Abertura do Assembleia do Sínodo dos Bispos: a Igreja parou

A afirmação é do Papa Francisco na abertura do Assembleia do Sínodo dos Bispos: “A Igreja parou, como pararam os Apóstolos depois de Sexta-Feira Santa, naquele Sábado Santo.
http://lefa.pt/?p=54546

[N.R. transcrição da newsletter enviada pela Agência Ecclesia]

“A Igreja parou”. A afirmação é do Papa Francisco na abertura do Assembleia do Sínodo dos Bispos: “A Igreja parou, como pararam os Apóstolos depois de Sexta-Feira Santa, naquele Sábado Santo. Fechados: aqueles por medo, nós não! Mas… parou. É uma pausa de toda a Igreja, em escuta. Esta é a mensagem mais importante”.

Foi desta forma que o Papa terminou a sua saudação aos participantes na Assembleia Sinodal. Os objetivos desta paragem foram explicados antes. Um documento que vale a pena ler, porque é toda a Igreja que está em Sínodo.

Sugiro algumas partes dessa saudação do Papa:

Gosto de dizer que o Sínodo não é um parlamento; é diferente! O Sínodo não é uma reunião de amigos para resolver algumas questões atuais ou dar opiniões; é diverso! Não esqueçamos, irmãos e irmãs, que o protagonista do Sínodo não somos nós: é o Espírito Santo. E, se estiver no meio de nós o Espírito a guiar-nos, será um bom Sínodo. Mas, se houver entre nós outros modos a mover-nos como, por exemplo, interesses humanos, pessoais, ideológicos, não será um Sínodo, mas mais uma reunião parlamentar, o que é diferente. O Sínodo é um caminho que o Espírito Santo faz. 

Harmonia – atenção! – não significa «síntese», mas «vínculo de comunhão entre partes desiguais». Se neste Sínodo chegarmos a uma declaração de que todos são iguais, todos iguais, sem nuances, o Espírito não estaria aqui. Ficou fora. Ele cria aquela harmonia que não é síntese, mas um vínculo de comunhão entre partes dissemelhantes.

A Igreja, uma harmonia única de vozes, com muitas vozes, realizada pelo Espírito Santo: assim devemos conceber a Igreja. Cada comunidade cristã, cada pessoa tem a sua peculiaridade, mas estas particularidades hão de ser inseridas na sinfonia da Igreja… E a justa sinfonia é feita pelo Espírito: nós não podemos fazê-la. Não somos um parlamento, não somos as Nações Unidas, não! Trata-se duma coisa diferente…

Na minha opinião, a doença pior que hoje – sempre, mas também hoje – se vê na Igreja é aquilo que vai contra o Espírito, ou seja, a mundanidade espiritual. Um espírito – mas não santo! – de mundanidade. Tende cuidado com isto: não ocupemos o lugar do Espírito Santo com coisas mundanas – mesmo boas – como o bom senso: isto ajuda, mas o Espírito vai mais longe. Devemos aprender a viver na nossa Igreja com o Espírito Santo.

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