Linha gráfica
A PROPOSTA ORIGINAL
Criar imagem identificativa para a diocese de Leiria-Fátima.
Nessa imagem devem constar elementos alusivos à diocese e, por inerência, à sua religiosidade, bem como à sua situação geográfico-administrativa.
A imagem deve ser moderna, apostando em conteúdos simbolicamente ricos que sejam, simultaneamente, agradáveis dentro dos parâmetros actuais.
Poderá, eventualmente, ser uma alternativa ao actual logótipo da diocese de Leiria-Fátima.
Assim, com esta proposta, o logótipo anterior evolui para este que se encontra ao lado esquerdo.
Versão anterior e a sua evolução
O ponto de partida
Achamos os elementos constantes do actual logótipo demasiado formais, óbvios e muito gastos pela sua profusa utilização.
Nesse sentido, a nossa pesquisa pretendeu encontrar um símbolo/objecto que constituísse uma verdadeira alternativa sem nunca perder de vista a sua efectiva identificação com o território geográfico, administrativo e humano da diocese.
O primeiro elemento que nos ocorreu foi a figura do pentágono, pelas seguintes razões:
a) identifica-se, pelo seu número de lado, com o número de mistérios que contém o terço - 5 - numa clara alusão a Fátima e à sua mensagem;
b) pela sua aparência,
O elemento inovador
Na experiência de paginação do livro “Alma e Imagem”, contactámos com uma representação gráfica do rosário: composto por 150 rosas (150 avé-marias) e 15 rosas maiores (15 pai-nossos), dispostas em três círculos tangentes.
Aí percebemos que a rosa poderia ser o elemento chave que representaria a diocese de Leiria-Fátima, por duas razões:
a) por ser o elemento mariano por excelência, estando bem patente a sua ligação a Fátima e à respectiva mensagem;
b) por remeter, ainda, para o imaginário tradicional da cidade de Leiria, através da alusão implícita ao milagre das rosas da Rainha Santa Isabel. Curioso é notar que as rosas utilizadas para representar o rosário, têm sempre cinco pétalas. Ou seja, a sua base de desenho é a figura geométrica do pentágono, pelo que a ideia exposta n’o ponto de partida sai claramente reforçada
A estilização
O próximo passo foi dar forma à “rosa” que pretendíamos para a nossa imagem.
A ideia é fugir a uma representação evidente e estilizar os seus traços por forma a “actualizar” e moderniozar a sua imagem, e a fugir a eventuais ligações a outros contextos.
O aperfeiçoamento
Por não nos agradarem os esboços anteriores, pensámos em regressar à ideia inicial do pentágono fazer dessa forma geométrica o ponto de partida para a nossa “rosa”.
Desta maneira, reforçaríamos o conceito do elemento originariamente ligado à definição de rosário através do seu desenho com cinco pétalas (sem esquecer as semelhanças da forma com a mitra episcopal).
O enriquecimento
A fase anterior resultou num trabalho que nos agradou mais, com uma estética mais conforme aos cânones actuais.
Restava dar-lhe mais vida, mais significado. Resumidamente, procurámos acrescentar-lhe significado e pensámos em duas vertentes:
a) evidenciar o número 10, como alusão ao território diocesano distribuído por 10 vigararias;
b) explicitar o conceito de Igreja formada por “pedras vivas” que constroem, juntas, o Reino de Deus na terra.
Decidimos, então, experimentar a recortar os elementos constituintes da rosa...
A construção
E concluímos que o melhor recorte seria aquele que deixaria o pentágono em forma de “casa”, aludindo à construção da Igreja por Pedras Vivas.
A finalização
Finalmente, decidimos acrescentar-lhe um novo elemento religioso.
No pentágono mais pequeno fizemos dois cortes cruzados como alusão ao símbolo cristão por excelência: a cruz,
o sinal “+”.
A coloração
Para colorir o desenho final, pensámos em quatro cores, cujos significados apresentamos a seguir:
a) azul: do céu e, sobretudo, do mar que banha a costa da diocese;
b) amarelo: do sol e da areia;
c) verde: do pinhal de Leiria;
d) branco: de Fátima (...uma senhora vestida de branco), da luz, da religiosidade.