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As palavras do Papa na peregrinaçao do Centenário das Aparições de Fátima

Categoria: Notícias
Criado em 16-05-2017
Fotos: LMFerraz ©DR

Aparentemente, o Papa Francisco falou muito pouco durante a sua visita a Fátima. Quanto a “discursos”, podem considerar-se apenas dois: a saudação aos peregrinos na noite de 12 de maio e a homilia do dia 13. No entanto, falou mais vezes, ainda antes, durante e depois da viagem, oralmente e por escrito.

Sabemos que este Papa “fala”, sobretudo, por gestos e atitudes e é aí que os fiéis o reconhecem, nos abraços abertos e sorrisos com que demonstra proximidade e afeto por todos, especialmente as crianças, os doentes, os mais simples dos simples. Ainda assim, apresentamos um elenco de algumas das principais palavras com que Francisco quis marcar esta sua peregrinação ao Santuário de Fátima.

Os leitores que ficarem com desejo de saber mais, poderão consultar textos completos e vídeos em sítios como papa2017.fatima.pt ou ecclesia.pt/fatima2017, aos quais recorremos como principais fontes para este resumo.

 

“Rezem por mim”

Já todos ouvimos repetidamente o Papa Francisco pedir: “Rezem por mim”. Fê-lo também diversas vezes a propósito desta visita a Fátima, uma delas na manhã de 10 de maio, na audiência geral no Vaticano: “Peço a todos que se unam a mim, como peregrinos da esperança e da paz: que as vossas mãos em oração continuem a sustentar as minhas”.

Em português, explicou depois o objetivo da sua peregrinação: “confiar a Nossa Senhora o destino temporal e eterno da humanidade e pedir por sua intercessão as bênçãos do Céu”.

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“Preciso de vos ter comigo”

No mesmo dia, numa mensagem gravada em vídeo, o Papa justificou que gostaria de ir a muitos outros lugares, mas teve de conter-se em ir apenas a Fátima. E dirigiu-se especificamente aos portugueses: “Preciso de vos ter comigo. Preciso da vossa união – física ou espiritual, importante é que seja do coração –, para o meu bouquet de flores, a minha rosa de ouro, formando um só coração e uma só alma. Entregar-vos-ei todos a Nossa Senhora, pedindo-lhe para segredar a cada um: «O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, o caminho que te conduzirá até Deus».”

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Mensagem ao Presidente

Numa mensagem de saudação ao Presidente da República Portuguesa, “ao deixar o solo italiano”, o Papa disse: “estou prestes a encontrar-me com peregrinos e especialmente doentes de todo o mundo que acorrem ao santuário Mariano para encontrarem luz e esperança”. Marcelo Rebelo de Sousa respondeu “votos de boas-vindas a Fátima, símbolo de Paz e Fraternidade com dimensão universal”.

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A Nossa Senhora “certa”

Nas primeiras palavras dirigidas à multidão que enchia o recinto do Santuário, na noite de 12 de maio, antes do Rosário, o Papa Francisco sublinhou a “relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”. Mas frisou que é aquela Maria “mestra de vida espiritual” que ensina a seguir Jesus e não uma “Senhora inatingível” ou uma “santinha a quem se recorre para obter favores a baixo preço”. “Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes”, disse.

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A Mãe que nos quer no Céu

A palavra “mãe” foi a escolhida pelo Papa Francisco como central na homilia da Missa de 13 de maio. Uma palavra que surge frequentemente a ela referida na Bíblia e que serve para “ler” o acontecimento de Fátima há cem anos, em que os Pastorinhos viram “a Mãe do Céu”. Quanto a nós, “a Virgem Mãe não veio aqui para que a víssemos; para isso teremos a eternidade inteira, naturalmente se formos para o Céu”.

Curiosamente, quando tantos procuram nos discursos de Francisco a visão de uma salvação fácil e universal que apague a própria existência de um inferno, foi logo essa a primeira referência do Papa à Mensagem de Nossa Senhora: “Mas Ela, antevendo e advertindo-nos para o risco do Inferno onde leva a vida – tantas vezes proposta e imposta – sem-Deus e profanando Deus nas suas criaturas, veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre”.

É esta imagem positiva que se observa nos videntes que “ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora” e é isso que Fátima representa hoje, “este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra, quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe”.

“Queridos peregrinos, temos Mãe!”, repetiu o Papa por duas vezes, ao que a assembleia se associou num aplauso que viria a fazer em vários outros momentos desta homilia.

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Esperança que vem de Cristo

A palavra “esperança” foi também muito repetida por Francisco, referindo que ela “assenta em Jesus”, pois foi Ele que “levou para junto do Pai celeste a humanidade – a nossa humanidade – que tinha assumido no seio da Virgem Mãe, e nunca mais a largará”. Essa esperança, “alavanca da vida de todos nós”, está também presente na história dos 100 anos de Fátima, “passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra”. Tal como esteve presente na vida dos santos Francisco e Jacinta Marto, que encontraram na constante “presença divina” nas suas vidas “a força para superar contrariedades e sofrimentos”.

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“Obrigado por me acompanhardes”

Ainda na homilia, o Papa agradeceu a resposta dos fiéis ao convite que havia feito nos dias anteriores: “obrigado por me acompanhardes!” e afirmou que “não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Mãe e confiar-lhe os seus filhos e filhas”, especialmente, “os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”.

Mas a companhia que pede a todos é para continuar e dar frutos: “rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus”. A esse propósito, Francisco recordou que “o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar” e apelou: “Não queiramos ser uma esperança abortada!”.

Concretamente, “sob a proteção de Maria”, compete-nos ser “no mundo, sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor”, concluiu.

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“Tesouro precioso da Igreja”

Na saudação dirigida aos doentes, no final da Missa, o Papa recordou que “Deus é Pai” e nunca os esquecerá e que podem contar “com a oração da Igreja que de todo o lado se eleva ao Céu” por eles e com eles. Depois, sublinhou que não devem considerar-se meros “recetores de solidariedade caritativa”, mas sim “inseridos a pleno título na vida e missão da Igreja” e sem “vergonha de ser um tesouro precioso da Igreja”. E concretizou: “A vossa presença silenciosa, mas mais eloquente do que muitas palavras, a vossa oração, a oferta diária dos vossos sofrimentos em união com os de Jesus crucificado pela salvação do mundo, a aceitação paciente e até feliz da vossa condição são um recurso espiritual, um património para cada comunidade cristã”.

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“Felicidade muito grande”.

Já no avião a caminho de Roma, o Papa confessou aos jornalistas sentir “uma felicidade muito grande” pela coincidência da conclusão do processo de canonização de Francisco e Jacinta com esta peregrinação do centenário das Aparições. E afirmou que irá repetir a “mensagem de Paz” que Fátima representa a todas as pessoas com quem falar.

Segundo os jornalistas presentes, o Papa revelou ter pedido desculpa a Nossa Senhora pelos seus erros e por “algum mau gosto para escolher pessoas” e que, nos oito minutos que permaneceu em silêncio diante da imagem de Nossa Senhora, quando chegou à Capelinha das Aparições, se lembrou de ter recebido a notícia da ordenação episcopal num dia 13 de maio, há 25 anos.

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Gratidão: Silêncio, oração,paz, santidade, crianças, luz, Maria, Cristo...

Antes da recitação da oração matinal de 14 de maio, na praça de São Pedro, em Roma, o Papa recordou esta viagem a Fátima e referiu, precisamente, a intensidade desses minutos em silêncio, “um clima de recolhimento e contemplativo” que foi acompanhado pela multidão de peregrinos. Recordou o “rio” de orações pela paz que corre há 100 ano em Fátima e que hoje continua a ser necessário “para implorar a graça da conversão” e “o fim dos grandes e pequenos conflitos absurdos que desfiguram o rosto da Humanidade”.

Falou também da canonização de Francisco e Jacinta como proposta do “seu exemplo de adesão a Cristo e o seu testemunho evangélico” e do dever de que a Igreja “cuide das crianças”. Clarificou, ainda, que “a sua santidade não é uma consequência das aparições, mas da fidelidade e do ardor com que corresponderam”.

Na hora de agradecer a Deus o dom desta visita, mencionou o Bispo de Leiria-Fátima e “todos os que ofereceram a sua colaboração”, mas frisou que “centro de tudo está o Senhor Ressuscitado, presente entre o seu povo na Palavra e na Eucaristia”.

Talvez o melhor resumo seja este apelo final: “Deixemo-nos guiar pela luz que vem de Fátima. O Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refúgio, a nossa consolação e o caminho que conduz a Cristo”.

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No Twitter

Na rede social Twitter, o Papa foi publicando as suas impressões:

- 11 de maio: “Com Maria, amanhã em Fátima, peregrino na esperança e na paz. Olhemos para ela: tudo é dom de Deus, nossa força.”

-  12 de maio - “Peço a todos para unirem-se a mim, como peregrino da esperança e da paz: que as vossas mãos em oração continuem a apoiar as minhas.”

- 13 de maio - “Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho.

- 13 de maio - “Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir: mostrai-nos Jesus.”

Luís Miguel Ferraz | Presente Leiria-Fátima

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Entrevista de D. António Marto à Agência Ecclesia

Prestes a receber o Papa Francisco em Fátima, D. António Marto fala da visita, do Centenário das Aparições e da Mensagem de Fátima.



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