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Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo

Categoria: Notícias
Criado em 02-01-2015

A Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo é uma Sociedade de Vida Apostólica fundada em França, em 1633, por São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac. O seu nome, muitas vezes acompanhado do epíteto “Servas dos Pobres”, diz tudo sobre a finalidade da sua criação e a sua ação na Igreja e na sociedade.

 

 

 

Ao serviço de Cristo nos pobres

Tendo como lema “A Caridade de Jesus Cristo nos impele”, a sua Regra determina que “em fidelidade ao seu batismo e em resposta ao chamamento de Deus, consagram-se inteiramente e em comunidade ao serviço de Cristo nos pobres, com espírito de humildade, simplicidade e caridade”. Assim, “Cristo é a fonte de onde jorra o seu amor, o fogo que estimula sua ação, a força que dinamiza seus projetos, o tesouro que dá sentido às suas vidas”.
Por isso, as Filhas da Caridade dão um grande espaço à oração, alimentada pela vida litúrgica e sacramental, pelo silêncio, pela escuta da Palavra de Deus e do ensinamento da Igreja. É na sua oração que os pobres começam por estar presentes, rezando por eles e em seu nome. Depois, estão presentes no seu próprio estilo de vida, simples, em comunidade, num clima de escuta mútua e de diálogo, partilhando o que são e o que têm. Finalmente, estão presentes nos caminhos que percorrem por toda a parte, como mensageiras de alegria e esperança e ao serviço de todos os que sofrem e precisam de quem ajude à promoção da sua dignidade.
Este serviço, como indicaram os fundadores, inspira-se também na imitação da Virgem Maria, que se abriu ao Espírito e foi a sua serva humilde e fiel, Mãe de misericórdia e esperança dos mais pequenos do Reino de Deus.

Em Portugal e em Leiria-Fátima

A Companhia foi autorizada em Portugal por decreto do rei D. João VI, em 1819, em resposta ao pedido de um grupo de senhoras da alta aristocracia portuguesa. Após algumas vicissitudes, veio a estabelecer-se apenas em 1858, mas, em 1862, em consequência de perturbações sociais e políticas, as irmãs tiveram de retirar-se. Em 1881 regressaram, mas a revolução de 1910 voltou a ditar a dissolução da Província. Foi, finalmente, restaurada em Portugal em 1930. Atualmente, é constituída por mais de 120 irmãs, distribuídas por 20 comunidades locais, sendo três na Madeira e 17 no Continente. Existem ainda seis irmãs integradas na Província de Moçambique e uma na do Próximo Oriente, no Egito.
À diocese de Leiria-Fátima chegaram em 1945, dedicando-se ao atendimento aos peregrinos de Fátima e a grupos de oração, reflexão e retiro. Atualmente, a comunidade é composta por seis irmãs, que continuam esse serviço aos peregrinos e também de acolhimento e distribuição de refeições aos mais pobres. Além disso, as irmãs colaboram localmente na catequese, no voluntariado e nas atividades do Santuário.

 

Casa da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

A Casa de Fátima, oferecida por Berta e Ema Lopes Monteiro, foi inaugurada em 1955. De acordo com a intenção das duas benfeitoras, foi destinada ao acolhimento das irmãs, de peregrinos do Santuário de Fátima e de famílias carenciadas da freguesia e arredores, às quais as irmãs fazem visitas domiciliárias, distribuem géneros alimentícios e proporcionam outras ajudas.
Quase no início, foi criado um pequeno dispensário para prestar cuidados de saúde aos mais carenciados que não tinham acesso fácil aos recursos existentes na época. Aí, eram prestados cuidados médicos na área materno-infantil e clínica geral. Com o apoio da Cáritas Diocesana de Leiria, eram distribuídos leite, medicamentos e outros géneros.
Atualmente, a Casa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa tem à disposição dos peregrinos e de todos os que desejem visitar o santuário os serviços de alojamento, acolhimento, refeições, espaços para retiros e encontros de espiritualidade, bem como para outras reuniões ou atividades religiosas.

 

Entrevista à irmã Alzira Lopes dos Santos

2015-01-01 OSE EntrevistaAlzira Lopes dos Santos, de 48 anos de idade, natural de Guisande, Santa Maria da Feira, é a segunda de nove filhos de uma família católica. A sua vocação à vida consagrada despertou aos 32 anos, quando já ponderava o casamento como caminho. Sentia que tinha de dar mais de si mesma e foi numa experiência a tratar de idosos que descobriu o rumo. Após o noviciado nas Filhas da Caridade, foi trabalhar com deficientes profundos na Obra Social do Pousal e, depois, para o Lar das Irmãs Idosas. Após 13 anos, veio como Irmã Servente (responsável) para a Casa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, em Fátima, onde se dedica, sobretudo, ao cuidado das irmãs mais idosas.

 

A sua vocação surge já em idade adulta. Como foi?

Sim, surgiu numa altura em que tinha já ultrapassado alguns problemas pessoais e familiares e, precisamente, quando pensava que iria ter uma vida mais liberta e “egoísta”, no sentido em que poderia “gozar a vida”. Trabalhava numa fabrica de calçado há 17 anos, conhecia a realidade da sociedade à minha volta e via a opção pelo Matrimónio como uma das mais belas realizações. Mas, de alguma forma, isso não me entusiasmava completamente e começou a surgir em mim uma necessidade de olhar a vida de maneira diferente. Sei agora que Alguém que eu desconhecia me movia a querer fazer mais ou melhor. Comecei a procurar atividades em que me sentisse integrada, visitava os idosos nas suas casas e perdia-me por lá, pois apenas conhecia os Passionistas de Santa Maria da Feira de passagem e nas Eucaristias. Resolvi passar um fim de semana numa comunidade religiosa e depois outro e depois um mês inteiro de reflexão interior, deixando a família que tanto amava. E foi assim...

A opção pelas Filhas da Caridade foi ponderada antecipadamente?

Essa foi a opção que Deus colocou no meu caminho. Eu queria estar ao serviços dos pobres e são inúmeras as congregações que o fazem; como foi esta, poderia ser outra qualquer. Quando saí de casa dos meus pais e fui para Lisboa, ia sem saber o que me esperava: deixei o meu trabalho na fábrica e no dia seguinte estava a viver num lar de idosos, com quatro irmãs que nunca tinha visto na vida. Foi uma experiência maravilhosa, sobretudo pela paz e serenidade que sentia naquele ambiente familiar. Por isso, foi ali que fiquei, aceitando que aquele era o projeto que Deus tinha para mim.

É consagrada há apenas 13 anos, mas já deu para perceber que “acertou”? Como tem sido a sua experiência de vida?

Posso dizer que já aprendi muito, mas tenho ainda um caminho muito grande a fazer. Mas digo sem dúvida que acertei e que, como diz o povo, “Deus escreve direito por linhas tortas” na minha vida.
Já passei por diversos serviços, sendo o mais difícil e o mais rico o trabalho com as crianças com deficiência profunda. Estava com elas a tempo inteiro e, no início, não conseguia aceitar que aquelas crianças estivessem a cumprir o projeto de Deus para elas... se Ele é só amor, porquê aqueles filhos quase abandonados e tão desfigurados? Com o tempo, entendi que eles vivem para a sua e nossa santificação, pois quantas vezes pensava nas palavras de Jesus: “também vós quereis ir embora?”. Isso dava-me muita felicidade em poder tratá-los.

Depois vieram os idosos... um trabalho mais fácil?

Tenho muita afeição às crianças, mas elas estão a chegar à sociedade e todos damos carinho, o que não acontece com os idosos, que são mais afastados. Esse foi o novo desafio e, através dele, sinto-me a realizar em cada dia o plano de Deus em mim. Não diria que é mais fácil... posso dizer por experiência que as dificuldades existem sempre, mas são próprias de quem aceita seguir o Mestre para construir sobre a rocha. Assim, sei que, se hoje tivesse de fazer de novo uma opção de vida, voltaria a fazer esta e ainda com mais firmeza. Mas sinto também a necessidade de dizer como o Papa Francisco: “rezem por mim!”.

 

Números

No mundo

Casas: 2275

Membros: 19.436

Em Portugal

Casas: 19

Membros: 123

Na Diocese

Casas: 1

Membros: 4 irmãs

Mais nova: 48 anos

Mais velha: 82 anos

Média etária: 73 anos

Luís Miguel Ferraz | Presente Leiria-Fátima

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