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Província Portuguesa da Ordem Franciscana

Categoria: Notícias
Criado em 26-05-2015

Esta é uma das ordens mais conhecidas e numerosas em todo o mundo. A sua fama acompanha a do fundador, Francisco de Assis, que de jovem boémio se tornou um apaixonado por Cristo, a Quem reconhecia, sobretudo, na figura dos mais pobres e humildes. É um dos santos mais emblemáticos e amados da história da Igreja e nele se inspirou o Papa Francisco para a escolha do seu nome.

 

 

 

 

Anunciar e viver como Jesus, à maneira de Francisco

Quem não conhece a história deste jovem, nascido numa família abastada de Assis, Itália, no início dos anos 80 do século XII? Era o “rei da juventude”, famoso animador de festas e banquetes, desejado pelas mais belas moças da cidade, soldado intrépido nas guerras e campanhas da sua terra. Mas uma visão muda a sua vida. “Francisco, vai reparar a minha igreja que está a cair em ruínas!”, terá ouvido ao olhar o crucifixo da igreja de S. Damião. O pai faz tudo para o demover, inclusive fechando-o num quarto gradeado, mas Cristo tinha-o “apanhado”. Em 1206, inicia uma nova vida, começando por reconstruir várias igrejas da região, mas será a reconstrução da própria Igreja aquilo a que Deus o tinha chamado, servindo a Cristo nos e com os pobres.

Em 1209, vai a Roma com onze companheiros e obtém do Papa Inocêncio III a aprovação oral da sua Regra e da sua forma de vida de Frades Menores. No ano seguinte, funda a Ordem Terceira dos Irmãos e Irmãs da Penitência. Dois anos depois, acolhe a conterrânea Clara e dá início à Ordem das Clarissas ou das Senhoras Pobres de Assis. Em 1221, o Papa Honório III aprova a Regra dos Irmãos e Irmãs da Penitência e, em 1223, a Regra da Ordem dos Frades Menores. Um ano depois, Francisco recebe no seu corpo as chagas de Cristo crucificado (estigmas), mas o sofrimento não o detém de pregar e cantar os louvores de Deus. Morre em 1226 e, dois anos depois, é canonizado pelo Papa Gregório IX.

 

Família Franciscana

O exemplo de Francisco e dos seus seguidores foi uma verdadeira “primavera” na Igreja, trazendo-lhe uma forma de vida “segundo o Evangelho”, que andava um pouco esquecida. Como ordem mendicante, os franciscanos vivem radicalmente o Evangelho, em “espírito de oração e devoção”, assumindo como tarefa primordial a evangelização e a promoção da paz e da justiça em qualquer ambiente e trabalho que façam.

Esse movimento viria a resultar em três grandes ordens, com diversas configurações ao longo da história. A 1.ª Ordem Franciscana inclui os Frades Menores Conventuais, os Frades Menores e os Frades Menores Capuchinhos. A 2.ª Ordem é a das Clarissas, com vários ramos ativos. A 3.ª tem dois grandes ramos: a Ordem Franciscana Secular, a mais numerosa, de leigos que fazem a profissão de viver no mundo a sua vocação; e a Terceira Ordem Regular, com vida em comum, votos públicos e dedicação ao apostolado, caridade, penitência e abnegação.

De referir, ainda, a JUFRA – Juventude Franciscana, proposta de vivência cristã destinada a jovens que se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana.

 

Há quase 800 anos em Leiria

Os primeiros franciscanos chegaram a Leiria em 1232-1233, ainda esta não era diocese nem cidade (só o seria em 1545), construindo o Convento de S. Francisco, junto do rio Lis, atualmente restaurado e um dos belos monumentos leirienses. Em 1652 surgiria o Convento de Santo António dos Covelos ou Capuchos.

Em 1834 são extintas as ordens religiosas em Portugal, mas os franciscanos estarão de regresso a Leiria em 1902, dando início à construção do atual convento de S. Francisco, na Portela. A República de 1910 volta a expulsá-los e o convento é nacionalizado, passando a funcionar ali a Escola Comercial e Industrial e o Asilo Distrital.

Um novo regresso acontece em 1940, para uma residência junto à Sé e, quatro anos depois, conseguem que a Câmara de Leiria lhes venda o antigo Convento da Portela por 150 mil escudos, com a Igreja cuja construção ficara parada desde 1910 e a quinta anexa. As obras recomeçam e são inauguradas no dia 1 de janeiro de 1950, com uma nova ala para Seminário de Filosofia.

A comunidade religiosa e académica vai crescendo e adaptando-se às exigências de cada tempo. Atualmente, funciona ali o Postulantado, uma casa de retiros fundada em 1982 e a sede provincial da União Missionária Franciscana, desde 2005.

Além das atividades internas, os membros da comunidade colaboram na pastoral local, como na liturgia, catequese, orientação de retiros, assistência espiritual e religiosa a adultos e jovens, pastoral caritativa, docência, apoio às missões e colaboração paroquial.

 

Frades Menores

Francisco de Assis escolheu para a Ordem a designação de “frades” (irmão), para indicar a fraternidade como aspeto fundamental, e “menores", em alusão às duas classes sociais da época e identificando-se com a dos mais pobres, sendo a pobreza o segundo fator característico do franciscanismo.

 

Testemunho vocacional

 "Feita a 4.ª classe, entrei no Colégio dos Frades Franciscanos"

2015-05-26 sopra3O frei Artur Carreira Marcelino das Neves, filho de Adriano Pereira Marcelino das Neves e de Lurdes Carreira, nasceu a 23 de Setembro de 1939, no lugar do Souto do Meio, paróquia da Caranguejeira. Podemos dizer que é franciscano desde a infância e comemora este ano o cinquentenário da sua ordenação sacerdotal.

A minha vocação de consagrado tem origem essencialmente na vida cristã dos meus queridos pais: um casal profundamente cristão, empenhado com a Igreja; um lar, uma família onde se rezava o terço todos os dias à noite; via a minha mãe frequentemente a visitar doentes do lugar, levando-lhes géneros alimentícios; acolhia mendigos, dando-lhes dormida e alimentação; muitas vezes me disse: “vai à capela ver se a lamparina do Santíssimo está acesa”. Foi um casal de lavradores que teve 13 filhos, onde trabalho e oração andavam juntos. E é natural que o meu tio, padre Joaquim Pereira das Neves, sacerdote franciscano e missionário, tenha tido alguma influência na minha vocação.

Assim, feita a 4.ª classe, entrei no Colégio dos Frades Franciscanos em Montariol, Braga. Fui ordenado sacerdote em 1965 e, no ano seguinte, embarquei para a Guiné-Bissau como missionário, onde estive 41 anos. Fui coadjutor e pároco da Catedral e diretor das oito escolas pertencentes à Missão, com 38 turmas e 1.230 alunos. Com a independência e a nacionalização das escolas, ainda continuei como diretor algum tempo, mas depois fiquei apenas com a escola da nossa residência, com 12 turmas e 360 alunos. Na pastoral direta, tinha a catequese frequentada por centenas de crianças e jovens, a Legião de Maria de adultos e juvenil, a Conferência de São Vicente de Paulo com um bairro de doze casas, um grupo de adolescentes e de jovens, e depois fundei o Escutismo. Muito mais teria a dizer sobre esses anos…

Regressei a Portugal em Setembro de 2007 por motivos de saúde. Atualmente, faço parte da Comunidade do Convento de São Francisco em Leiria, dedicando-me ao confessionário, à celebração da Eucaristia no Convento e nalgumas capelanias e colaborando no que me é pedido.

Dou graças a Deus pelo dom da vocação de consagrado e de missionário. Não obstante as minhas limitações, tudo farei para honra e glória de Deus, vivendo a vida de consagrado e o ministério sacerdotal ao serviço do Povo de Deus.

Frei Artur Carreira das Neves, franciscano

 

Números

Portugal

Fraternidades: 15

Membros: 115

Diocese

Fraternidades: 1

Membros: 7

Mais novo: 44

Mais velho: 83

Média etária: 67

 

Luís Miguel Ferraz (Coord.) | Presente Leiria-Fátima

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