovens do mundo. Além disso, foi também uma oportunidade de convívio entre as equipas da nossa diocese.

Testemunho

Para mim a JMJ de Roma foi uma oportunidade para me reconciliar com os outros e com Deus. Senti-me acolhido e encontrei Deus, no meu coração, de uma forma muito bonita. Percebi, na minha juventude, que não estava sozinho nas dúvidas, inseguranças e inquietudes. Foi uma experiência profunda de comunidade e de fé.

Hugo Menino – Paróquia da Azoia – JMJ Roma 2000

Sabias que…

A JMJ vai ter um coro de surdos?

Um coro de surdos vai interpretar as músicas litúrgicas nos eventos centrais da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023. O projeto “Mãos que Cantam” juntou-se ao Coro da JMJ Lisboa 2023, promovendo a integração de ouvintes e não ouvintes, simultaneamente, num coro.

“Mãos que Cantam” é composto por pessoas surdas, e nasceu do desafio de criar um coro com os alunos surdos que pudessem interpretar a música não com a voz, mas utilizando a Língua Gestual Portuguesa.

Link: https://lefa.pt/?p=51839

Realiza-se em Praga, de 5 a 12 de fevereiro, a Assembleia Continental Europeia do Sínodo 2021-2014, com o tema “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Entre os participantes nesta fase do processo sinodal estarão 14 delegados da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), sendo 4 presenciais e 10 online.

A delegação portuguesa em Praga é composta por D. José Ornelas, presidente da CEP; Padre Manuel Barbosa, secretário da CEP e coordenador da Equipa Sinodal nacional; e dois membros desta mesma equipa: Carmo Rodeia e Anabela Sousa.

Caberá a estes delegados partilhar, na Assembleia, o resultado da reflexão e discernimento das Igrejas locais sobre as questões apresentadas no Documento para a Etapa Continental: as intuições que mais ecoaram; as divergências e as interrogações a ser enfrentadas; e as prioridades que devem ser estabelecidas.

A participação online conta com os restantes membros da equipa sinodal da CEP – Isabel Figueiredo, Paulo Rocha, Pedro Gil e Padre Eduardo Duque – e de representantes das equipas sinodais diocesanas dos Bispos que compõem o Conselho Permanente: Braga (coincide com um membro da Equipa), Coimbra, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Porto e Santarém, que acompanharão todo o encontro e darão o seu contributo durante os trabalhos de grupo.

A Assembleia Continental Europeia divide-se em dois momentos distintos: o primeiro, de 5 a 9 de fevereiro, será uma assembleia eclesial com a participação de 200 pessoas presencialmente e 390 online; o segundo momento, de 10 a 12 de fevereiro, é reservado apenas aos Bispos que presidem às 39 Conferências Episcopais da Europa.

O encontro pode ser acompanhado através do sítio online https://prague.synod2023.org.

Mais informações sobre o Sínodo dos Bispos disponíveis no website da Agência Ecclesia, em https://agencia.ecclesia.pt/portal/tag/sinodo-dos-bispos/.

Link: https://lefa.pt/?p=51837

Falar do Holocausto é honrar milhões de pessoas que sobreviveram, ainda que subjugadas ao livre arbítrio de um regime ditatorial, onde a única regra que imperava era perpetuar o orgulho e a glória majestosa de um líder nazi e de todos os seus seguidores. Numa resiliência incrível e inspiradora viram a sua vida limitada às diretrizes deste regime e ao dia a dia de um campo de concentração. É mostrar como o amor pode revolucionar a vida de alguém e ser a âncora que permite acreditar que amanhã sempre chegará. É acreditar com esperança que nem todos se calarão perante o horror, porque existem os bons que nunca cruzaram os braços e que jamais permitirão que o mal triunfe.

Falar do Holocausto é mostrar o quanto pode ser perigoso viver numa época onde os valores da dignidade humana pouco contam para alguns, muitos na verdade. É trazer à memória os seis milhões de pessoas que pereceram nas mãos do nazismo, porque a dor e sofrimento eram insustentáveis para a debilidade dos corpos que carregavam.

Falar do Holocausto é lembrar a todos que é urgente aprender com os erros do passado, para evitar que se repitam. É necessário lembrar Auschwitz-Birkenau justamente para educar contra Auschwitz-Birkenau e tudo aquilo que representou. É preciso falar de Belzec, de Sobibor, de Treblinka e tantos outros.

Hoje essa necessidade é ainda mais premente. Confrontados, há quase um ano, com uma nova guerra em palco europeu, cujas repercussões afetam todos, é preciso educar para a criação de uma única Humanidade. Está nas mãos de cada um de nós o futuro que queremos ter, o mundo onde queremos viver e aquilo que queremos ser.

Neste sentido, enquanto escola que premeia a formação integral dos alunos, unimo-nos à campanha internacional “#WeRemember”, dinamizada no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Lembrámos, num momento de oração para toda a escola, cada uma das vítimas do regime nazi e ilustrámos um postal sobre a temática. Para este trabalho, os alunos de 9.º ano exploraram um thinglink com imagens, excertos de poemas e textos, um testemunho de uma sobrevivente dos campos de concentração e excertos do filme “A Lista de Schindler” e “Aristides de Sousa Mendes”. Os trabalhos estão patentes numa exposição no Colégio até dia 10 de fevereiro e serão, posteriormente, enviados para a Memoshoá – Associação Memória e Ensino do Holocausto.

Acreditamos que é nosso dever lembrar o Holocausto e evocar a memória de todos aqueles que foram vítimas deste período, porque queremos unir-nos ao apelo “Nunca Mais. Com Ninguém”. Porque continuamos a sonhar um mundo melhor!

Link: https://lefa.pt/?p=51834

«Trata bem dele» (Lc 10,35)
A compaixão como exercício sinodal de cura

Queridos irmãos e irmãs

A doença faz parte da nossa experiência humana. Mas pode tornar-se desumana, se for vivida no isolamento e no abandono, se não for acompanhada pelo cuidado e pela compaixão. Quando caminhamos juntos é normal que alguém se possa sentir mal, que tenha de parar por causa do cansaço ou por alguma dificuldade no percurso. É exatamente nesses momentos que se vê como estamos a caminhar: se caminhamos verdadeiramente juntos ou vamos pela mesma estrada, mas cada um por sua conta, dando atenção aos seus próprios interesses e deixando que os outros “se arranjem”. Por isso, neste XXXI Dia Mundial do Doente e em pleno percurso sinodal, convido-vos a refletir sobre o facto de podermos aprender, precisamente através da experiência da fragilidade e da doença, a caminhar juntos segundo o estilo de Deus que é proximidade, compaixão e ternura.

No livro do profeta Ezequiel, num grande oráculo que constitui um dos pontos culminantes de toda a Revelação, o Senhor diz-nos: «Sou Eu que apascentarei as minhas ovelhas, sou Eu quem as fará descansar – oráculo do Senhor Deus. Procurarei aquela que se tinha perdido, reconduzirei a que se tinha tresmalhado; cuidarei da que está ferida e tratarei da que está doente. […] A todas apascentarei com justiça» (34,15- 16). Naturalmente as experiências de estarmos perdidos, doentes ou frágeis fazem parte do nosso caminho: não nos excluem do povo de Deus. Pelo contrário, colocam- nos no centro da solicitude do Senhor que é Pai e não quer perder pelo caminho nem sequer um dos seus filhos. Trata-se, pois, de aprender com Ele a ser verdadeiramente uma comunidade que caminha em conjunto, capaz de não se deixar contagiar pela cultura do descarte.

A encíclica Fratelli tutti, como sabem, propõe uma leitura atualizada da parábola do Bom Samaritano (cf. n. 56). Escolhi-a como charneira, como ponto de viragem para se poder sair das «sombras dum mundo fechado» (cap. I) e «pensar e gerar um mundo aberto» (cap. III). Com efeito, há uma profunda conexão entre esta parábola de Jesus e as múltiplas formas em que hoje é negada a fraternidade. De modo particular, no facto de a pessoa espancada e roubada acabar abandonada na estrada, podemos ver representada a condição em que são deixados tantos irmãos e irmãs nossos na hora em que mais precisam de ajuda. Distinguir quais os atentados à vida e à sua dignidade que provêm de causas naturais e quais são aqueles que são provocados por injustiças e violências… não é fácil. Na realidade, o nível das desigualdades e a prevalência dos interesses de poucos já incidem de tal modo sobre cada ambiente humano que é difícil considerar “natural” qualquer experiência. Um sofrimento realiza-se sempre numa “cultura” e nas suas contradições.

O que importa, no entanto, é reconhecer a condição de solidão, de abandono. Trata-se duma atrocidade que pode ser superada antes de qualquer outra injustiça, porque para a eliminar – como conta a parábola – basta um momento de atenção, o movimento interior da compaixão. Dois viajantes, considerados religiosos, veem o ferido e não param. Mas o terceiro, um samaritano, alguém que é desprezado, deixa- se mover pela compaixão e cuida daquele estranho à beira do caminho e trata-o como irmão. Procedendo deste modo, sem pensar sequer, muda as coisas, gera um mundo mais fraterno.

Irmãos, irmãs, nunca estamos preparados para a doença. E muitas vezes nem sequer para admitir que avançamos na idade. Tememos a vulnerabilidade e a difusa cultura do mercado leva-nos a negá-la. Não há espaço para a fragilidade. E assim o mal, quando irrompe e nos ataca, deixa-nos por terra, atordoados. Então pode acontecer que os outros nos abandonem ou que nos pareça a nós que devemos abandoná-los a fim de não nos sentirem como um peso para eles. Começa assim a solidão e envenena- nos a sensação amarga de uma injustiça, devido à qual até nos parece que o Céu se fecha. Na realidade, sentimos dificuldade de permanecer em paz com Deus, quando se desfaz a relação com os outros e com nós próprios. Por isso é mesmo importante, relativamente também à doença, que toda a Igreja se confronte com o exemplo evangélico do bom samaritano, para se tornar um “hospital de campanha” válido: a sua missão, com efeito, especialmente nas circunstâncias históricas que atravessamos, exprime-se no exercício do cuidado. Todos somos frágeis e vulneráveis; todos temos necessidade daquela atenção compassiva que sabe deter-se e aproximar-se, que sabe cuidar e levantar. A condição dos enfermos é, assim, um apelo que quebra a indiferença e abranda o passo de quem avança como se não tivesse irmãs e irmãos.

De facto, o Dia Mundial do Doente não convida apenas à oração e à proximidade com aqueles que sofrem, mas, ao mesmo tempo, visa sensibilizar o povo de Deus, as instituições de saúde e a sociedade civil para uma nova forma de avançarmos juntos. A profecia de Ezequiel, já referida atrás, contém um juízo muito duro sobre as prioridades daqueles que exercem, sobre o povo, o poder económico, cultural e governamental: «Vós bebestes o leite, vestistes-vos com a sua lã, matastes as reses mais gordas e não apascentastes as ovelhas. Não tratastes das que eram fracas, não cuidastes da que estava doente, não curastes a que estava ferida; não reconduzistes a transviada; não procurastes a que se tinha perdido, mas a todas tratastes com violência e dureza» (34,3-4). A Palavra de Deus – não só na denúncia, mas também na proposta – é sempre capaz de iluminar, é sempre atual. Na realidade, a conclusão da parábola do Bom Samaritano sugere-nos como a prática da fraternidade, que começou por um encontro tu a tu, se pode alargar para um cuidado organizado. A estalagem, o estalajadeiro, o dinheiro, a promessa de se manterem mutuamente informados (cf. Lc 10,34-35): tudo isto faz pensar no ministério dos sacerdotes, no trabalho dos agentes de saúde e dos agentes sociais, no empenho de familiares e de voluntários, graças aos quais em cada dia, em todo o mundo, o bem se opõe ao mal.

Os anos da pandemia aumentaram o nosso sentimento de gratidão por quem diariamente trabalha em prol da saúde e da investigação. Mas, ao sair de uma tragédia coletiva assim tão grande, não é suficiente louvar os heróis. A Covid-19 pôs à prova

esta grande rede de competências e de solidariedade e mostrou os limites estruturais dos sistemas de assistência social existentes. Por isso, é necessário que a gratidão seja acompanhada, em cada país, pela busca ativa de estratégias e recursos a fim de serem garantidos a todo o ser humano o acesso aos cuidados e o direito fundamental à saúde.

«Trata bem dele» (Lc 10,35) é a recomendação do samaritano ao estalajadeiro. Mas Jesus repete-a igualmente a cada um de nós na exortação conclusiva: «Vai e faz tu também o mesmo». Como evidenciei na encíclica Fratelli tutti, «a parábola mostra-nos as iniciativas com que se pode refazer uma comunidade a partir de homens e mulheres que assumem como própria a fragilidade dos outros, não deixam constituir-se uma sociedade de exclusão, mas fazem-se próximos, levantam e reabilitam o caído, para que o bem seja comum» (n. 67). Efetivamente «fomos criados para a plenitude que só se alcança no amor. Viver indiferentes à dor não é uma opção possível» (n. 68).

No dia 11 de fevereiro de 2023 olhamos para o Santuário de Lurdes como uma profecia, uma lição confiada à Igreja em plena modernidade. Não tem valor só aquilo que funciona; não conta só quem produz. As pessoas doentes estão no âmago do povo de Deus, que avança juntamente com elas como profecia duma humanidade onde cada pessoa é preciosa e ninguém deve ser descartado.

À intercessão de Maria, Saúde dos Enfermos, confio cada um de vós, que estais doentes; vós que cuidais deles em família, com o trabalho, a investigação e o voluntariado; e vós que vos esforçais por tecer laços pessoais, eclesiais e civis de fraternidade. A todos envio de coração a minha Bênção Apostólica.

Roma, São João de Latrão, 10 de janeiro de 2023. FRANCISCO

Link: https://lefa.pt/?p=51832

Os novos responsáveis do Serviço de Pastoral Familiar da Diocese estão a divulgar uma carta para se apresentarem à comunidade e dar a conhecer a equipa que compõe este serviço. De seguida, apresentamos o teor da mensagem que partilham:

Caros amigos, 

Somos o casal Ana e Nuno Gordalina, nomeados pelo nosso bispo D. José, como novos responsáveis pelo Serviço de Pastoral Familiar da nossa Diocese. 

Fruto da Caminhada Sinodal da Igreja Universal, também a nossa Diocese deseja, desde já, promover uma maior responsabilização dos leigos nos serviços da Igreja. É nesse sentido que, pela primeira vez na nossa Diocese, o responsável pelo Serviço da Pastoral Familiar não é um padre, mas sim um casal. 

Foi com humildade, alegria e sentido de serviço que assumimos esta missão, que nos foi confiada. Depois de uma reunião com o D. José, iniciámos a constituição da equipa diocesana, que procurámos que fosse diversificada e abrangente. 

Somos seis casais: 

  • Ana Gordalina e Nuno Gordalina da paróquia de Pataias 
  • São Henriques e Paulo Salgueiro da paróquia de Parceiros 
  • Ana Filipa Sousa e Pedro Figueira da paróquia de Marrazes 
  • Guida Bento e Guilherme Bento da paróquia de Colmeias 
  • Ana Pereira e Hélder Fragoso da paróquia da Barreira 
  • Micaela Cabelo e Sérgio Silva da paróquia de Parceiros 
  • O nosso Assistente é o Padre José Augusto Rodrigues. 

Temos como padroeiros os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, o casal São Luís Martin e Santa Zélia Guerín Martin, pelo verdadeiro exemplo de uma Igreja Doméstica. 

Esta nossa apresentação é o primeiro passo para entrar em diálogo com a Diocese, com o intuito de conhecer a realidade atual da Pastoral Familiar, identificar as suas necessidades e trabalhar com todos, para que as famílias possam descobrir a sua vocação e comprometer-se. 

Estamos conscientes de que só com a colaboração e entreajuda de todos, será possível levar a cabo esta missão de serviço às Famílias. 

Link: https://lefa.pt/?p=51829

No dia 25 de fevereiro (sábado), das 14h30 às 18h00, no Centro Pastoral Diocesano, no Seminário de Leiria, vai realizar-se uma ação de formação para novos membros dos conselhos económicos paroquiais e comissões administrativas das igrejas não paroquiais (capelas). A organização deste evento cabe à Administração Diocesana, de que é ecónomo o padre Cristiano Saraiva e contará com a participação de Sónia Vazão, membro da equipa do Departamento do Património Cultural.

O RABI (Regulamento da administração dos bens da Igreja na diocese de Leiria-Fátima) será um instrumento importante nessa formação. Mas serão dadas outras informações de natureza legal e fiscal referentes à administração dos bens materiais das comunidades cristãs. E ainda instruções e sensibilização relativas aos cuidados de preservação e melhoramentos do património cultural da Igreja.

Link: https://lefa.pt/?p=51827

11 de fevereiro de 2023, sábado, das 10h às 11h, no seminário de Leiria, haverá um encontro para os catequistas do 3º ano da catequese da diocese de Leiria-Fátima para lançar a atividade “Festa da Eucaristia – Vamos cear com Jesus”.

Aos catequistas que contam participar neste encontro do dia 11 de fevereiro, pedimos que se inscrevam AQUI: https://forms.gle/CnFMrj1sFgVpEUhS8

À semelhança do que aconteceu nos últimos anos, também este ano, no dia da celebração da Solenidade do Corpo de Deus, 8 de junho de 2023, as crianças do 3º ano da catequese serão convidadas a viver um dia de atividade que reforça a importância da Eucaristia, na qual participaram plenamente ao longo deste ano de catequese.

A atividade, além de proporcionar a envolvência numa celebração diocesana, e o encontro com o Sr. Bispo, procura ajudar a aprofundar a relação com Jesus na Eucaristia.

Link: https://lefa.pt/?p=51825
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