“A Flor Fugitiva” voou alto

No final, ficava no ar um aroma a literatura e convívio, com mais uma flor plantada no quintal das obras de Júlia Moniz.
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Decorreu com elevação e leveza o lançamento do livro de Júlia Moniz no salão paroquial da Barreira durante o fim de tarde do domingo de 1 de maio.

Diante duma sessão com uma audiência numerosa, a psicóloga Maria Ángeles Ludeña Martín teceu uma apreciação crítica e emotiva da obra com palavras incisivas a comprovarem a sua leitura atenta das páginas de “A Flor Fugitiva… e outros textos”. No desenlace da sua intervenção, afirmou que «pelo que eu entendo, a escrita foi para a dona Júlia um caminho que a tirou de um buraco escuro para uma zona luminosa, extensa, aberta. É dona da chave para entrar e sair à vontade do seu mundo interior para o exterior. Tem um mecanismo de engrenagem em que, como ela mesma refere, “as mãos escrevem o que o cérebro dita orientado pelo coração”.»

JÚLIA MONIZ LADEADA POR ANABELA GRAÇA E MARIA ÁNGELES

A mesa foi iluminada pelas palavras dos dois autarcas presentes. Enquanto o presidente da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, José Cunha, se referiu à cumplicidade com Júlia Moniz no seu passado autárquico, a vereadora da cultura e vice-presidente da Câmara Municipal de Leiria, Anabela Graça, citou um pequeno trecho do livro muito atual acerca da relação entre mãe e filho, entre guerra e paz.

Intervieram ainda a autora Júlia Moniz, que ofereceu um livro especial encadernado a uma amiga de infância que a inspirou a redigir a crónica mais relevante do livro, enquanto Pedro Moniz agradeceu à mãe o benéfico contágio que lhe proporcionou com a empatia com as letras.

O Coro AdesbAcapella ilustrou musicalmente a tarde com três peças que sugeriam a vivência da alegria em contraste com as tristezas inerentes à vida. Entre os presentes, esteve também Paulo Silva, ilustrador do livro e escritores dos Serões Literários das Cortes, que vão ser retomados a partir do dia 7 de maio. Coube a Rui Moniz a gravação audiovisual do evento.

No final, ficava no ar um aroma a literatura e convívio, com mais uma flor plantada no quintal das obras de Júlia Moniz. Desta vez tratou-se da compilação dum conjunto de crónicas publicadas na imprensa regional e local ao longo dos 10 últimos anos. O seu jardineiro foi Carlos Fernandes, da editora Hora de Ler.

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