"Agora temos em mãos o «que fazer?»"



Assinatura Foto:

Entrevista ao pároco do Souto da Carpalhosa, padre José Lopes Baptista, no âmbito da Visita Pastoral.

 

O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, esteve em visita pastoral à paróquia do Souto da Carpalhosa, nos dias 10 a 13 de Fevereiro. Em entrevista, o pároco, padre José Lopes Baptista, faz um balanço desta jornada.
 
 
Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias?
Penso que é meio e oportunidade única para que o Bispo conheça pelo menos parte do rebanho que lhe está confiado e para que a parte interessada do rebanho conheça também o seu Pastor? Esta iniciativa estreita grandemente as distâncias que, naturalmente, separam o Bispo e o comum dos fiéis leigos. Aliás, isso pode ver-se claramente nas atitudes, reacções que ficam depois da visita acontecer. Para ilustrar a imagem que se tem, geralmente, do Bispo em conversa foi-me feito um comentário que me parece importante. Na primeira missa celebrada pelo Sr. Bispo, a comunidade da Moita da Roda preparou entusiasticamente o acontecimento, mas acontece que a chegada acabou por ser uma “desilusão” para muita gente, porque, tratando-se de uma “pessoa importante” seria suposto que o Bispo chegasse em grande e ao jeito do que se vê nas televisões: bons carros e batedores de polícia a frente. Para mais, nesse dia terá passado uma limusina por aquelas paragens. Que andava a fazer? Só poderia ser a “preparar a visita do Bispo”. Mas acontece que ele chegou num carro bem modesto. O entusiasmo não decresceu, pois a proximidade que nele encontraram desfez todos os mitos e imagens de grandeza.
 
 
Como se preparou a comunidade para receber o Bispo?
Nada se fez que fosse extraordinário. Além dos cartazes e do anúncio nas celebrações, que foi sendo feito faseadamente, houve dois encontros de Lectio Divina em que esteve presente o Sr. Bispo, aconteceram os encontros por grupos onde se preparou espiritualmente o acontecimento. Às comunidades da paróquia, recordo que são 10 os centros de culto, foi deixada toda a iniciativa para que cada uma acolhesse como melhor entendesse. Uma das mensagens que procurei transmitir foi a de que o Sr. Bispo vem para estar com a comunidade que somos, e não para se encontrar perante uma comunidade aparente.
 
 
Qual foi o critério na elaboração do programa?
Para além dos pontos que são apresentados como sendo essenciais, a Assembleia e os encontros com as catequeses, procurou-se, e conseguiu-se, que nenhuma das igrejas ficasse sem uma visita, e quem fala de igrejas fala de comunidades; que os doentes e idosos tivessem um lugar importante nestes dias, daí a visita que se conseguiu fazer aos 4 lares de idosos da área da paróquia, a celebração com a administração da unção dos doentes e o lanche que se seguiu, numa oferta do Centro Social Paroquial. Acima de tudo procurou-se que pudesse encontrar-se com todos os que formam a comunidade cristã mais activa. 
 
 
De forma geral, como decorreu a visita?
Acho que decorreu muito bem, melhor mesmo que o que estava imaginado. Não se pode dizer que foi uma manifestação para além do que é normal, mas conseguiram-se os objectivos pensados. Foi-se mais longe ainda, por termos conseguido chegar a mais que o que estava programado na visita aos lares e a alguns acamados em suas casas.
 
 
Houve algum momento especial que queira destacar?
Os momentos foram, eles todos, especiais, mas saliento o encontro com os mais pequeninos da catequese; a missa com os idosos e doentes, no Dia Mundial do Doente, e duas das visitas a acamados nas suas casas.
 
 
Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto?
Como marca ficou a proximidade, “só não esteve com ele quem não quis”, não voltou as costas a ninguém”… o sorriso e o saber. Como mensagem saliento o forte apelo à abertura de coração a Cristo, sobretudo na vivência da caridade.
 
 
Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial?
Agora temos em mãos o “que fazer?”. Quando disse que a comunidade que somos é aquela que devemos ser nestes dias, estava baseado no facto de não ser adepto de semear em “terreno pedregoso” onde as sementes nascem depressa demais para morrer logo que nasce o sol da manhã e as queima. Ficou, e isso já se nota, um desejo grande de continuar a fazer a Lectio Divina; empenhar-nos-emos, mais a sério na constituição do Conselho Pastoral, e na formação pastoral dos adultos e continuaremos a organização da Pastoral Social Paroquial.
 

Redacção O MENSAGEIRO


Imprimir Artigo | Enviar Artigo

Contactos | E-mail | Newsletter | Copyright © 2007 Diocese Leiria-Fátima |      Powered by Peakit