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Congregação das Filhas da Igreja

Categoria: Notícias
Criado em 05-11-2015
©DR

Uma revelação especial numa procissão do Corpo de Deus, em 1913, leva a jovem Maria Oliva Bonaldo a desejar a vida religiosa e a sonhar com uma congregação totalmente dedicada a servir a Igreja de Cristo. Esse sonho virá a tomar corpo com a fundação das Filhas da Igreja, em 1938.

 

 

 

 

 

 

“Procissão de Deus entre os homens”

Nascida em 1893 em Castelfranco Veneto (Itália), numa família de hoteleiros, Maria Oliva tem uma infância feliz, apenas ensombrada pela morte da mãe durante a adolescência. Dela ficará, no entanto, uma formação cristã marcada pelo especial amor à Eucaristia, a Nossa Senhora e aos mais pobres. Recebe também uma educação esmerada, que a torna uma professora conceituada.

Aos 20 anos, quando já pensava casar e formar a sua própria família, acontece o inesperado que faz transformar toda a sua perspectiva de futuro. Apesar do ambiente hostil às manifestações religiosas, decide participar no pequeno cortejo de uma procissão do Corpo de Deus, na sua terra natal, e é alcançada por uma “graça de luz e de força” que descreve assim: “compreendi Jesus, compreendi a Igreja, compreendi para quem devia viver”.

Decide torna-se religiosa e começa aí um percurso de amor e de dor, com uma primeira indicação contrária do seu diretor espiritual. Só aos 27 anos receberá dele a autorização para entrar nas Filhas da Caridade Canossianas, continuando a estudar até obter a “láurea” em Letras e Filosofia, com nota máxima na tese “A Virgem no Humanismo”, após o que fica diretora do Instituto de Magistério das Canossianas em Treviso.

Mas não era ainda esse o seu sonho. Tal só será concretizado em 1938, ao ser-lhe permitido, após anos de recusas, criar a primeira comunidade das Filhas da Igreja. A aprovação pontifícia viria em 1949, quando já se estendia a várias localidades, mas será o movimento de renovação litúrgica trazido pelo Vaticano II a potenciar a expansão por todo o mundo. Estão atualmente em Itália, França, Espanha, Portugal, Turquia, Índia, Colômbia, Equador, Bolívia e Brasil, e a preparar a abertura de uma casa nas Filipinas.

 

Carisma e apostolado

2015-11-04 sopra1As Filhas da Igreja assumem como carisma “conhecer, amar e testemunhar a Igreja: fazê-la conhecida e fazê-la amada; orar, trabalhar e sofrer por ela a exemplo de Jesus”. Um carisma transposto para o seu nome, que consideram exprimir “a identidade de todo o cristão regenerado para a vida divina no seio da Igreja Mãe”.

Esta “paixão” pela Igreja de Cristo e pela humanidade, herdada da fundadora, é vivida por cada irmã através do testemunho de uma vida sóbria, sorridente, de oração e de uma fraternidade simples e familiar, vivida à imagem da primeira comunidade cristã.

A sua espiritualidade assenta na liturgia, fonte e cume da vida da Igreja, cujas celebrações são louvor à Santíssima Trindade e, ao mesmo tempo, prolongamento do mistério celebrado no quotidiano. No centro desta vida espiritual, a Eucaristia alimenta a escuta orante da Palavra de Deus, inspira as relações fraternas e torna as Filhas da Igreja “adoradoras de Cristo” que Se mostra em procissão entre os homens”.

Tal como em toda a vida da Igreja, é da Eucaristia que brota a atividade evangelizadora da congregação, segundo as necessidades locais: animação litúrgica, presença pastoral, ação ecuménica, apostolado mariano, projetos de promoção humana e social, sempre com o objetivo de formar para o sentido profundo da Igreja e educar para a contemplação.

Neste serviço, é especial modelo a Mãe de Jesus e Mãe da Igreja: “Nela vemos realizado o ideal de santidade para o qual tendemos, procurando realizar a nossa aspiração de Filhas em união com ela e como ela: à disposição exclusiva de Cristo e da Igreja; na escuta e meditação da Palavra de Deus; abandonada à vontade do Pai na fé, para a edificação do Corpo de Cristo”.

 

Na Diocese

Na sua primeira vinda a Fátima, em 1959, a Madre Maria Oliva encontra o então Bispo de Leiria, D. João Pereira Venâncio, e manifesta-lhe o desejo de comprar um terreno próximo do Santuário. Depois, pede ao Papa Paulo Vl que aprove ali a fundação de uma casa de vida contemplativa. Já depois da sua morte, esse será mais um sonho concretizado, em 1976, com a inauguração da casa de oração “Stella Matutina”, em que participa o então Bispo diocesano D. Alberto Cosme do Amaral. A primeira comunidade de vida contemplativa dá início à Adoração Eucarística para exprimir sobretudo a missão orante da Igreja.

Atualmente, a comunidade é composta de seis Irmãs, que continuam a viver a dimensão eclesial e a comunhão com a Igreja local, com particular sensibilidade para o Magistério do Papa, as indicações do Bispo diocesano e a difusão da Mensagem de Fátima como convite à oração e participação na missão evangelizadora e salvadora da Igreja, dedicando-se, ainda, ao acolhimento a peregrinos.

 

Testemunho vocacional

Casa, escola e Igreja foram os ambientes
onde construí os alicerces da minha vida

2015-11-04 sopra2Nasci numa pequena aldeia de Pádua, Itália, em 1940. Quarta de cinco filhos, os nossos pais educaram-nos numa sólida vida cristã e posso dizer que a minha infância e adolescência foram serenas e felizes, como tantas crianças e jovens da minha idade. Casa, escola e Igreja foram os ambientes onde construí os alicerces para o futuro da minha vida. A paróquia foi a minha segunda casa: recebi e dei catequese, fiz parte da juventude da Ação Católica e do coro, estando sempre disponível para todos os serviços de caridade que o pároco me pedia. Ao domingo, participava na Eucaristia, de tarde visitava os doentes e os velhinhos da minha comunidade.

Quando completei 17 anos, entendi que era o momento de procurar trabalho e poder ajudar economicamente a minha família, que tinha necessidade do meu contributo. Uma amiga convidou-me para trabalhar com ela numa casa da Diocese, que era dirigida pelas Filhas da Igreja. Encontrar-me com as irmãs, viver na mesma casa, participar na mesma Eucaristia e ver o seu testemunho alegre despertaram em mim o desejo profundo de me consagrar ao Senhor. E foi num retiro com as irmãs e outras jovens que decidir tomar esse passo.

Alguns obstáculos impediram a minha entrada imediata na Congregação, pelo que só em 1965, em Roma, dei início ao caminho formativo, culminando na primeira profissão em 1967 e na profissão perpétua em 1973. Vivi em comunidades como Milão e Lurdes, mas a que mais me marcou e enriqueceu foi a bela experiência em Trento: trabalhava na Cúria Diocesana e conseguia viver os meus compromissos religiosos acompanhando a vida da Congregação com muito interesse e participação.

Foi nestes anos felizes da minha vida que a Madre Maria Oliva tudo fez para que nascesse a comunidade de Fátima, embora ela a tenha contemplado já na comunhão dos Santos. Ao ter conhecimento desta nova realidade na nossa Família, percebi que estava em perfeita sintonia com a sua finalidade e que desejava servir o Senhor na vida contemplativa. Assim, em 1982, juntei-me às irmãs com o anseio de uma vida de Adoração Eucarística, oração, trabalho, vida fraterna… tudo pela Igreja, pelo Santo Padre e por todos os homens nossos irmãos.

Atualmente, sou a responsável da Comunidade e, juntas, agradecemos a Deus ter-nos chamado a viver nesta terra mariana/eucarística, e com esperança olhamos para o futuro da Igreja, vivendo com fé, fidelidade e fervor o nosso carisma.

Ir. Agnese Sanvido

Números

No Mundo

Casas: 60

Membros: 350

Em Portugal/Diocese

Casas: 1

Membros: 6

Mais nova: 55 anos

Mais velha: 88 anos

Média etária: 76

Luís Miguel Ferraz (Coord.) | Presente Leiria-Fátima

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