A liberdade “livre”

Nunca se falou tanto em liberdade como hoje em dia, e nunca se condicionou tanto a liberdade como hoje em dia.
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Fala-se hoje em dia muito em liberdade.

Mas quanto mais penso no mundo e nas coisas do mundo, menos sinto liberdade, porque o mundo, (entenda-se sociedade), me condiciona, ou pretende condicionar, cada vez mais, o meu pensamento, a minha forma de agir, o meu comportamento, (e não me refiro a “bom comportamento), o meu vestir, até o meu ensinar ou estudar, etc., etc.

E, no entanto, nunca se falou tanto em liberdade como hoje em dia, e nunca se condicionou tanto a liberdade como hoje em dia.

Pode não se condicionar pela força das armas, (excepto nalguns lugares), mas condiciona-se pelo pensamento do “politicamente correcto”, de uma suposta maioria que não foi eleita por ninguém, de uns valores sem qualquer valor, que se pretendem impor à sociedade.

Pode pensar-se que não advém daí nenhum mal para aqueles que não querem viver o “pensamento correcto”, mas a verdade é que podem sofrer e sofrem no acesso a empregos, nas promoções em empregos, na comunicação social, etc., etc.

Por isso cada vez mais percebo que a única liberdade verdadeira, é a liberdade de Deus.

O Deus que nos criou é o Deus que nos dá inteira liberdade e só nEle encontramos a verdadeira liberdade.

Aponta-nos caminho, mas não nos obriga a fazê-lo.

Dá-nos a salvação, mas não nos obriga a sermos salvos.

Ama-nos infinitamente, mas não nos obriga a amá-lO.

Dá-nos amor para nos amarmos uns aos outros, mas não nos obriga a amarmos o outro.

Dá-nos a Igreja, mas não nos obriga a sermos Igreja.

Esta liberdade de Deus, esta liberdade que Deus nos dá, tem um nome: Amor.

Para aqueles que acreditam em Deus, foi Deus quem nos amou primeiro e assim nos ensinou, nos deu a graça, nos concedeu o dom do amor.

Ora o amor de Deus é livre, é inteira doação, que nada exige em troca.

Deus que nos criou, ama-nos de tal maneira, que nos dá total liberdade de O amarmos ou não.

Assim, o amor verdadeiro é totalmente livre, não é um pensamento, uma ideia, um “politicamente correcto”, não é sequer uma qualquer falsa maioria, mas sim em todos os momentos, uma total abertura, porque está aberto ao amor na relação a dois, na relação com os outros e na relação com Deus que é amor.

O amor nunca se completa se não for para além da relação a dois, ou seja, quando se abre ao amor aos filhos, ao amor aos outros, ao amor a Deus, que é fonte de amor.

Só assim o amor é verdadeiro amor, porque é assente na liberdade que constrói o amor.

O amor existe e acontece, não porque há um pensamento único ou um modo de ser e agir único, mas sim porque ele se renova todos os dias, no respeito mútuo, porque a liberdade do amor faz dele um sentimento de graça, de dom, mas também da vontade.

O amor não tem “peso”, porque quem ama, ama para além das circunstâncias, ama porque é livre.

E o amor verdadeiramente livre é o amor que vem de Deus, porque só Deus é verdadeiramente livre e por isso mesmo, só Ele nos faz verdadeiramente livres.

«O amor jamais passará.» 1 Cor 13.8

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