"Fomento da partilha entre irmãos da mesma fé e caridade"
Entrevista ao padre Joaquim Jesus João, pároco de Monte Redondo e Coimbrão, no âmbito da Visita Pastoral.
O Bispo diocesano esteve em Visita Pastoral às paróquias de Monte Redondo e Coimbrão, respectivamente, nos dias 6 a 9 e 13 a 16 de Janeiro.~
Para sabermos melhor como correram estes dias, fomos entrevistar o pároco destas comunidades, o padre Joaquim Jesus João.
Que pensa desta iniciativa do Bispo diocesano de fazer uma visita pastoral a todas as paróquias?
Na minha maneira de pensar julgo ter sido óptima ideia esta a de o nosso Bispo, Sr. D. António Marto, querer ir ao encontro dos seus diocesanos, visitando as Comunidades, todos os seus filhos em Jesus Cristo, tanto crianças como jovens e idosos e estabelecer com eles um diálogo construtivo e muito amigo. Só desta forma inédita poderá, como ele diz muitas vezes, “ver olhos nos olhos”aqueles que lhe estão confiados na missão de Pastor. Não lhe será certamente fácil pois exige da sua parte grandes sacrifícios, muita disponibilidade, mas a alegria que sente em estar com o povo compensa tudo o mais.
Como se preparou a comunidade para receber o Bispo?
Não foi uma preparação rápida e sem grande preocupação por parte dos Conselhos Pastoral, Económico e dos Movimentos Apostólicos das Comunidades. Houve o anúncio, pediu-se muita oração, encontros variados de estudo não só da “Lectio Divina” mas ainda estudo do que se poderia vir a fazer e como actuar no campo das crianças, jovens, idosos etc.etc. Programa feito em conjunto e toda a Comunidade teve ocasião de o levar consigo, em impresso próprio. Houve ainda a preocupação de se contactarem pessoalmente as pessoas para que tivessem conhecimento e aproveitassem a oportunidade única, talvez não houvesse outra igual, no futuro, comparecendo nos vários actos que lhes diziam respeito. A hora e a ocasião eram de considerar e aproveitar.
Qual foi o critério na elaboração do programa?
O critério que houve na elaboração do programa teve a ver com o objectivo da visita. Embora a Igreja não seja indiferente às realidades humanas, temporais, sentindo-as muito a sério, a nossa preocupação foi sobretudo com o alertar do ânimo de todas as pessoas para a vivência mais esclarecida da Fé e de como descobrir os caminhos que conduziriam a um Cristo Vivo de quem teríamos necessidade de dar mais profundo testemunho, na vida, nas nossas acções e actividades, diante de Deus e dos irmãos, crentes e não crentes. Como lhe ouvi dizer várias vezes: “a letra é uma coisa mas as acções são outra”.
De forma geral, como decorreu a visita?
Globalmente a visita do Nosso Pastor decorreu com grande elevação e alegria, com a participação maciça de toda a Comunidade tendo em consideração os seus vários sectores, sentindo-se em toda a parte um grande entusiasmo e uma grande admiração pelo Sr. D. António. Toda a gente pôde conviver com o nosso Bispo, sentindo o seu carinho e ternura o que para uma grande parte foi de admirar. Era necessário este abanão e este, que considero, autêntico Pentecostes em ambas as Comunidades, em Monte Redondo e no Coimbrão, para despertar um pouco o que parecia estar adormecido. Em suma, a visita foi uma extraordinária bênção de Deus que jamais alguém esquecerá.
Houve algum momento especial que queira destacar?
Sim, houve muitos momentos dignos de registo e de admiração: o encontro com os doentes, em Monte Redondo cerca de 250, no Coimbrão, uns 70, sendo-lhes dirigida uma palavra de encorajamento e administrada a Santa Unção. O encontro com as crianças, primeiro do 1º ano ao 7º, depois do 7º ao 10º e finalmente com os crismandos. Além disso foi excepcional a Assembleia Paroquial, em Fonte Cova, Monte Redondo, e no Coimbrão na qual os vários Representantes dos Movimentos deram a sua achega e ficaram dispostos a continuar, com mais energia na rota do Apostolado, cada um no seu sector, evidentemente. A palavra dirigida aos casais deixou muita pena a quem, não sabendo de antemão, o que se ia passar, proporcionou um desabafo de pena perante aos que não tinham estado no encontro. Houve quem se comovesse a sério.
Qual a principal mensagem ou marca deixada por D. António Marto?
A principal mensagem deixada tem a ver com o fomento da partilha entre irmãos da mesma fé e caridade, a energia que irradiou e com que nos contagiou a todos, e deixando-nos uma mensagem de esperança, o desafio e o desejo de sermos fiéis, a alegria de descobrirmos a beleza de ser Igreja, pois encontrámos nele o perfil de Jesus Cristo”como Servidor da alegria do Evangelho”.
Quais as expectativas criadas a partir da Visita Pastoral? Foi já definida alguma prioridade pastoral ou tomada alguma decisão em ordem à renovação da dinâmica paroquial?
Estamos para reunir os Conselhos Pastorais e estudar a melhor maneira de dinamizar os grupos apostólicos, aumentando o número daqueles que se querem identificar como discípulos de Cristo e dar maior formação a todos os que de boa vontade desejam crescer e dar mais perfeito testemunho da verdade sem olhar às contrariedades que isso possa vir a acarretar. Assim Deus nos ajude com o Seu Espírito.
Redacção O MENSAGEIRO
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