"É principalmente por amor"



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Entrevista a Elsa Pedro, que partiu, por dois meses, para a Missão do Gungo.

 

A jovem missionária, de 22 anos, da paróquia dos Milagres, partiu dia 13 de Julho, por dois meses, para a Missão do Gungo. Estudante de Fisioterapia em Lisboa, pertence ao Grupo Missionário Ondjoyetu desde 2008. Já participou na semana missionária no Alentejo, em 2009, e faz parte dos visitadores do Estabelecimento Prisional de Leiria, há cerca de dois anos, através de “Os Samaritanos”.
 
Antes da partida, fomos saber um pouco mais sobre as suas motivações e expectativas quanto à experiência que irá desenvolver na diocese do Sumbe.
 
O que te fez partir em Missão? Quais os sentimentos que te movem a partir? E porquê dois meses?
São muitos os sentimentos que me movem a partir, mas é principalmente por amor. Por este amor de Deus que a cada dia vai crescendo dentro de mim e na minha vida, sinto a necessidade de retribuir um pouco todos estes sentimentos e que tem vindo a crescer, entregando um pouco da minha vida à Missão. Sei que dois meses não é muito para as necessidades daquele povo, mas será o meu pequeno contributo, a minha gota de água no meio de um oceano imenso e acredito que a junção de todas as gotas de água pode fazer a diferença.
 
Achas que a formação antes da partida é importante?
A formação é muito importante para qualquer cristão, sendo um momento de partilha e testemunho que enriquece o nosso ser. Para quem decide partir em Missão, acho que é fundamental pois ajuda-nos a aprofundar a nossa fé e discernir sobre os verdadeiros motivos que nos levam a partir em missão.
 
Que tipo de trabalho vais desenvolver?
Estou disposta a fazer o que for necessário, dando apoio à equipa que já está no coração da missão e integrando os projectos que o grupo tem desempenhado de forma permanente com aquele povo, tanto na área da saúde, catequética, trabalho com os jovens, formação na culinária, etc.
 
Achas que o trabalho dos missionários no Gungo é importante?
Acho que o trabalho dos missionários é muito importante na vida do Gungo, visto ser um povo que apresenta algumas dificuldades. É como se cada um de nós regasse a sua semente para conseguir poder vir a dar frutos para que aquele povo se torne auto-sustentável.
 
As dificuldades e vida dos missionários, ou as diferenças culturais fizeram-te alguma vez duvidar a partir em missão? 
Não, sinto que se é por Amor que nos entregamos à missão de Deus, então não devemos ter medo e não devemos duvidar.
Sinto-me preparada para entregar totalmente à missão e ao povo do Gungo.
Angola é um país de contrastes, onde a guerra deixou repercussões muito fortes. Sinto que vou encontrar um povo com uma cultura e hábitos diferentes, que apresenta algumas dificuldades mas que tem o coração aberto para receber e partilhar novos conhecimentos.

Redacção O MENSAGEIRO


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